Mostrando postagens com marcador Maternidade real. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Maternidade real. Mostrar todas as postagens

24 de jan. de 2017

Roda - A Descoberta

Existiu alguém que inventou a roda, com toda certeza não fui eu. Mas eu a descobri!

*imagem pixabay

Vamos do início.

Eu nunca fui uma bela dona de casa, não sou do tipo que consegue manter tudo em boa ordem por muito tempo, como relatei certa vez nesse post.

No entanto com dois filhos em casa, precisei me organizar melhor e o fiz mais ou menos assim enquanto estava de licença maternidade do Giuseppe e com meu marido viajando (ficou fora por 8 meses).

Um pouco antes de voltar ao trabalho eu contratei uma babá. Eu trabalhando super longe e marido em viagem tive que partir para uma babá. Trabalhando em tempo integral, pela manhã cuidava dos meninos e a tarde quando os dois iam pra escola ela cuidava da comida e dava um jeitinho na casa. Aos sábados eu lavada e guardava a roupa.

Fui feliz nesse quesito (organização) até Agosto, não tinha que me preocupar.

Meu marido voltou e dispensamos a babá. Voltei a ter que organizar (exceto comida, pois quem cuida é o marido) e aí voltei naquela velha coisa de comer e escovar o dente ao mesmo tempo: Impossível! Não dava conta. Me restava o final de semana que não rendia nada, como sempre.

Ficava então eu desgastada por não conseguir fazer nada. Casa um caos, sempre pela metade (começava e não terminava), meninos estressados (pois uma mãe estressada e casa em desordem acaba refletindo nas crianças) e marido entrava no desgaste também, hora fazendo a parte dele e a minha, hora reclamando por nunca conseguir acabar.

Aí entrou a minha descoberta da roda.

Certo dia, uma sexta a noite, ele me perguntou mais uma vez quando conseguiríamos dar um lar mais organizado aos nossos filhos.  Aí disse que talvez com eles dormindo e os dois juntos conseguiríamos terminar. Concordamos em testar.

Enquanto ele ficava com meninos eu limpei o quarto das crianças e lavei o banheiro. As 21 hs colocamos os dois pra dormir (cada um com uma criança). Juntamos os dois no quarto, fechamos a porta e começamos nossa empreitada. Levamos 2 hs e 27 minutos para fazer TUDO dentro de casa.

Que sensação de vitória, foi incrível! Levantar no outro dia com a casa completamente organizada, com tudo limpo sem ter que precisar fazer nada! Meu dia fluiu até melhor, conseguir dar atenção para meninos de outra maneira. Nesse dia Giuseppe sonecou por 2 horas, algo raríssimo!

Estamos mantendo esse esquema as segundas, quartas e sexta. Nos demais dias vamos organizando as poucas coisas para não deixar em estado de calamidade e tudo tem funcionado melhor.

Se está precisando de uma saída, tentar por aí. Quem sabe funciona pra você também!


Stare con Dio
(Fiquem com Deus)

12 de fev. de 2016

Dicas de uma dona de casa mal sucedida.

Eu já  contei aqui que não sou boa dona de casa. O post chama "louca do paninho" mas não vou conseguir linkar.

Lá resume um pouco como eu não dou conta do trabalho de casa. Mas tenho dois filhos,  ajudas eventuais (da minha mãe ou de alguém que vem fazer uma faxina esporadicamente). Como é que faz?

Então,  resolvi compartilhar aqui como estou me organizando.  Nem acredito que vou escrever esse post, pois não tenho moral pra ajudar ninguém nesse sentido hahaha

Teve alguns dias que fui dormir muito frustrada por não conseguir dar conta do recado. Afinal Giuseppe mama de hora em hora,  quase não dorme e ama colo, além de Gianlucca que precisa de mãe também.

Aí eu percebi que minha frustração era devido ao fato que eu queria fazer tudo em um único dia, claro que não rolava mesmo!

Sendo assim me organizei da seguinte maneira:

- procuro arrumar a cama assim que levantamos. Se não é feito nesse momento a próxima tentativa acontece só no outro dia pela manhã.

