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6 de dez. de 2016

Hoje plantamos o futuro

Estou no meio de um processo de coaching. Processo esse que demorei 3 anos para fazer por algumas razões.
E sabe que coaching é meio que uma terapia, só que com foco profissional. Dentre das muitas coisas que estou fazendo lá, fui obrigada a olhar o meu passado. O que eu fazia quando criança, quais eram os meus talentos, o que eu sempre tive facilidade em fazer, coisas assim.

Que mergulho surreal, sério. Comecei a me dar conta de coisas que até então eu nunca tinha me dado o direito de pensar e refletir. Ao me ver criança novamente tive um choque de realidade.

Sempre soube que estou guiando dois cidadãos do mundo, que nossas escolhas impactam diretamente a vida dos nossos filhos, que estou dizendo a eles todo dia o que é importante e o que não é através das minhas ações. Mas olhar de forma crítica para minha infância e adolescência me trouxe a tona um choque de realidade incrível.

Onde eu estava quando tudo o que eu precisava era sonhar, brincar, idealizar, viver sem me preocupar com o futuro, ser apenas eu e minhas potencialidades? O que impactou na minha vida hoje tudo o que eu não vivi?

O futuro é plantado diariamente, com ações e com dedicação. Imersa na minha correria diária, com meus compromissos infindáveis, com o garantir o mínimo talvez eu tenha me esquecido que não estou dando a oportunidade dos meus filhos exercerem suas potencialidades. E não estou falando com o foco no mercado de trabalho, pois eu tenho a máxima na minha vida que não estou criando filhos para o corporativismo.

Estou incentivando que eles brinquem o suficiente? Que eles sonhem o suficiente? Que se machuquem o suficiente? Quais portas estou permitindo que eles abram?



Isso ficou ecoando dentro de mim e muitas respostas vieram. Só estamos começando as mudanças por aqui.



22 de nov. de 2016

A Cama Compartilhada

Eu compartilho cama com os meus filhos. Isso surgiu ainda com Gianlucca, na necessidade física de descanso.

Gianlucca era um bebê (e depois uma criança) que pouco dormia. Negócio dele era sentir que alguém estava perto dele, presente. Ele é alguém que precisa de presença, é grudento. Eu amo (apesar de alguns momentos querer um pouco de individualidade, confesso).

Já deixei ele chorando no berço pra ver se dormia (e hoje sinto um enorme pesar por ter praticado isso com ele), acontece que quanto eu mais tentava, mais dava errado. Tem crianças que dormem bem sozinhas, outras não. Ele era (e é) do grupo que não. Sempre me apego ao fato que ele vai chegar na adolescência (em breve meu Jesus Cristinho) e não vai querer mais a mãe grudada nele.

Então que dado todo o trauma adquirido com Gianlucca, veio Giuseppe. Eu sempre pensei, e falei pra todo mundo, que eu já não dormia para um, dormir para dois seria moleza já que eu estaria acordada mesmo. No entanto fui decidida a compartilhar cama com Giuseppe.

Montei o berço do Gianlucca, comprei um colchão novo, no entanto em 12 meses Giuseppe nunca dormiu lá. Desde que saiu da barriga dorme comigo.

Isso facilitou (e ainda facilita) a amamentação. Não raro durmo com os peitos com fácil acesso, ali mesmo ele mama e ali mesmo ele larga, e eu continuo com a vida normal, pois no outro dia eu vou levantar antes das 5 da manhã. Apesar de ter grandes benefícios para ele, a cama compartilhada é pra mim vida. Eu preciso dormir e faço enquanto ele mama.

Eu super recomendo a cama compartilhada, mas ela precisa de algumas ações:

1 - Você precisa querer, não é algo que você fique brigando contra. Ou se entrega, ou não rola.
2 - Seu companheiro precisa estar nessa mesma vibe, afinal a cama é dos dois.
3 - você precisa adaptar a cama, pra evitar acidentes. Aqui em casa eu encostei a cama na parede, é esse lado que ele dorme.

A pergunta que não quer calar, e como fica a intimidade do casal? A verdade é que querem dizer, como fica a vida sexual, né não? Olha, a frequencia de relação sexual com um bebê em casa já é bem reduzida, devido os hormônios e o cansaço. Não é o lugar em si que diminui a frequência. Por aqui continuamos a fazer sexo, mas não  na cama, é só se reinventar.

No mais, seguimos firmes e fortes com todo mundo dormindo amontoado, mais ou menos assim:


21 de fev. de 2016

Os 100 dias de Giuseppe

Gente, sou completamente apaixonada pelo meu segundinho. É como se ele sempre tivesse feito parte da nossa familia. É um negocio tão louco, mas tão louco que não sei como vivemos sem ele todos esses anos.

Ele ainda tinha uns poucos dias quando fui ao mercado com ele. A pessoa do caixa me perguntou se só tinha ele, disse que não, ela então me diz que sempre amamos mais os menores. Discordei na hora.

Hoje sendo mãe de dois posso afirmar categoricamente: amo meus filhos de maneira igual! O que difere um do outro são as necessidades e disponibilidade. Giuseppe demanda mais.

Amor pelo filho é um negocio louco. Impossível dimensionar. Mesmo assim os momentos ruins acontecem, de cansaço, saco cheio, desejo absurdo de 10 minutos de individualidade. Nada disso diminui o amor. Só vivendo pra saber que sentir tudo isso junto e misturado não é ser bipolar :-))

Giuseppe chega a esses 100 dias de maneira deliciosa. Ele é todo delicinha. Até Gianlucca diz que ele é fofinho.

- 100 dias de peito tipo "free refil". Não nego nunca, independente de onde esteja.

- 100 dias que sabe que noite é pra se dormir. E nada foi doutrinado. Claro que tomo alguns cuidados, como não conversar com ele a noite quando acorda, não troco a fralda (exceto quando tem numero 2, mas ele não costuma esvaziar o reservatório a noite), não acendo a luz, etc.

- teve poucas cólicas, graças ao meu querido Deus.

- tem loucura pelo irmão. Batem altos papos.

- já foi "agredido" pelo irmão, mas sem querer, segundo o advogado do Gianlucca (vulgo, meu pai).

- acorda sempre de bom humor (que Deus conserve).

- não pega mamadeira. Minha mãe já tentou, sem sucesso.

- o mesmo para chupeta!

- ao escutar a voz do pai ele para de mamar. Mesmo que seja audio do whatsapp.

- tem o olhar mais profundo que conheço. Fala com os olhos.

- desde que nasceu se mostra muito atento ao mundo a sua volta.

