30 de jul de 2014

É a sua independência que me mata

Me lembrei da música sertaneja hahahaha.

Gianlucca é uma criança independente, apesar de me chamar 350 mil vezes ao dia. Contraditório né?! Mas o que é a maternidade se não a própria contradição?

Eu sempre tentei direcioná-lo para a independência. Incentivei desde cedo que ele fizesse as coisas por ele mesmo, mas olha isso dá muito trabalho. Por vezes me pego pensando em como era fácil a vida quando ele era somente um bebê e eu fazia tudo o que era necessário sem reclamações. Ok, super egoísta da minha parte pensar assim mas é a mais pura verdade.

Certa vez estávamos nós dois no Sesc almoçando e ele comendo sozinho. Ele deveria estar com uns 2 anos e 6 meses. Fez aquela bagunça com muita comida no chão e eu sempre perguntando: posso te ajudar? E ele respondendo: Não, eu consigo.
Respeitei e não ajudei. Eu respeito mesmo! Como quero que ele me respeite quando eu digo não se eu mesma não faço isso com ele? Impossível.
Está certo que muitas vezes eu pago caro por isso, como a bagunça no Sesc, mas creio que os frutos apareceram.
Voltando ao Sesc uma senhora na mesa ao lado me perguntou porque eu não iria intervir e ajudar? E então expliquei o porque, e ela me fez cara de alface, sabe como é?! Não concordou. Lo siento mucho!

Mas hoje, no alto de seus 40 meses (genteeeee, 40 meses fora da barriga?!?!) ele me dá muito trabalho com a independência.

Não quer ajuda para absolutamente nada, exceto quando pede. Assim fico muito tempo negociando, conversando, mostrando e ele gritando dizendo que quer fazer sozinho. E é tudo, desde banho, comer, beber, trocar, colocar tênis, mochila, desenhar, ir ao banheiro, se limpar, limpar o nariz, a orelha, e por aí vai....

Mas o que mais sofro nessa luta diária é com os dentes. Ele não aceita mesmo ajuda para escovar. Eu tento, mas é praticamente um massacre aos meus ouvidos de tanto grito de "Eu consigo sozinho". Só que apesar da boa intenção que ele tem, sabemos que não fica bem limpinho (ainda, ainda! Esse dia vai chegar!). Esses dias vi um pontinho preto no dente do fundo e me desesperei. Depois ajudei (forçosamente, diga-se de passagem) e consegui tirar o pontinho preto, era sujeira.

Mas olha, os dias prometem!

Vamos caminhando e cantando, é o que nos resta.

Hugs!

28 de jul de 2014

Nós e o Leite

A minha relação com o leite é ótima e de longa data. Amoooo um leitinho quentinho antes de dormir com um bom chocolate. Amo tomar um cappuccino no inverno com um belo chantili.
Durante muitos anos foi meu único parceiro no café da manhã. Meu dia não começava enquanto eu não tomasse meu leite.

A relação do Rodrigo com o leite não é boa. Ele não toma mesmo, não gosta do sabor, não sente a mínima falta. Eu sempre achei isso um absurdo, digo, não nego.

Bambino, como a boa mãe que tem, também é um bom apreciador de leite.

Mas, desde que estou incutida de cabeça no temas alimentares, como mencionei aqui tenho descoberto coisas terríveis!
Nunca fui muito dada as coisas industrializadas, mas cedia quando o tempo apertava. Mas o leite, ahh esse sempre meu amado e acima de qualquer suspeita.

Vamos do começo.

Bambino era bem pequeno (uns 5 meses) e ainda mamava no peito quando fomos ao homeopata. Buscava a solução do problema do sono ter uma condução no tratamento da saúde diferenciado. Só havia em Sorocity dois médicos homeopatas, um deles com agenda somente para dali 5 meses, e outra somente em 1 mês. Optei por 1 mês.
Chegando lá, a médica era meio louca (já disse que eu tenho dom para achar essas figuras?!?). Pois bem, praticamente tudo era veneno pra ela. Tomate, espinafre, alface e o meu amado leite. Me disse que se eu desse leite de vaca, cabra ou soja para o bambino ela parava de tratá-lo imediatamente.