- a louça procuro lavar logo que uso, estou fazendo comida e lavando o que estou usando. A louça do jantar sempre fica para o dia seguinte, durante a pequena soneca da manhã e enquanto bambino vê desenho. A noite nunca consigo lavar,  Giuseppe demanda demais a partir das 19th (vai anoitecendo ele vai entrando no modo noite, ou seja, peito, peito,  peito e cama).

- segunda é o dia oficial de lavar o chão da cozinha de dar aquela geral na geladeira e armários.  Não faço na da além disso na segunda.

- roupa eu lavo as quintas.  Se secar, já tento dobrar e guardar.  Não passo roupa.  Até tentava antes, e chegamos ao ponto de te r mais roupa na pilha pra passar do que no guarda roupa. Agora passo quando vamos usar e olha lá!  Muitas delas só visto,  inclusive os meninos.

- caso não consiga guardar a roupa na quinta, faço na sexta.

- banheiro é lavado e faxinado mesmo na sexta. Outros dias recolho o lixo e dou um pequeno "pega" dia sim, dia não.

- casa eu tento varrer todos os dias.  Pano eu passo duas vezes na semana, quarta e s sábado. A hora que Giuseppe começar a ficar no chão vai ter que voltar a ser diariamente.

- comida eu faço jantar pra que dê para o almoço do outro dia. Assim é só esquentar.  Não rola comida fresca no almoço da semana, ou Gianlucca perde a escola (ele vai após o almoço). Soneca do Giuseppe è muito curta (de 15 a 20 minutos).

- quintal vê água só quando minha mãe se compadece dele.

Aí você me pergunta,  kede marido pra ajudar? Está viajando e sem ele me viro assim.

Claro que tem dia que não faço nada, como hoje que estou aqui escrevendo enquanto meninos dormem, e a louça está lá na pia esperando amanhecer, a roupa de ontem que foi parcialmente guardada e a outra parte está esperando no sofá ou mesmo o banheiro que verá água somente amanhã.

E eu vou é dormir tranquila,  pois não sou bem sucedida mesmo

31 de jan. de 2016

Sobre Cansaço

Ser mãe cansa. Parece óbvio, mas é a mais pura verdade :-))
E como diz meu marido, o óbvio também precisa ser dito hahaha


Claro que tudo nessa vida nos leva ao cansaço.  Seja trabalho,  as atividades de casa, um esporte. Mas a diferença é que na maternidade esse cansaço não te permite parar,  não importa o quanto cansada você esteja, alguém vai precisar de você.

Sim, a sua maternidade gerou em alguém a paternidade,  e isso deve ser dividido,  no entanto a mais justa das divisões de tarefas e cuidados não será igual.  Marido vive dizendo que não tem leite, se pudesse iria amamentar. Mas não tem jeito, na hora da fome é você e você.

As vezes a idealização da maternidade não nos permite refletir sobre o quanto tal missão vai levar você ao limite. Eu não  trabalhei isso em mim quando estava grávida do meu primeiro filho, e tudo o que eu pensava nas minhas noites insones era: "quando isso vai acabar".

Lógico que elevado a potência de um baby blues. Uma briga insana de fazer meu filho dormir no berço (e o fato dele não dormir, que elevou meu cansaço de ficar acordando muito e a frustração de não "conseguir"), uma falta de confiança em mim mesma, tudo isso me fazia querer que o tempo passasse rápido.

Dizem que o primeiro mês de um bebê é punk. Eu diria que os 40 dias que são!  Esses demoram demais pra passar,  o cansaço parece persistir de um modo avassalador.

Mas como marinheira de segunda viagem eu posso te garantir,  ele sempre vai voltar :-))

Não é terrorismo,  é um conselho.  Prepare-se para o cansaço e para alegria de ter um sorriso banguela.

22 de set. de 2015

A árdua tarefa de educar

É galera, eu posso dizer que de todas as fases que passei nesses mais de 4 anos com bambino, passamos a pouco tempo pela mais desafiadora possível.