- segura a cabeça faz um bom tempo. Tenta sentar.

- ainda não rola, mas me acha na cama e encosta em mim.

- conversa muito

- dentes de baixo apontaram com um pouco mais de dois meses, uma judieira.

- ama colo e tem em livre demanda.

- me ajuda a fazer comida, varrer a casa e a chutar bola com o irmão, tudo no Sling.

- assiste TV e presta super atenção, para meu desespero.

- mama intensamente e olhando nos meus olhos. Não aceita dividir atenção enquanto mama, se não estou focada nele larga o peito a cada sugada e reclama. É incrível.

- Dorme no peito, e amo esses momentos de ter ele agarrado no peito com os olhos fechados e segurando o meu dedo.

Ao olhar pra ele tenho uma satisfação enorme! Valeu a pena as 30 horas de parto e os 45 dias dr perrengue com o peito! Ele veio e me mostrou que sou mais forte do que eu imaginava ser, porque tem coisas que só os filhos podem nos ensinar.

A foto está escura, por questões de "segurança" virtual. Uma chateação isso, mas...


12 de dez. de 2015

Caos vindo de onde menos se espera - A saga da amamentação

Eu amamentei Gianlucca até os 8 meses. Eu saí do hospital com a indicação de complemento e a indicação da concha plástica (a qual usei durante um mês todinho e me foi muito útil, apesar de ter relatos de infecção e não indicação de uso).

Não tivemos problema de pega, nem fissuras e nem nada. Claro que meu mamilo doía, pois sempre tive sensibilidade nas mamas. Mas algo suportável, não estava machucado.

Aí que segundinho foi encomendado e dentre os planos era amamentar exclusivamente até 6 meses e continuar até os dois anos pelo menos.

Veja bem, não sou contra complemento. Eu complementei o Gianlucca em diversas vezes. A questão aqui é escolha de amamentar exclusivamente, não de julgamento a quem complementa. Até porque cada um sabe do seu limite, do seu caminho e das suas escolhas.

Durante a gestação meu seio não cresceu absolutamente nada. Diferente da gestação do Gianlucca onde os primeiros que foram embora foram meus sutiens pois ficaram pequenos. Eu até tinha preocupação se teria leite.

Aí Giuseppe nasceu mamando. Muito!! E ele mama muito mesmo. Gianlucca nos primeiros 15 dias eu precisava acordar pra mamar. Giuseppe não. Eu preciso orar a Deus e pedir que ele durma um pouco, pra dar sossego para meu peito.

Eu saí do hospital com a mama direita machucada. Isso porque ele Mamou muito nela enquanto eu estava deitada. E machucou. Mas completamente suportável.

Saímos da maternidade na quinta a noite. No sábado a noite Gianlucca não aceitava que Rodrigo colocasse ele pra dormir, Giuseppe chorava querendo peito (que tinha saído não fazia nem 5 minutos) r Gianlucca começando com choradeira também. Ou seja, caos se instalando.

Fui até a gaveta e peguei a chupeta. Foram 30 minutos de chupeta até que Gianlucca dormisse. Foi a pior besteira de todos os meus 30 anos!! Eu nunca deveria ter feito isso!

Giuseppe perdeu a pega da mamada. Com 30 minutos de chupeta a pega se foi.

A noite do dia 14 para o dia 15 foi a pior de todas. No outro dia levantamos com o macacão dele branco todo trabalhado no sangue. Ele detonou os meus mamilos, principalmente o direito que já estava machucado.

Mesmo doendo continuei amamentando. Minhas mamas estavam abarrotadas de leite, enormes e duras (túrgidas como dizem). O sutien de amamentação apertando demais. E cada vez mais difícil de dar mamar.

Na terça, dia 17, tivemos consulta com a pediatra. Minha mama direita já estava bem vermelha. Médica disse que iria me indicar uma consultora de amamentação, pediu pra amamentar Giuseppe na posição sentado (cavalinho) pra ajudar no ajuste da pega.

Nesse dia a noite comecei a ter febre. E aí o negocio ficou feio. A febre vinha a cada 4 horas, o remédio não fazia efeito por muito tempo. Avisei o obstetra que estava tendo febre e ele me passou um outro remédio.

Desde essa noite passei a urrar de dor ao amamentar. Chorava como nunca chorei na vida. Mas dava o peito mesmo assim.

No dia 18, quarta, falei com a consultora de amamentação, e na quinta dia 19 fomos ver ela. Ajustamos a pega, me recomendou a tirar o sutien de amamentação pois estava empedrando leite nas costuras do sutien (recomendou o uso de um top) e não me deixou passar nada no seio (estava passando aquela pomada de lanolina) pois os dutos estavam entupidos. Diagnostico era rachadura de quarto grau ( a boa noticia foi que era o pior grau, não poderia piorar mais). Receitou antiinflamatório a cada 6 horas. Saí de lá com a perspectiva de estar melhor em uma semana.

A noite do dia 19 para 20 foi a pior que tive. Mama com mastite, empedrada, rachada e com os dutos entupidos (ele mamava pouco mesmo na mama direita, logo soltava e queria novamente e eu quase morria pra colocar novamente).

Não era nem 7 da manhã do dia 20 o Rodrigo ligou para a consultora. A febre batia em 40 graus e a cada 2 horas. Pediatra e obstetra já estavam muito preocupados. A consultora recomendou a ida até hospital para ver. Obstetra me ligou e pediu pra que eles olhassem a cesárea, se estava tudo bem (a febre poderia estar vindo daí).

Chegamos ao hospital (eu, Rodrigo e Giuseppe) e fomos para a maternidade (não foi o hospital onde ele nasceu). A consultora já havia ligado dizendo que iríamos e a enfermeira obstétrica me aguardava.

Coloquei a camisola do hospital, fui para o pré parto e me colocaram no soro com medicação. A enfermeira então veio e colocou uma compressa fria (estava fazendo quente em casa, ela disse que nesses casos é melhor fria). Já na compressa meu peito começou a pingar bastante.

Uns 30 minutos depois ela veio ordenhar a mama direita. A esquerda já estava mole, com produção regulada. A ordenha foi manual. E o leite jorrava, de tanto que ela apertava. Foi muito difícil, muito. Me dá angustia só de escrever.

Depois da ordenha tive febre só mais duas vezes e depois não mais. Mas em casa continuamos a amamentar e fazer ordenha nessa mama. Eu não conseguia, Rodrigo que fazia a ordenha manual.