Como assim uma criança ficar sem leite?! Ok, eu tinha planos de amamentá-lo até quando ele quisesse, mas foi até 8 meses (devido um problema de saúde que tive) e quando eu não estivesse em casa, ou ele estivesse na escola?! Pra mim, digo mesmo por mim, era impossível uma criança ficar sem leite.

Quando perguntei o que daria pra ele, ela me disse água! Não me deu nenhuma opção, NENHUMA. Realmente achei a médica muito esquisita. Fora de cogitação deixar meu bambino sem leite. Ele, como bom mamífero que é, precisa de leite.

Então veio a Ressaca do Verde e comecei a me informar mais e mais.  Eu por habito busco sempre produtos da região, menor o tempo de deslocamento assim maior economia de combustível, mais sustentável, prioriza a economia da região. Se tem no mercado um feijão, leite, arroz ou qualquer coisa de perto, eu compro!

Voltando ao tema do post, o leite. Volta e meia aparece na mídia notícias de leites contaminados por formol, ureia, etc. E me aprofundando um pouco no tema, o buraco é bem mais embaixo.

Comecei a seguir no instragram algumas nutricionistas materno-infantil, o que me levou a um médico chamado Victor Sorrentino. Não vou fazer propagando do cara aqui, mas tirando algumas coisas (voltadas a estética e algum radicalismo) ele e as nutricionistas tem me ajudado muito.
Foi graças a ele por exemplo que diminui e muito o consumo de glúten aqui em casa. Tenho me especializado (ou tentado) a fazer tudo home made e sem glúten. Tenho tentado seguir a cozinha funcional.

Sobre o leite, ele tem um artigo sobre isso intitulado A verdade sobre o mito do Leite eu aconselho a visita no blog dele. Lá lista os malefícios do leite atual.

Como as vezes não paramos para pensar nas coisas né?! Eu nunca tinha parado para pensar que uma vaga precisa estar parida para dar leite, e que é impossível manter uma indústria do leite firme e forte sem hormônios.
Mas uma das coisas que sempre reparei são os rótulos. Sempre me incomodei em ter estabilizantes nos leites. Tanto que priorizava os leites de saquinhos que vendem em padaria. Eles duram só 3 dias na geladeira, ao invés de 4 meses fora dela.

E como estamos atualmente?! Na luta!
Tenho buscado opções. Já tentei leite de aveia que é uma opção com cálcio. Não gostei! Fica meio gosmento, com um gosto muito forte.
Tentei leite de amêndoas. Gostei muito. Até bambino tomou com chocolate (cacau em pó pois estou abolindo os achocolatados). Problema dele é a viabilidade financeira. Tenho feito umas duas vezes ao mês.
Tentei leite de coco, e uso com muita frequência na cozinha (vibe home made mesmo!!).
Mas confesso que o caminho ainda é longo! O leite de vaca ainda está presente na minha casa.

Eu já diminui bastante, mas as vezes preciso de um copo de leite. Estou me habituando a ficar sem.
Marido não toma e não tomará, ainda mais depois de descobrir os absurdos do leite.
Bambino diminuiu o consumo, mas ainda toma.
A opção também seria chá, mas sinceramente eu não gosto não!! E por consequência bambino também, pois não me vê tomando, então ele também não toma.

A novidade em casa é que não tenho feito coisas com leite. Qualquer receita que vá leite eu substituo por água ou leite vegetal quando tenho (amêndoas ou coco).
E estamos caminhando!! Meta é reduzir para mínimo o consumo de leite em casa.

Não posso terminar sem mencionar o blog Ecomaternidade que muito tem me ajudado! Ler e me descobrir um pouco lá e aprender mais tem me feito muito bem.

Eu volto para contar como caminhamos ;)

Próximo post healthly: Açúcar Branco

17 de jul de 2014

Politica Chinesa

Projeto de filho único em estudo aqui em casa.

Vai para votação em assembléia e volto para contar o resultado.

Hugs