Foi difícil quando ele nasceu e e tive baby blues. Foi difícil quando ele sofria de cólicas e chorava copiosamente. Foi difícil cada tombo que tomou quando aprendeu a andar. Foi difícil quando eu o deixei a primeira vez na escola. Foi difícil o primeiro dia de volta ao trabalho depois da licença. Foi difícil enfrentar as crises dos 2 anos. Foi difícil quando ele não crescia e não engordava. É difícil ainda hoje quando ele briga pra não dormir. Mas nada se compara ao momento que passamos uns tempos atrás.

Resumindo: a maternidade é um caminho de dificuldades. E você pode me perguntar: compensa??
Eu te digo que sim. E não é só pelo fato de olhar para minha vida e não conseguir me imaginar sem meus filhos (e olha que o segundo ainda está na barriga). Eu realmente entrei nessa jornada sabendo que as minhas noites e os meus dias não seriam fácies, mas que seriam mais completos. Chego a conclusão que eles fizeram mais por mim do que eu por eles.
Se eu me considerava forte antes de tê-los, depois deles eu vi que forte é meu nome do meio. E não importa o que aconteça, eu não desisto dos meus filhos: nem agora, nem nunca.

Mas hoje eu tenho precisado de mais coragem e mais força, até pelo futuro bem próximo que me aguarda. Gianlucca anda desafiando todo e qualquer limite. E não se trata de fazer sempre as minhas vontades, trata de questões básicas, como por exemplo sair correndo na rua. Minha vontade nessa hora é pegar ele e sacudir, sacudir e sacudir. Mas não faço.

Sou entusiasta da educação positiva, mesmo que por muitas vezes ela não tenha funcionado aqui em casa. E agora, vou bater? Vou revidar todas as vezes que ele bate na minha barriga? Minha vontade é essa, mas onde fica tudo aquilo que acredito? Eu enfio minhas convicções onde?

A mesma raiva que eu sinto quando ele não me obedece e se coloca em perigo, é a mesma raiva que eu sinto quando vejo uma criança ser agredida por alguém. Faço o que com essa raiva que eu sinto?

A intensidade dos hormonios me deixam mais louca. Juro que tenho vontade de gritar e esmurrar a parede em várias situações, inclusive com Gianlucca.

Veja bem, não fico nervosa com ele carente, querendo colo e companhia 24 horas. Em ele acordar só de não me sentir na cama, ou então ele chorando porque está precisando de atenção. Isso absolutamente não me tira do foco.

Mas ele me chutar, gritar e enfrentar os limites (tipo não obedecer no mercado, na igreja, na rua) eu fico é louca.

Mas aí eu me lembrei de algo que eu li quando Gianlucca era bem pequeno, algo que sempre me fez sair ilesa de discussões ridículas sobre maternidade (como o UFC cesarea X normal) e que no final das contas me trouxe até aqui, inclusive com compartilhar a cama até hoje: escolha é aquilo que a gente banca. Precisa bancar todas as escolhas dos caminhos que tomamos.

Não me venha com esse mimimi de "nossa, minha vida poderia ter sido diferente sem filhos" ou "onde eu fui me meter". Eu tenho verdadeiro trauma disso. Banca tuas escolhas e engole o remorso e abraça a causa, ponto. Falo isso pra mim, não é nada com ninguém além da minha conversa comigo mesma.

Lembrando desse conceito que até hoje tem me ajudado, eu resolvi escrever pra ela, a blogueira que abriu meus olhos para esse conceito. E mesmo ela sendo mãe de dois, grávida do terceiro quase no mesmo tempo que eu, super engajada em matérias cruciais para infância e direitos humanos e mesmo com tudo isso me confidenciou que o mais velho estava na fase adolescente da infância: bingo!! É isso que estávamos vivendo aqui.

Olha que o mesmo dilema que eu enfrento entre respeitar os limites dele, como indivíduo que tem vontades próprias, e aquilo que é inegociável, ela também enfrenta. Me ajudou com muitas palavras positivas e a mensagem principal que tive dessa conversa online foi: você é a mãe, não dá pra ceder quando o não é irreversível.

Hoje as coisas estão assim aqui em casa: eu sou a mamãe e sei o que é melhor. Ou me obedece ou terá consequências, nem que seja ficar sem o querido aplicativo que só tem no meu celular. Não gosto de "castigos", mas tento mostrar que tudo na vida temos que bancar com as consequências.