Continuei chorando na hora da pega. Eu precisava de muita coragem pra colocar ele no meu peito naquele estado. Mas continuei firme amamentando.

No sábado, dia 21, já desesperada com a dor mandei mensagem pra pediatra perguntando se eu só ordenasse a mam direita por uns dias e desse na colher, se a minha produção seria prejudicada, se ele perderia o peito. Ela disse que não. E assim fiz por 2 dias. Suspendi a amamentação da mama direita,  mas tirava e dava pra ele. E assim fiz até segunda dia 23. Continuei amamentando na esquerda normalmente, já estava suportável a dor.

No dia 23 tivemos consulta com a pediatra. Ele havia engordado somente 80 gramas naquela semana. Na hora que vi fiquei feliz, com tudo aquilo me acontecendo eu consegui amamentar e ainda engordar um pouco o pequeno! Mas a pediatra achou pouco, e isso me desanimou muito. A mama direita ainda estava um pouco empedrada e a pediatra disse que eu teria que ordenhar umas 10 vezes por dia, ou logo iria piorar novamente.

Acontece que eu levava pelo menos 1 hora pra tirar cerca de 50ml de leite. Ordenhar 10 vezes ao dia significaria então ficar 10 horas só nisso. Impossível.

Chegando em casa Rodrigo foi buscar Gianlucca na escola, e eu decidi que era hora de voltar ele para o peito direito e evitar que empedrasse novamente. Nossa, como foi difícil colocar ele no peito novamente! Fiz com a pega invertida e consegui (mas levei bem uns 20 minutos pra tal proeza).

No dia 24 tive retorno com a consultora e cheguei lá com vontade de chorar. Ela me perguntou o que eu via quando olhava para Giuseppe. Respondi que via ele bem, forte, vigoroso. Então ela me disse "peso na balança é o que menos importa agora, precisamos que você fique bem". Saí de lá muito melhor, o que é o acolhimento!!

Hoje, com 31 dias de nascimento, o saldo é:

- mama direita ainda ferida. A rachadura ainda está aqui e uma parte de cima da mama ainda está ferida. Sem empedramento, sem mastite.
- mama esquerda sem dor alguma. Só quando ele está com cólica e puxa hahah.
- já não choro mais pra amamentar, mas ainda tenho dor na direita. Mas não preciso de coragem para dar pra ele. Vou e coloco na boca e ponto.
- tomei 6 caixas de anti inflamatório.
- estou usando uma pomada cicatrizando na mama direita há 5 dias. Visualmente está melhor, apesar da dor.
- oro a Deus para chegar o dia que não sentirei nenhuma dorzinha.
- estamos aqui, sem complementar. E com 20 dias ele tinha engordado mais de 500 gramas.
- escrevendo tudo isso nem sei como consegui passar por tudo. Deus me fez forte.
- enquanto amamentava orava a Deus pedindo cura e ajuda. Afinal estava alimentando meu filho.
- não foi fácil, mas tem valido a pena.

Meu conselho pra quem vai amamentar:

- tome sol nas mamas, antes de nascer de preferência e após cada mamada. Ajuda demais!
- não saia do hospital sem a certeza que a pega está correta. Melhor ser chata lá do que machucar, é bem demorado pra sarar, já que o bebê vai ficar sugando.
- não dê chuepta, pelo amor de Deus e amor aos seus mamilos. Mamadeira então, nem sonhando!
- vai dar tudo certo. Confia em você e na capacidade que Deus te deu como mãe. Você consegue.

Bjs


4 de dez. de 2015

E assim ele chegou - Relato do parto Giuseppe

Com mais de uma semana de atraso do prometido, consegui finalmente terminar :-))

Vou fazer um post único, então talvez esse pode se tornar o segundo maior post da história do blog. Veremos.

Minha DPP pela DUM era 09/11. Eu na verdade nunca esperei antes disso, até esperava por mais, assim ficaria mais fácil administrar, eu funciono melhor assim.

Por isso estava realmente tranquila. Não tive nem um dia que eu acordei pensando "será hoje??", apesar de continuar achando que os dias passavam devagar, mesmo estando afastada desde o dia 03/11 com 15 dias de atestado. Talvez a maior dificuldade foi trabalhar tanto, pra não ter tantos dias de licença usados sem bebê fora da barriga.

Estava passando em consulta toda sexta, e na semana anterior fui duas vezes na semana. O combinando seria que a partir da semana 40 ele iria me ver de 2 em 2 dias e iriamos deslocar a membrana a cada consulta.

Isso porque se eu precisasse da indução, por ter cesárea anterior, ela deveria ser feita com calma, um pouco por dia pra meu corpo entender que deveria trabalhar.

Dia 08/11 o médico estaria de plantão no hospital. Lá fomos nós deslocar a membrana, faria 40 semanas na segunda. Antes de deslocar ele viu o líquido e o Rodrigo viu o cabelo do bebê. A hemorroida estava sob controle.



Doeu bastante pra deslocar, não vou mentir. Saí de lá com 1 cm. Apesar disso sabia que poderia demorar dias. Não fui dormir ansiosa.

Dia 09/11. Finalmente as 40 semanas completas. Acordei muito indisposta. Com muita dor na pele da barriga, como sempre.

Era uma segunda feira e Rodrigo tinha consulta em São Paulo as 19:30hs. Ele cogitou cancelar, pedi pra ele ir. Estava esperando há 3 meses! Esse médico tem agenda super concorrida. O médico atrasou demais e foi atender Rodrigo quase 21hs.

Nesse dia também, por Rodrigo não estar em casa e minha mãe ter compromisso, Gianlucca não foi a escola, Rodrigo não me permitia dirigir mais por conta da barriga (apesar que eu conseguia viu) e não tinha ninguém pra pegar bambino. Foi difícil ter ele em casa, descansei muito pouco a tarde e eu precisava.

Por volta da 17hs acabou a energia e só pensei: droga, se eu entrar em TP vou precisar do chuveiro. Por volta das 20hs recebi a confirmação da empresa de energia que voltaria somente no outro dia. Eu e bambino comemos pão e somos dormir, sem banho nem nada, estava exausta pra esquentar agua no fogão.

No banheiro vi que saiu meu tampão. Já tinha saido antes, mas dessa vez foi mais. Avisei Rodrigo sobre o tampão e a energia. Pedi que ele me avisasse quando estivesse perto, pois tinha que abrir a porta pra ele. Quando foi 00:10 do dia 10/11 Rodrigo chegou em casa. Estávamos conversando no sofá. Senti uma dor bem chata no baixo ventre e senti um "ploc". Minha bolsa rompeu poucos minutos depois da chegada do papai.

