24 de set de 2015

O combinado não executado

Foram dias muitos difíceis, de pressão super baixa, cólicas e hospital.

Fui deitar mais cedo e deixei bambino na sala com Rodrigo, vendo desenho.

Acordo algum tempo depois com os dois mosqueteiros no banheiro e o seguinte dialogo:

- filho, mamãe já está dormindo e não podemos acordar ela. Vamos deitar bem queitinhos tá? Combinando?

-  combinando papai.

Vem meus dois mosqueteiros, Rodrigo falando baixo dando a instrução pra ele deitar no nosso meio. Pois nem bem ele deita, sou cutucada:

- mamãe, conta uma história?

Hahahaha.

Gianlucca não é dado a acordos.

Fim.

22 de set de 2015

A árdua tarefa de educar

É galera, eu posso dizer que de todas as fases que passei nesses mais de 4 anos com bambino, passamos a pouco tempo pela mais desafiadora possível.

Foi difícil quando ele nasceu e e tive baby blues. Foi difícil quando ele sofria de cólicas e chorava copiosamente. Foi difícil cada tombo que tomou quando aprendeu a andar. Foi difícil quando eu o deixei a primeira vez na escola. Foi difícil o primeiro dia de volta ao trabalho depois da licença. Foi difícil enfrentar as crises dos 2 anos. Foi difícil quando ele não crescia e não engordava. É difícil ainda hoje quando ele briga pra não dormir. Mas nada se compara ao momento que passamos uns tempos atrás.

Resumindo: a maternidade é um caminho de dificuldades. E você pode me perguntar: compensa??
Eu te digo que sim. E não é só pelo fato de olhar para minha vida e não conseguir me imaginar sem meus filhos (e olha que o segundo ainda está na barriga). Eu realmente entrei nessa jornada sabendo que as minhas noites e os meus dias não seriam fácies, mas que seriam mais completos. Chego a conclusão que eles fizeram mais por mim do que eu por eles.
Se eu me considerava forte antes de tê-los, depois deles eu vi que forte é meu nome do meio. E não importa o que aconteça, eu não desisto dos meus filhos: nem agora, nem nunca.

Mas hoje eu tenho precisado de mais coragem e mais força, até pelo futuro bem próximo que me aguarda. Gianlucca anda desafiando todo e qualquer limite. E não se trata de fazer sempre as minhas vontades, trata de questões básicas, como por exemplo sair correndo na rua. Minha vontade nessa hora é pegar ele e sacudir, sacudir e sacudir. Mas não faço.

Sou entusiasta da educação positiva, mesmo que por muitas vezes ela não tenha funcionado aqui em casa. E agora, vou bater? Vou revidar todas as vezes que ele bate na minha barriga? Minha vontade é essa, mas onde fica tudo aquilo que acredito? Eu enfio minhas convicções onde?

A mesma raiva que eu sinto quando ele não me obedece e se coloca em perigo, é a mesma raiva que eu sinto quando vejo uma criança ser agredida por alguém. Faço o que com essa raiva que eu sinto?

A intensidade dos hormonios me deixam mais louca. Juro que tenho vontade de gritar e esmurrar a parede em várias situações, inclusive com Gianlucca.

Veja bem, não fico nervosa com ele carente, querendo colo e companhia 24 horas. Em ele acordar só de não me sentir na cama, ou então ele chorando porque está precisando de atenção. Isso absolutamente não me tira do foco.

Mas ele me chutar, gritar e enfrentar os limites (tipo não obedecer no mercado, na igreja, na rua) eu fico é louca.

Mas aí eu me lembrei de algo que eu li quando Gianlucca era bem pequeno, algo que sempre me fez sair ilesa de discussões ridículas sobre maternidade (como o UFC cesarea X normal) e que no final das contas me trouxe até aqui, inclusive com compartilhar a cama até hoje: escolha é aquilo que a gente banca. Precisa bancar todas as escolhas dos caminhos que tomamos.