Funciona? Olha, me trouxe mais paz de espírito, e quando ele precisa chorar, chora. Não tem jeito.

Gianlucca me demanda bastante, muito mesmo! Quando estou em casa não existe ninguém mais. Eu estou preparada para o caos quando Giuseppe nascer, assim já trabalho com o pior cenário e não sofrer.

Rodrigo ainda me chama gentilmente de slave (em bom potuguês, escrava), mas um dia melhora, ohhh se melhora.


18 de jun. de 2015

Sobre comunicação não violenta

Em Março rolou um evento online sobre maternagem consciente. Eu quase não consegui acompanhar pois estávamos viajando, perdi inclusive a palestra da Anna Gallafrio, e estava super na expectativa de ver.

Mas uma delas eu consegui assistir, falava sobre comunicação não violenta. Todo o encontro estava voltado para a criação com apego.

Depois dessa aula, foi lançado um mini curso sobre comunicação não violenta. Faz algum tempo, mas só consegui escrever agora sobre isso. E apesar de serem 3 videos, foi um pouco difícil de assistir, pela dificuldade de encaixar no meu dia a dia. No fim, consegui fazer e foi ótimo!

Aprendi um conceito que mudou minha maneira de ver principalmente meu filho. Engraçado que eu já sabia disso, mas foi como se uma porta se abrisse na minha frente. Olhei para o mesmo conceito que praticava, mas de maneira diferente:

"Atrás de um comportamento há sempre uma necessidade"

Sim, eu sempre busquei saber qual a razão das atitudes do Gianlucca. Mesmo pequenino eu tentava "ler" meu filho. O que ele estava precisando?!?

Mesmo assim em muitos momentos eu explodi. Principalmente com ele grande. Quando bebê eu não explodia, mas me desesperava quando não conseguia identificar o que estava acontecendo.

Ainda acontece. Algumas vezes eu viro uma granada sem o pino, mas diminuiu bastante. Um exemplo pratico:

Era um sábado quando bambino foi ao sitio com os meus pais. Foram colher feijão. Ele como sempre ajudou muito (estamos criando um workaholic mesmo sem intenção) ao final do dia estava completamente cansado. Chegou em casa próximo das 19hs dormindo. Tentei acordar, mas ele me disse que estava muito cansado. Deixei então dormir e falei para marido que se tivesse que madrugar, amém! Estaria disposta.

As 20:30 ele acordou chorando. Fui até o quarto e abracei, como sempre faço. Perguntei o que estava acontecendo, e ele não respondia. Só chorava. Fui perguntando: você está chorando porque está com fome? Ainda sono? Sua cabeça está doendo (havia batido), está doendo algum lugar? Quer colo? Quer banho? Quer sair da cama? E muitas outras calmamente.

Até que, ainda chorando, ele me disse que queria ir na casa da minha mãe. Disse que ela não estava lá, a casa estava fechada pois eles tinham ido na igreja. Mas ele continuou chorando. Fiz então o que aprendi e disse: você está triste porque dormiu no carro e não viu a sua avó sair? Ele fez que sim com a cabeça. Então eu disse: você quer ir até lá e ver que ela não está? Ele concordou.

Enrolei no cobertor e fui. Chegando lá a porta estava fechada. Fiz então um combinado. Voltaríamos pra casa, ele comeria, tomaria banho, iria ver um pouco de desenho e quando eles voltassem eu levaria ele até lá. Ele aceitou e parou de chorar.

O que eu faria em outros tempos? Abraçaria (como sempre faço, inclusive quando estou nervosa) e esperaria ele parar de chorar até ele falar o que queria. Muitas vezes ele não falava, e ficávamos nesse looping que eu classificaria até como opressor. Ele sem saber o que queria, e eu aguentando choro sem saber como resolver.

Não é fácil essa leitura! Não é fácil fazer perguntas e tentar ajudar, até porque muitas vezes eles não querem ajuda (Gianlucca muitas vezes não colabora). Mas mesmo hoje quando ele não colabora eu faço esse exercício: o que ele esta precisando? Porque esse comportamento?