Ok, sem desespero. Poderia ainda levar muito tempo para evoluir. Rodrigo foi chamar a minha mãe enquanto eu estava sentada no vaso sanitário escutando o liquido escorrer. Quando minha mãe chegou (somos vizinhas) falei: pronto, Giuseppe vai ser do dia 10 ou do dia 11. E ela prontamente me respondeu que imagina do dia 11, não demora tudo isso pra nascer! Avisei que poderia demorar sim. Eu nem sabia, mas já nascia aí um ponto de stress futuro, daqueles bem grandes.

Milagrosamente meu chuveiro funcionou! Completamente sem energia e meu chuveiro funcionando. Fui para o banho quente feliz e agradecida pelo cuidado de Deus comigo.

Mandei marido pra cama e deitei no sofá pra descansar. Iria dormir pois precisava de energia para o parto. Mas as 2 da manhã minhas contrações começaram. Queria tanto que elas demorassem um pouco mais, pra poder descansar! Vinham a cada 9 minutos (estava controlando no aplicativo) e eram muito diferentes do que eu imaginava.

Eu estava esperando dores que iriam sair da região da costa (lombar) e iriam imigrar para o pé da barriga. Era até uma preocupação que eu tinha, devido a minha lombalgia, mas não. Elas eram completamente concentradas no baixo ventre. Sentia uma pressão no útero grande.

As 5hs acordei marido e disse que seria melhor dar uma passada no hospital pra dar uma olhada. Arrumei minha mala (ainda não tinha feito hahahah), peguei a do bebê e fomos. Mas eu não queria internar cedo, saberia que iria voltar.

Chegando no hospital a enfermeira obstétrica foi me examinar. Líquido claro, sem mecônio, um dedo de dilatação e bebê bem. No momento do exame foi uma enxurrada de líquido. E que cheiro é aquele?!?!? Tipo água sanitária. Minha casa ficou com esse cheiro hahaha.

Me colocaram um lençol na calcinha e ligaram para o médico, que me ligou em seguida perguntando porque eu não tinha ligado. Eu disse que preferi deixar ele descansar pois poderia ser longo. Eu acho que estava profetizando isso, só pode.

Voltei pra casa e combinei de estar lá meio dia pra ele me avaliar. Assim poderia dar um beijo no Gianlucca, explicar pra ele que o irmão iria nascer, que a vovó iria cuidar dele enquanto eu ficasse no hospital. Em casa consegui cochilar um pouco, as contrações deram uma boa espaçada.

Gianlucca ficou feliz da vida. Seria pra ele uma aventura ficar com os avós.

Segui para o hospital um pouco apreensiva por deixar meu bambino. Nessa hora senti por não poder ter meu parto domiciliar.

Cheguei ao hospital e o médico me aguardava. Me avaliou e estava com 3 para 4 cm. Já tinha evoluído um pouco, graças a Deus. Médico disse então que poderia nascer na madrugada e Rodrigo achou que seria muito tempo. Eu nem me assustei.

Enquanto fui almoçar e fazer cardiotoco, RO foi fazer minha internação. Iriamos passar o trabalho de parto no quarto, não no pré parto. Isso para Rodrigo ficar comigo e termos mais conforto. Isso só foi possível porque o medico autorizou.

Esse dia era plantão do médico a noite. E isso foi a melhor coisa que poderia acontecer. Enquanto ele não chegava ficamos no quarto. Fui para o chuveiro com a bola do pilates, no fim da tarde bambino veio com a minha mãe me ver e já queria saber do Giuseppe.

Estava bem tranquila. Contrações vindo com intervalos de 4 e 5 minutos, mas elas estavam curtas. Cerca de 20 segundos. Enquanto o medico não vinha, íamos conversando por whatsapp.

Chegou as 19hs, e o medico chegou para iniciar o plantão. Fomos então fazer o toque para ver a evolução. Último toque tinha sido as 12hs. Eu estava esperando pra ver a evolução. E nada! Em 7 horas não evoluiu nada. Aí ele me disse que poderíamos ir pra ocitocina, pois minhas contrações estavam curtas e precisávamos delas com duração superior a 30 segundos para o colo dilatar.

Pedi mais uma hora pra ele. Me joguei na água novamente com a bola de pilates. Que angústia! Não queria ir pra ocitocina, queria um parto sem intervenções. Fui pulando na bola e digerindo a situação, orando. Chorei quando saí da bola e aceitei internamente. Se não tivesse evoluído, iria aceitar a ocitocina. Dito e feito e lá fomos nós para a bendita.

Combinamos que ele colocaria bem pouco, pra meu organismo "entender" que eu precisava de mais e então produzir. Foram 24ml em uma hora e o bicho pegou. Contrações foram diminuindo de intervalo e aumentando a intensidade. Cheguei a ter intervalo de 1m57s.



Eu aceitava cada contração, Rodrigo ao meu lado o tempo todo me lembrando de respirar, marcando as contrações no aplicativo, me dando água, fruta. Ah se não fosse o Rodrigo ali comigo! E eu precisava dele, cada vez mais ao meu lado, me apoiando, suportando tudo comigo.

E lá fui eu pra água novamente, dessa vez não queria a bola. Medico reduziu a ocitocina pra 12ml por hora. Mesmo assim a freqüência e duração não diminuíram. Depois de 20 minutos de chuveiro Rodrigo desliga o soro por orientação do medico. Mas o ritmo não diminui. Ótimo, meu corpo entendeu o recado. Continuamos administrando as contrações.

Lá por umas duas da manhã descubro que minha mãe está na recepção do hospital surtando. Sendo extremamente mal educada com Rodrigo no whatsapp, querendo falar com o médico e trocar de lugar com o Rodrigo como acompanhante.

Fiquei muito brava, pois meu combinado era ela ficar com Gianlucca.

Eu entendo o nervosismo da minha mãe, estava com bolsa rompida há muito tempo, ela nunca acreditou que eu pudesse parir naturalmente (me disse isso algumas vezes, pelo meu tamanho), tinha medo que Giuseppe passasse do tempo. Mas eu precisava de paz e apoio, só isso.

Lá vai Rodrigo e o médico descer pra falar com a minha mãe. Enquanto isso a enfermeira ficou comigo. Que situação!!

Eles voltam e vamos para o toque. Nada de evolução. Por incrível que pareça não desanimei. Giuseppe estava bem, vamos continuar.