Não me venha com esse mimimi de "nossa, minha vida poderia ter sido diferente sem filhos" ou "onde eu fui me meter". Eu tenho verdadeiro trauma disso. Banca tuas escolhas e engole o remorso e abraça a causa, ponto. Falo isso pra mim, não é nada com ninguém além da minha conversa comigo mesma.

Lembrando desse conceito que até hoje tem me ajudado, eu resolvi escrever pra ela, a blogueira que abriu meus olhos para esse conceito. E mesmo ela sendo mãe de dois, grávida do terceiro quase no mesmo tempo que eu, super engajada em matérias cruciais para infância e direitos humanos e mesmo com tudo isso me confidenciou que o mais velho estava na fase adolescente da infância: bingo!! É isso que estávamos vivendo aqui.

Olha que o mesmo dilema que eu enfrento entre respeitar os limites dele, como indivíduo que tem vontades próprias, e aquilo que é inegociável, ela também enfrenta. Me ajudou com muitas palavras positivas e a mensagem principal que tive dessa conversa online foi: você é a mãe, não dá pra ceder quando o não é irreversível.

Hoje as coisas estão assim aqui em casa: eu sou a mamãe e sei o que é melhor. Ou me obedece ou terá consequências, nem que seja ficar sem o querido aplicativo que só tem no meu celular. Não gosto de "castigos", mas tento mostrar que tudo na vida temos que bancar com as consequências.

Funciona? Olha, me trouxe mais paz de espírito, e quando ele precisa chorar, chora. Não tem jeito.

Gianlucca me demanda bastante, muito mesmo! Quando estou em casa não existe ninguém mais. Eu estou preparada para o caos quando Giuseppe nascer, assim já trabalho com o pior cenário e não sofrer.

Rodrigo ainda me chama gentilmente de slave (em bom potuguês, escrava), mas um dia melhora, ohhh se melhora.


14 de set de 2015

Sobre Pródromos

Demorei tanto pra escrever sobre parto que agora não paro mais hahah.
Eu não tinha planejado escrever sobre pródromos, mas li algo importante e estou aqui pra compartilhar.

Lembrando que não sou especialista de coisa alguma. Apenas exponho aquilo que li e absorvi.

Existem três tipos de situação que o corpo dá sinal que as coisas estão caminhando  e estão efetivamente acontecendo.

1- Contrações de braxton-hicks=> as famosas contrações de treinamento que são indolores. Não lembro de ter tido na gestação do bambino e por enquanto nada também.

2 - pródromos => são doloridas, geralmente no final da gestação. Acontecem mais a noite quando produzimos a ocitocina, mas não engrenam, pela manhã elas "somem". Podem durar semanas e o trabalho de parto não avançar.

3 - contrações => aqueles que são ritmadas r que levam o colo para dilatação. São doloridas.

Acontece que por quase não se falar dos pródromos as mulheres pouco conhecem. Já ouviu aquela história de que tinha contração r não tinha dilatação? Na verdade não eram contrações, mas sim pródromos.

O outro problema é que nem mesmo os profissionais sabem lidar com os pródromos, muitos encaram mesmo como ausência de dilatação.

Claro que tudo precisa ser verificado. Segundo meu médico contração com ausência de dilatação pode ser mecônio, e só cardiotoco pode indicar. Ou seja, é preciso ver.

No entanto a internação precoce por pródromos é muito comum. Ao internar cedo demais os procedimentos desnecessários tentem a ser praticados ( por exemplo ir para ocitonina sintética porque a contração não engrena).

Li vários relatos sobre internação precoce que terminaram com mil e um procedimentos.

A recomendação dos profissionais que seguem a medicina baseada em evidencia (povo humanizado e caro) é: descanse.
Se sua noite é difícil e seu dia as contrações são espassadas e não tão doloridas, muito provável que seja Pródromo.

Vá monitorar, mas não interne tão cedo.

Não estou aqui para dizer como fazer, pois cada uma de nós sabemos nossos proprios limites.
Só vim compartilhar, pois foram poucas as vezes que li algo sobre isso.

Aqui em casa marido está alertado para me ajudar a lembrar disso, afinal na hora da dor o que menos fazemos é raciocinar.

Fiquem com Deus.