No modo automático da vida não funciona. Na pressa de resolver não funciona. No estagio superior de stress também não.

Pra se conectar, criar vinculos e fusionar é preciso tempo e dedicação.

O que aprendi também é que a empatia não é se simplesmente se colocar no lugar do outro, se perguntando "o que eu faria nessa situação?". Empatia vai além disso, até porque se colocando na situação do outro automaticamente virá um conselho. Aconselhar não faz parte do processo de empatia.

Empatia primariamente é ouvir, de maneira atenta, única, de maneira que se entrega mesmo. Onde quem está falando sinta-se ouvido e compreendido.

Um exemplo onde usei empatia:

Gianlucca tem verdadeira fixação por usar gesso. Acho que o sonho dele é engessar qualquer parte do corpo, tanto que qualquer sinal de batida ele diz que vai precisar engessar (hahahah). Um dia a noite Rodrigo estava em São Paulo, eu estava terminando o jantar e quase colocando na mesa e disse para Gianlucca ir fazer xixi e lavar a mão. Lá foi ele, mas estava demorando. Chamei e quando ele voltou e estava com o braço e a mão direita "engessada" de papel higiênico. Entrei na brincadeira com ele, e disse que ele poderia comer com a outra mão.

Terminado de comer disse pra ele ir tomar banho. Ele chegou no banheiro e tirou o "gesso". Eu cheguei logo atrás e vi que tinha um pinguinho de xixi na borda do vaso. Muito inocentemente peguei o papel do chão e limpei o pinguinho e disse que ele precisava sempre fazer isso. Era o gesso minha gente. Limpei o pinguinho com o gesso!!!

Bambino chorou muito, de escorrer lágrima e tudo. Ele  me dizia que eu tinha estragado o gesso dele. Eu me desculpei e disse que faria um novo gesso com um papel novo, mas ele não queria. Foi então que eu decidi que deveria parar de falar e escutar. Escutei atentamente todos os lamentos dele, tudo o que ele tinha pra me falar. Até que ele me disse que eu não prestei atenção na brincadeira dele (forte né? e verdadeiro afinal eu não me atentei que era o gesso).

Depois que ele falou e eu atentamente escutei, me desculpei mais uma vez e perguntei como eu poderia arrumar o meu descuido: ele disse então que eu poderia secar o papel. Foi o que fiz. E mesmo pensando que ele colocaria um papel com respingo de xixi (ai ai) eu vi que isso não era o mais importante. No fim mesmo com o papel seco ele não voltou a usar o gesso. E nos resolvemos :-))

Novamente, no modo automático da vida não funciona. Na pressa de resolver não funciona. No estagio superior de stress também não.

Pra se conectar, criar vinculos e fusionar é preciso tempo e dedicação.

Gianlucca está demandando muita atenção. Muita! Voltei a época da minha vida que tenho companhia até no banheiro. Nessas horas que me faltam 5 minutos de individualidade eu respiro e digo pra mim mesma: ele não vai ter 4 anos sempre, vai chegar a época que ele não vai me querer tão perto assim. Aí eu abraço e faço meu melhor. Sempre.

11 de fev. de 2015

Cama Compartilhada

A cama compartilhada surgiu na nossa vida de maneira natural. Não foi algo impositivo, surgiu de uma demanda de nós três, como forma de viver melhor na nossa nova estrutura de familia.

Lembro da primeira noite em casa, acordei e Rodrigo estava sentado na cama, com Gianlucca no colo, no escuro. Perguntei o que ele estava fazendo, me disse que o berço era muito grande e talvez solitário para um bebê de 3 dias apenas.

Outra necessidade foi devido as cólicas, bambino dormia mesmo por cima da nossa barriga, ouvindo nosso coração e com a barriga bem quentinha. Sim, no outro dia estávamos quebrados, mas ele bem.

A terceira necessidade era a amamentação. Ele mamava umas duas vezes na noite, e nossa como era confortável! Só tirava o peito pra fora e Gianlucca se encontrava, mamava e dormia! Tinha por hábito não conversar com ele a noite, pra entender que era noite.