Lá pelas 4 da manha Rodrigo desceu pra pegar umas frutas que minha mãe tinha ido comprar. Fiquei com o médico no quarto, meia luz, ele segurou minha mão. Eu disse que estava exausta, que meu limite, se já não tinha passado, estava bem próximo. Ele pediu pra fazermos mais um cardiotoco, e  foi buscar.

No cardiotoco os batimentos do Giuseppe já demonstravam cansaço. Medico então pediu uma injeção de glicose e iríamos repetir cardiotoco.

Enquanto eu esperava uns 30 minutos pra fazer o cardiotoco outra vez, passei a me desesperar nas contrações. Algo que não tinha acontecido até então. Falei para Rodrigo chamar o médico, que se não tivesse evolução queria a cesárea.

Repetimos o cardiotoco, fiz o toque e nada! Mesma dilatação. Médico então disse que seria possível esperar mais umas 5 ou 7 horas, sem nos colocar em risco.

Se eu estivesse evoluindo, mesmo que lentamente, eu esperaria sim. Mas estava com a mesma dilatação desde meio dia, praticamente. Estava exaurida. Optei por fazer.

Enquanto a pediatra chegava (fechamos a equipe toda humanizada), a enfermeira fez a raspagem e lá descemos para o Centro Obstétrico. No caminho eu pensava "não acredito que vou passar por isso novamente, mas não nasce! Giuseppe não desce". Faltava ele descer e ajudar na dilatação.

Chegando no Centro Obstétrico Rodrigo foi trocar de roupa. Enquanto anestesista me preparava as contrações viam contudo. Eu pedi encarecidamente pra ele esperar passar pra me furar, vai que ele aplica bem no meio de uma né?!

Aí começou meu martírio. Foi aplicar a anestesia eu comecei a passar mal, como nunca passei na minha vida. Primeiro minha pressão caiu demais, comecei a tremer que não tinha domínio algum do meu corpo. Meus braços pulavam, meu queixo batia, me faltava o ar.

Eu só conseguia dizer que apesar da anestesia eu sentia tudo (diferente da anestesia do parto do Gianlucca que eu não sentia nada!). O anestesista ficou meio bravo, dizendo que eu estava com medo, mas não era. Eu sentia mesmo. Senti colocar a sonda, por exemplo.

A pediatra segurou a minha mão, pedia que eu respirasse. Enfim autorizaram a entrada do Rodrigo na sala e tudo o que eu conseguia dizer pra ele era "me ajuda, estou passando mal". O medico fazendo a cesárea e de olho em mim. Pediu pra colocar outro soro lá, que nem sei o que era. No outro dia ele confidenciou que estava realmente preocupado comigo nesse momento.

Rodrigo pediu pra respirar fundo. E tudo o que eu sentia era cheiro de carne queimada, devido o bisturi elétrico hahaha.

Logo médico começou a dizer que ainda tinha muito líquido, que Giuseppe estava com duas circulares de cordão. Pediatra disse que ele já tinha saído e pronto, me passaram ele por baixo do pano. Ficou ali comigo, mesmo com minha tremedeira insana. Veio para o meu peito e lá mesmo Mamou. Tomou a injeção de vitamina K ali comigo, no peito e nem reclamou. (Optamos por dar a injetável mesmo por ter maior absorção).

Depois de algum tempo Rodrigo levou ele pra ser medido e pesado. Quase que aplicam colírio nele!! Se não fosse o Rodrigo lá, teria sido aplicado (fiquei brava com isso). Não foi aspirado.

Eu fiquei lá terminando a cesárea e tremendo. Quando acabou fiquei no corredor com Rodrigo e Giuseppe em cima de mim. Disse para o Rodrigo que não sabia como iria cuidar dele já que não parava de tremer e tinha dificuldade pra respirar. E Giuseppe mamando.

Fomos então para o quarto, nada de sala de recuperação. Fiquei o tempo inteiro com Giuseppe e Rodrigo conosco o tempo todo!!

Tomei remédio para dor e dormi. Nem sei quanto tempo. Acordei melhor.

E assim chegou meu segundinho. Lindo, um bezerro que mama desde seu primeiro minuto de vida.

Chegou as 5:33 da manhã, pesando 3.275kgs com 49cm e apgar 9/10. Teve alta com 3.330kg, engordou de tanto que mama.

Tivemos alta no outro dia a noite e eu saí do hospital radiante. Feliz por ter conseguido persistir tanto. Feliz por ter sido minha decisão da cesárea. Feliz por ter sido respeitada. Feliz por ter meu marido ao meu lado o tempo todo. Com o sentimento que eu poderia sim ir além e eu fui.

Meu sentimento quando saí da maternidade com o Gianlucca era de que havia acabado, a gestação enfim chegará ao fim. O sentimento que predominou na minha segunda saída da maternidade era: pronto, agora começamos a viver. Nós 4, mais completos do que nunca.

E sim, só estamos começando.



24 de set. de 2015

O combinado não executado

Foram dias muitos difíceis, de pressão super baixa, cólicas e hospital.

Fui deitar mais cedo e deixei bambino na sala com Rodrigo, vendo desenho.

Acordo algum tempo depois com os dois mosqueteiros no banheiro e o seguinte dialogo:

- filho, mamãe já está dormindo e não podemos acordar ela. Vamos deitar bem queitinhos tá? Combinando?

-  combinando papai.

Vem meus dois mosqueteiros, Rodrigo falando baixo dando a instrução pra ele deitar no nosso meio. Pois nem bem ele deita, sou cutucada:

- mamãe, conta uma história?

Hahahaha.

Gianlucca não é dado a acordos.

Fim.

17 de ago. de 2015

Update Segundinho: Terceiro Tri

Mais um marco, a chegada do último tri. Trimestre esse que na verdade pode durar 9 semanas (se nascer com 37) ou 14 semanas (se nascer com 42), mais elástico impossível :-))
Completamos 28 semanas de Giuseppe no forninho, como meu médico já considera o último tri, entrei no embalo dele hahaha.

Por aqui estamos bem. Com os perrengues devidamente controlados, mas com um cansaço pouco habitual. Falta de coragem me resume, tenho que tirar forças das mais profundas entranhas para conseguir fazer algo doméstico.

Tivemos semana passada pré natal. Vou fazer os exames de sangue (dentre eles a curva glicêmica) e nos deu um pedido de ultrasson, mas sem finalidade clinica. Só recreação mesmo. Ainda não sei se farei.

Pressão super baixa, hoje mesmo pela manhã passei um pouco de indisposição no escritório por isso. Altura uterina de acordo com a idade gestacional e peso até agora 4,5kgs. Pra 28 semanas estou considerando ótimo e sem me privar das coisas que gosto (exceto comida japonesa, que é só uma vez por mês, ou não teremos dinheiro pra viver devido a fortuna que custa).

Gianlucca está super bem, interagindo com o irmão que é uma Lindeza. Mas ele ainda não sentiu chutar, pois ele não tem paciência de esperar com a mão na barriga. Giuseppe é dado ao agito, dá cambalhotas. A noite até acordo com ele indo de um lado para o outro e chutando.

Eu volto muito  breve com o assunto parto e enxoval. Além de considerações sobre educação infantil levado a potencia máxima no quesito teste de paciência.

Deus abençoe.

18 de jul. de 2015

Update Segudinho II

No inicio dessa semana completamos 23 semanas. Faltam cerca de 17 semanas, e muito sinceramente eu não vejo a hora.
Último post sobre a gestação foi no dia 26/05, e eu que achei que falaria da gestação mensalmente (no mínimo).
Sobre as dificuldades, estou procurando rir de tudo, pra não entrar em desespero, mas as vezes me sinto tão desaminada da vida que é difícil. Sei que isso não tem nada a ver com o Giuseppe propriamente, eu passo por tudo isso pois sei que em Novembro ele estará conosco. Vou contar a saga.

** Lombalgia e Bursite no quadril**

Eu sofro de bursite no quadril desde 2009. Um belo dia acordei com o quadril direito doendo, Só fui ao médico quando comecei a mancar. Fiz os exames e fui para a infiltração, o que melhorou logo. Depois desse episódio tive outras vezes, como no final da gestação do bambino, mas não dá pra tomar anti-inflamatório ou fazer infiltração. Mas em 2011 não era nada que me impossibilitava, só doía.

A lombalgia eu tive a primeira vez em 2014 e o que melhorou foi quiropraxia (quase morri pra fazer, pois é tipo uma tortura russa, sabe?), mas foi o que deu jeito. Novamente gravida eu não posso fazer.

Pois bem que eu estava sentindo dores na lombar e pernas havia um tempo, mas fazia repouso e melhorava. Até o dia em que travei, não consegui mais andar.

Passei a semana 18 e 19 de gestação travada. Fazendo fisioterapia diariamente e acupuntura (essa mais esporadicamente, não pode fazer seguido). O que me fez andar foi a acupuntura e continuo fazendo até hoje.

Nessas duas semanas, apesar do atestado, trabalhei de casa. Não tenho backup no escritório e tenho algumas tarefas que se não fizer os negócios não avançam. Por fim quando voltei ao escritório a diretora me chamou e junto com o gerente nos acertamos para fazer home office quando não estiver bem enquanto estou gestante. E ainda mudaram meu horário. Deus é maravilhoso, pois era algo que eu pedia há mais de 3 anos e finalmente foi concedido. Estou chegando em casa com 1 hora de antecedência, no mínimo!!

Quando travei eu passei em consulta com Dr André, foi ele quem indicou a acupuntura. Eu tomei uma injeção pois o negócio estava punk demais, mas ele me alertou que não poderia tomar muitas vezes, pela segurança do Giuseppe. Foi o que aliviou um pouco também.

**Cólicas, Giuseppe que não mexia e Intestino**

Faço acupuntura 1 vez por semana, toda quinta de manhã. Fui até lá e ele me perguntou se eu estava bem. Disse que eu estava com cólicas e o baby não estava mexendo, que saindo de lá eu iria ao hospital dar uma olhada (fazia uns 2 dias que não estava sentindo o Giuseppe). Ele nem fez a sessão, somente conferiu meus pulsos pra ver o batimento do Giuseppe e colocou as sementinhas de mostarda na orelha (eu fico a semana com as sementinhas).

Saí de lá e fui ao Promatre (o mais perto do meu trabalho), demorei muito pra ser atendida. O hospital estava lotado de gestante pra fazer a internação e todas passam pelo mesmo lugar, inclusive a emergência.

Pois bem que além de uma candidíase louca e ferrada eu precisei fazer lavagem intestinal. Estava com fezes empedradas. Além disso, muito sangramento no vaso sanitário, com indicação de hemorroida.
Fiz também exame de urina e urocultura. E apesar de não estar com infecção, estou com cristais na urina, o que indica pedra no rim, mas não fiz ultrasson para confirmar as pedras.

Giuseppe estava ótimo, escutamos o coração em mais 160 batimentos. Por isso a médica não me encaminhou para o ultrasson.

Depois que fiz a lavagem intestinal, tomei remédio para gases e remédio para dor eu senti ele mexendo novamente.

**Mal-estar e vomito fora de hora**

E depois disso tudo, ainda passei muito mal. Muito provável que algo que comi, mas vomitei a primeira vez nessa gestação com 22 semanas. Fiz repouso e melhorei, apesar de ficar uns dias com o corpo ruim.

**Morfológica e Consulta**

Fizemos a morfológica e para glória de Deus tudo está perfeito. Giuseppe estava com 28 cm e 514gr. E não fica parado de jeito nenhum!! Quase impossível de contar os dedos dos pés, pois não conseguia pegar uma imagem.
A placenta está no lugar que ela deveria estar, subiu pra Glória de Deus.

Fizemos também o ultrasoon transvaginal para verificar a largura do colo do útero. Esse exame é muito importante pois já dá indicação de tendência ao parto prematuro. O colo precisa estar acima de 2,5. O meu está 4,10. Nem todos os médicos pedem, eu mesma não fiz na gestação do Gianlucca pois fazia pré-natal com outro médico nessa época. Vale a pena pedir para o seu médico, não custa nada.

Na consulta foi tudo bem. Alura Uterina de acordo com a idade gestacional, coração firme e forte, minha pressão continua baixa (mas não tenho passado mal) e meu peso, somente 1kg até agora. Nem eu estou acreditando que mais da metade do caminho e engordei somente 1kg.

Tenho me alimentado bem, como o habitual, e de vez em quando uma porcaria. E não tenho sentido "vontades" (na gestação do bambino eu tomava 1 litro de suco de uva por dia!). Apesar da alimentação balanceada, o intestino não funciona. Gente, é mais de semana sem ir ao banheiro, e quando vou falto chorar. Assim na consulta o medico me indicou um remédio fitoterápico e estou tomando 1 por dia. Tem funcionado!

Mediante todas essas dificuldades, o que tenho desejado é minha licença logo. Não porque não quero trabalhar ou quero que ele venha logo (só depois de 37 semanas, pois não estou afim de sair do hospital e deixar meu pequeno lá ganhando peso). Quero mesmo é descansar! Repousar! Só isso.