Claro que nesse início de vida ele dormiu no berço, que ficava ao lado da minha cama, encostado mesmo. Mas foi pouco. Durante o dia os cochilos eram no berço ou no carrinho, ou até mesmo no sofá em cima do meu travesseiro.

Aí que bambino foi crescendo, e continuamos a colocar ele conosco. Dormia mais fácil e quando não dormia, eu cochilava, o que me ajudava muito no outro dia, ao invés de ficar levantando a cada 30 segundos pra acudir ele no berço.

Sim, fiz tentativas que ele dormisse sozinho. Quando bebê deixei ele no berço virando de um lado para outro, até dormir (que na verdade não dormiu, e eu desisti e fui pra cama com ele). Quando maiorzinho com 2 anos mais ou menos, coloquei o berço no quarto dele e ficava sentada no chão até dormir, ou ninava no colo e colocava no berço. Mas nunca durou, sempre acordava e ia pra nossa cama.

Ele sempre foi espaçoso (pra não dizer folgado, marido não gosta desse adjetivo) e sempre dormiu atravessado, com os pés em cima de um, o braço em cima do outro, virando 1 milhão de vezes na cama, em rotação de 180°.
Isso se tornou um problema quando maior, pois ficou impossível de administrar dois adultos e uma criança de 2 metros de altura quando dormia.

Foi então que compramos uma cama. Obaaaa agora vai! Mas não funcionou muito bem. Por comodidade e cansaço dessa loucura dele não dormir, eu tascava Gianlucca na nossa cama e dormia. Eu sempre dormia primeiro, não sem antes surtar por ele não dormir, ou me chutar, deitar com o bumbum na minha cabeça e coisas assim. Pra ajudar, marido começou a dormir na cama do bambino pra ficar mais confortável, algo antes impossível quando era somente o berço. A situação então começou a me incomodar

Foi então que o impensável aconteceu. Gianlucca foi viajar com os meus pais. Comemorei absurdamente o fato que chegaria do trabalho, comeria, tomaria meu banho e dormiria, sem stress do sono por 3 longas noites! Era o refrigério que meu corpo precisava.
Vocês não imagimam o que aconteceu: EU NÃO DORMI!! Sério, não conseguia dormir. E não era saudade do bambino (sentia falta dele, mas não me tirava o sono, entendem?!?). Simplesmente eu não conseguia deitar cedo, e quando deitava não dormia. Amo quando a vida te dá um choque de realidade! Ele não é o problema (apesar de não gostar muito de dormir), mas eu era! Algo não estava bom comigo.

Bambino chegou na quinta, dormiu conosco na cama. Na sexta eu decidi comigo mesma e sem consultar o principal interessado que era hora de vivermos uma nova etapa da nossa vida. Cada um na sua cama.

Foi ótimo enquanto durou, importante pra ele, pra mim e para Rodrigo. Mas era hora de subir o nível.

Na sexta eu disse pra ele que nós iriamos dormir na cama dele. Que ficaria com ele, até deitaria na cama dele, com ele. Mas não mais na cama da mamãe, do papai e do Gianlucca (sim, dessa forma que ele denominava a minha cama hahahah).

Surpreendentemente ele dormiu rápido nessa primeira noite! Peguei no colo, cantei, coloquei na cama e depois segurando a minha mão e eu sentada na chão ele dormiu!

Seguimos assim desde então. E apesar de 3 semanas assim tem dias que não são fáceis. Ele já dormiu em 15 minutos, ouros dias foram 1:45min pra dormir. Eu repetia meu mantra de que vai passar! Vai passar! E ainda eu uso.

Vai passar, tudo passa e muda. Os maus momentos, e os deliciosos também. Não vale a pena surtar com Gianlucca nos momentos complicados, pois vão impactar nos bons momentos, e esses últimos quero viver de maneira voraz!

É isso, acabou! Que venha todas as outras novas fases e conquistas. We are ready, baby!


27 de jan. de 2015

Tamanho é documento?

Bambino nasceu com 45cm e 3.010Kg. Gordinho, porque era pequenino. As fraldas eram RN e usou um pouco de RN (apesar de não termos comprado muito). Na última ultra que fizemos o médico me disse "esse rapaz vai ser pequeno". E assim Gianlucca é rotulado desde útero, como pequeno.