Sobre segundinho acho que é isso.

Gianlucca anda ansioso por querer o irmão. Como minha barriga deu um salto, ele pergunta se vai sair logo. Diz que vai dar banho, que ele precisa de brinquedos e roupas. Que Deus conserve toda essa disposição!

Deus abençoe vocês e as barrigas e os nenéns.

29 de jun. de 2015

Gratidão ao meu amor

Sabe que não sou romântica. Dificilmente faço declaração publica no face no dia dos namorados, aniversário de casamento, aniversário de namoro e tal. Marido igual. Somos um casal contido, mas isso lá em casa não significa falta de love.

No entanto já fui jovem (#abafa) e romântica. Um dia desapontada com a vida fiz uma lista dos itens que desejava no meu marido, e apresentei diante de Deus. Dos 60 elementos fundamentais (a exigente) Rodrigo veio equipado com 54 deles, inclusive aquela muito importante - saber e gostar de cozinhar, porque sou uma lastima - não mencionei o quesito paciência e claro esse "opcional" não veio hahahahha.

Então que estou grávida e apaixonada pelo marido, mais do que o habitual. Devo confessar que me sinto meio "brega", mas preciso vir aqui dizer o quanto sou grata.

Primeiro a Deus, pois colocou Rodrigo na minha vida, na medida que eu pedi.

Segundamente (existe essa palavra?!?) ao próprio marido, por ele ser quem ele é!

Sou fã do meu marido. Ele além de uma pessoa muito adorável na maior parte do tempo, simpático, sociável, conversador (amaaaa bater papo em qualquer lugar, principalmente em filas de caixas esperando pra pagar), ele é de um coração enorme. Fica sem dormir ao saber que crianças em Angola tem morrido de fome e doenças bestas, fica irado com a corrupção, se engaja na economia de água e é de uma ética impecável.

Cuida do bambino de maneira admirável, doando do seu tempo pra ele. Cuida das nossas finanças de modo incrível e eu não compro uma caneta sem antes falar com ele, afinal estamos juntos nas viagens e nos momentos capengas.

Enfim, ele é o amor da minha vida e meus filhos não poderiam ter pai melhor :-))


18 de jun. de 2015

Sobre comunicação não violenta

Em Março rolou um evento online sobre maternagem consciente. Eu quase não consegui acompanhar pois estávamos viajando, perdi inclusive a palestra da Anna Gallafrio, e estava super na expectativa de ver.

Mas uma delas eu consegui assistir, falava sobre comunicação não violenta. Todo o encontro estava voltado para a criação com apego.

Depois dessa aula, foi lançado um mini curso sobre comunicação não violenta. Faz algum tempo, mas só consegui escrever agora sobre isso. E apesar de serem 3 videos, foi um pouco difícil de assistir, pela dificuldade de encaixar no meu dia a dia. No fim, consegui fazer e foi ótimo!

Aprendi um conceito que mudou minha maneira de ver principalmente meu filho. Engraçado que eu já sabia disso, mas foi como se uma porta se abrisse na minha frente. Olhei para o mesmo conceito que praticava, mas de maneira diferente:

"Atrás de um comportamento há sempre uma necessidade"

Sim, eu sempre busquei saber qual a razão das atitudes do Gianlucca. Mesmo pequenino eu tentava "ler" meu filho. O que ele estava precisando?!?

Mesmo assim em muitos momentos eu explodi. Principalmente com ele grande. Quando bebê eu não explodia, mas me desesperava quando não conseguia identificar o que estava acontecendo.

Ainda acontece. Algumas vezes eu viro uma granada sem o pino, mas diminuiu bastante. Um exemplo pratico:

Era um sábado quando bambino foi ao sitio com os meus pais. Foram colher feijão. Ele como sempre ajudou muito (estamos criando um workaholic mesmo sem intenção) ao final do dia estava completamente cansado. Chegou em casa próximo das 19hs dormindo. Tentei acordar, mas ele me disse que estava muito cansado. Deixei então dormir e falei para marido que se tivesse que madrugar, amém! Estaria disposta.

As 20:30 ele acordou chorando. Fui até o quarto e abracei, como sempre faço. Perguntei o que estava acontecendo, e ele não respondia. Só chorava. Fui perguntando: você está chorando porque está com fome? Ainda sono? Sua cabeça está doendo (havia batido), está doendo algum lugar? Quer colo? Quer banho? Quer sair da cama? E muitas outras calmamente.

Até que, ainda chorando, ele me disse que queria ir na casa da minha mãe. Disse que ela não estava lá, a casa estava fechada pois eles tinham ido na igreja. Mas ele continuou chorando. Fiz então o que aprendi e disse: você está triste porque dormiu no carro e não viu a sua avó sair? Ele fez que sim com a cabeça. Então eu disse: você quer ir até lá e ver que ela não está? Ele concordou.

Enrolei no cobertor e fui. Chegando lá a porta estava fechada. Fiz então um combinado. Voltaríamos pra casa, ele comeria, tomaria banho, iria ver um pouco de desenho e quando eles voltassem eu levaria ele até lá. Ele aceitou e parou de chorar.

O que eu faria em outros tempos? Abraçaria (como sempre faço, inclusive quando estou nervosa) e esperaria ele parar de chorar até ele falar o que queria. Muitas vezes ele não falava, e ficávamos nesse looping que eu classificaria até como opressor. Ele sem saber o que queria, e eu aguentando choro sem saber como resolver.

Não é fácil essa leitura! Não é fácil fazer perguntas e tentar ajudar, até porque muitas vezes eles não querem ajuda (Gianlucca muitas vezes não colabora). Mas mesmo hoje quando ele não colabora eu faço esse exercício: o que ele esta precisando? Porque esse comportamento?

No modo automático da vida não funciona. Na pressa de resolver não funciona. No estagio superior de stress também não.

Pra se conectar, criar vinculos e fusionar é preciso tempo e dedicação.

O que aprendi também é que a empatia não é se simplesmente se colocar no lugar do outro, se perguntando "o que eu faria nessa situação?". Empatia vai além disso, até porque se colocando na situação do outro automaticamente virá um conselho. Aconselhar não faz parte do processo de empatia.

Empatia primariamente é ouvir, de maneira atenta, única, de maneira que se entrega mesmo. Onde quem está falando sinta-se ouvido e compreendido.