Apesar de ter nascido de 39 semanas, de acordo com a DUM, eu desconfio que foi de 37, pois minha ovulação sempre foi tardia e as ultras sempre davam com um pouco menos do que a DUM. No entanto ele sempre foi considerado um bebê a termo.

Aí meu pequeno morto de fome começou a me sugar, sugar e sugar e logo estava grandão e pesadão. Lembro de certa vez estar na farmácia com ele e uma outra mãe com seu bebê veio me perguntar quantos meses ele tinha, quando disse 3 ela se assustou. Então perguntei quando meses o bebê dela tinha, eram os mesmos 3 meses. Gianlucca erá quase o dobro do pequenino. Eu disse que ele mamava muito no peito (eu fiquei constrangida com o desconforto dela, mãe tem dessas de comparar) e ela me disse que o dela era só no NAM. Bingo! Aí estava o porque. Mas entendo que impossibilidades acontecem, o que eu recomendo para qualquer mãe que não consegue amamentar é: vá ao banco de leite materno da sua cidade. Melhor do que qualquer fórmula.

Bambino estava na média dos bebês meninos (até nisso tem diferença, oh chatice!). Foi então que parei de amamentar por conta das dores de cabeça que tinha, fiquei 15 dias sem dormir com dor constante, tinha vontade de bater com a minha cabeça na parede (no entanto hoje eu faria diferente, priorizaria amamentação até 1 ano pelo menos, faltava tão pouco! Fui fraca. #desabafo). E juntando pouco sono + parada do peito o crescimento do bambino estagnou. Do primeiro ano até quase o segundo ano Gianlucca não cresceu, não perdeu roupa e não perdeu sapato. O MUNDO INTEIRO me dizia, nossa como ele é pequeno, pequenininho, toquinho de gente, e todas as variações possíveis.

Sério, isso me fazia mal. Ao Rodrigo também. Eu não aguentava mais ouvir isso, até porque eu achava ele pequeno também e quando reclamava para a pediatra ela dizia que era normal, que criança de 1 para 2 anos quase não cresce. Como assim não cresce? E todas as crianças que estão na sala dele nessa faixa etária, e são grandes? E perdem o sapato? O meu não perdia. Ficou 1 ano usando o número 18.

Mudamos de pediatra, e fomos fazer exames de sangue. Estava com deficiência de vitaminas que impactam no crescimento. Credito tudo isso a falta de peito + falta de sono. Sono é indispensável para o crescimento, não é possível crescer sem dormir. Estava também com baixo peso para idade dele.

Começamos tratamento com o pediatra e ele também nos encaminhou para o endocrinologista. Nessa momento que entrou na minha vida o médico velhinho de SP. Ele trata somente com homeopatia. Foi Deus que colocou esse homem no meu caminho. Fizemos tratamento com ele e depois paramos (depois de 1 ano e 6 meses) pela logística de ir para SP com bambino a cada 2 meses. Os remédios são caros, mas ele tratou o conjunto da obra: crescimento, sono, sinusite e rinite.

Gianlucca então começou a perder roupa e sapato. O dia que fui comprar mais roupa pra ele, eu não me aguentava de felicidade. Eu pensava: finalmente! Obrigada meu Deus.

Em Dezembro de 2013 voltei ao pediatra e ele pediu revisão dos exames de sangue, só para ver como as coisas estavam caminhando. Não queria fazer, e Rodrigo a contra gosto concordou. Como Gianlucca não ficou mais doente, eu não voltei mais ao pediatra, ate´o dia 04/12/14 quando eu precisei voltar.

Rodrigo não entrou comigo no consultório, sabendo da bronca por ter desaparecido por 1 ano e ainda voltar sem os exames que ele havia pedido. Sou como Ester, corajosa, e encarei o homem hahahah.

Ainda está abaixo da média tanto na estatura quanto no peso (peso bem menos), então lá vai bambino pra picadinha e RX para idade óssea. Levamos os resultados para o médico, tudo perfeito (exceto colesterol que está alto! Gente, não tem industrializado nessa casa, nem fritura!! Dureza!). No entanto ele tem potencial para crescer, exame de idade óssea comprovou isso. Lá vamos nós para a natação para ajudar no processo.

Eu hoje estou mais tranquila com tudo isso, por dois motivos (reparou que sempre tenho dois motivos?):
- Hoje ele tem perdido roupa e sapato. Sapato mais rapidamente que roupa, a cada 2 meses temos que trocar.
- Já me convenci que tamanho não é documento. Sou a prova viva disso! Tenho 1,52 de altura, sempre fui a menor da turma, mas nunca deixei de fazer nada que eu queria por isso. Até rapel em pleno prédio de 13 andares em SP eu já desci! Eu não teria sucesso como jogadora de volei profissional, mas nada me impediu de jogar volei, e participar de um campeonato escolar (ok, foi ridículo com esse tamanho no meio dos outros jogadores gigantes, mas nunca me importei com o ridículo mesmo hahahaha). Porque sempre temos que estar "na média"?? É um máximo sair da média, pelo menos em alguns momentos da vida. Deve ser muito chato sempre ser e estar na média.

Lógico que vamos priorizar a saúde dele, dar maneiras que ele desenvolva todo o seu potencial em qualquer coisa que ele quiser, inclusive tentar que ele cresça como deve crescer.

No entanto hoje quando me perguntam a idade dele, e em seguida eu escuto: que pequenino, eu logo emendo: mas é furação de inteligência e sagacidade. E nesse quesito, ele transborda!

9 de jan. de 2015

Meu filho não dorme, e a culpa é (parcialmente) minha!

Gianlucca não é chegado nos momentos de descanso. Ele não gosta de perder tempo dormindo, essa é a minha sensação.

Muitas e muitas vezes dormiu as 23hs (depois de muita luta) e acordou as 3hs dizendo que já estava descansado e queria brincar.

Já disse um pouco aqui sobre como o sono é importante, como me impacta, como me tira de órbita e sendo assim como eu sofro com tal situação. Me tire a comida, me dê gêmeos coliquentos pra cuidar durante o dia, me obrigue a fazer atividade física, mas peloamordeDeus, não me deixe sem dormir!!

E eu surto, principalmente no fim da semana onde já estou esgotada. Eu já fiz de um tudo. Já estabeleci rotina sendo brincadeira pra ter nosso momento juntos,  banho pra relaxar, historia pra imaginar, leite quentinho, massagem (ele gosta só nos pés) e depois ficar quietinho pra dormir.

Funciona um ou dois dias! Depois ele pega fogo outra vez!

E aí eu seguro no colo, pra tentar ninar, depois volta pra cama e ele não quer ficar deitado, aí eu seguro na cama pra ele não levantar, e ele esperneia e as vezes tenta me empurrar, e eu entro com a ameaça (brinquedo, desenho, piscina, etc) e depois desse looping ele dorme. E eu estou completamente desgastada, querendo chorar de cansaço (sim! Eu tenho vontade de chorar de tão cansada que me sinto) e de culpa, né?!? Não gosto de ser a louca do sono!!!

Pausa
Quando estou em casa, Gianlucca não aceita nadinha do pai, tudo sou eu. Assim quando ele acorda, sou eu que vou acudir.
E demoro horrores pra pegar no sono novamente, pois a cabeça fica pensando em 50 mil coisas. Nível de ansiedade a mil por conta de algumas coisas.

Corta e volta para o foco!

Aí que a culpa dessa bagunceira toda é minha. Parcialmente, claro! Pois bambino é noturno como o pai. Isso é ponto entendido em casa!

Lendo alguns artigos sobre attachement parent, me deparei com algo que eu mesma não estava percebendo. Eu não estou sabendo ler meu filho, interpretar! O que ele tem a me dizer sobre essa situação?!?

Outra coisa, estou traumatizado o menino! Dizendo pra ele que dormir é ruim, ele está linkando esse looping louco com o hábito de dormir!

Mas ele não pode dormir pouco, isso é fato! Ele precisa de muitas horas de sono, é de extrema importancia para crescimento! Já passei por situação difícil dele não crescer!!

E como resolve? I don't know.
Ainda não descobri

E que Deus me ajude a saber como resolver!