Um exemplo onde usei empatia:

Gianlucca tem verdadeira fixação por usar gesso. Acho que o sonho dele é engessar qualquer parte do corpo, tanto que qualquer sinal de batida ele diz que vai precisar engessar (hahahah). Um dia a noite Rodrigo estava em São Paulo, eu estava terminando o jantar e quase colocando na mesa e disse para Gianlucca ir fazer xixi e lavar a mão. Lá foi ele, mas estava demorando. Chamei e quando ele voltou e estava com o braço e a mão direita "engessada" de papel higiênico. Entrei na brincadeira com ele, e disse que ele poderia comer com a outra mão.

Terminado de comer disse pra ele ir tomar banho. Ele chegou no banheiro e tirou o "gesso". Eu cheguei logo atrás e vi que tinha um pinguinho de xixi na borda do vaso. Muito inocentemente peguei o papel do chão e limpei o pinguinho e disse que ele precisava sempre fazer isso. Era o gesso minha gente. Limpei o pinguinho com o gesso!!!

Bambino chorou muito, de escorrer lágrima e tudo. Ele  me dizia que eu tinha estragado o gesso dele. Eu me desculpei e disse que faria um novo gesso com um papel novo, mas ele não queria. Foi então que eu decidi que deveria parar de falar e escutar. Escutei atentamente todos os lamentos dele, tudo o que ele tinha pra me falar. Até que ele me disse que eu não prestei atenção na brincadeira dele (forte né? e verdadeiro afinal eu não me atentei que era o gesso).

Depois que ele falou e eu atentamente escutei, me desculpei mais uma vez e perguntei como eu poderia arrumar o meu descuido: ele disse então que eu poderia secar o papel. Foi o que fiz. E mesmo pensando que ele colocaria um papel com respingo de xixi (ai ai) eu vi que isso não era o mais importante. No fim mesmo com o papel seco ele não voltou a usar o gesso. E nos resolvemos :-))

Novamente, no modo automático da vida não funciona. Na pressa de resolver não funciona. No estagio superior de stress também não.

Pra se conectar, criar vinculos e fusionar é preciso tempo e dedicação.

Gianlucca está demandando muita atenção. Muita! Voltei a época da minha vida que tenho companhia até no banheiro. Nessas horas que me faltam 5 minutos de individualidade eu respiro e digo pra mim mesma: ele não vai ter 4 anos sempre, vai chegar a época que ele não vai me querer tão perto assim. Aí eu abraço e faço meu melhor. Sempre.

20 de mai. de 2015

Sobre Imprinting

Já tinha bastante tempo que queria escrever sobre imprinting, até porque ele é abordado dentro da teoria do attachment parent (criação com apego). Mas me faltava um pouco de oportunidade, de reconhecimento de "dor" vivida e depois que engravidei tem é me faltado ânimo, mas depois volto a falar sobre isso.

Depois de um post desabafo e totalmente desconexo, vamos lá pagar a minha divida comigo mesma.

Ressalto que não sou especialista em coisa nenhuma, escrevo daquilo que li, absorvi, entendi e procuro viver. Não como verdade absoluta, pois como uma pessoa de Humanas que sou sei que eventos são incomparáveis já que sempre partimos de contextos diferentes, invariavelmente.

Imprinting foi analisado pela neurociência, é aquele momento de "registro", reconhecimento, olhar, cheiro e entrega logo após o nascimento. Já viu foto de parto (geralmente humanizado nesse caso) onde o bebê que acabou de nascer está de olho super aberto e olhando nos olhos e fixamente para a mãe? Isso é imprinting.

Esse é o inicio do vínculo. Não que o bebê e a mãe que não tenham esse momento não tenham vinculo, sim terão! Mas o que acontece nesse momento é tão importante, que é muito bacana não deixar passar. É ali que há reconhecimento mútuo, que bebê vai reconhecer a mãe pelo cheiro imediatamente, que a mãe vai gravar na memória todos os detalhes do bebê, que o cérebro da mulher vai entender que está feito, a cria está aí!! É uma segunda explosão da ocitocina (hormônio do amor), a primeira é durante o trabalho de parto, com o útero trabalhando (ocitocina natural).

O que me fez escrever sobre isso agora (faz tempinho na verdade) foi o fato de uma maternidade grande e famosa de São Paulo ter trocado dois bebês. O "erro" foi descoberto em tempo, e as familias levaram pra casa seus respectivos bebês. O que me chamou a atenção é que os pais apesar do desconforto ao ver aquele bebê, só realmente tiveram convicção (segundo a reportagem que eu li) de que não se tratava de sua filha, quando tiraram a fralda do bebê e viram que era um menino.

Aí que eu fiquei incomodada com essa historia, porque afinal não se reconheceria que não era a filha assim que batesse o olho nela?

Sabe meu maior medo (depois do medo do Gianlucca nascer e não conseguir respirar sozinho) era que trocassem meu filho na maternidade. Sempre falava para Rodrigo não desgrudar do Gianlucca nem por um segundo, até que eu enfim estivesse no quarto.

Sabe quanta tempo eu fiquei com Gianlucca logo que ele nasceu? Nem 3 minutos. Assim que saiu da barriga me mostraram ele por 30 segundos e foram levar para aspirar (judiacao!! Ohh arrependimento de ter deixado passar por essa violência). Depois que fizeram os trâmites todos lá me trouxeram ele e colocaram no peito, ele nem aí!! Então levaram meu bambino para berçário para tomar banho e Rodrigo foi junto.

Sabe quanto tempo depois que fui para o quarto e enfim pude ver e carregar meu bambino? Quase 7 horas! Sim, SETE horas. É claro que foi dado formula pra ele, que neném fica 7 horas sem leite, ainda mais depois de nascer.

Kede imprinting?!?!? Não teve não!! E meu incomodo dessa noticia está explicado aí, na minha própria historia.

O que sei hoje é que no meu segundinho farei o possível para que isso não aconteça. Teremos nosso merecido imprinting.

Quanto ao vínculo com bambino, ele foi devidamente estabelecido. Tanto que hoje aos 4 anos  ele ainda me diz que precisa de mim pertinho pra dormir, pra brincar, pra comer.

Quanto as gravidinhas que passarão por cesárea, por opção ou por necessidade, eu digo que lutem por ter ser bebê com você, no seu colo (deitadinho no seu peito mesmo) até que o procedimento termine e enquanto você está na recuperação. Vale a pena o stress contra os "protocolos".

Bjs em vocês e nas barrigas.




7 de mar. de 2015

Bambino faz 4 anos

É hoje!!

Hoje meu amor mais lindo do mundo faz 4 anos. Tá certo que ele nasceu as 17:42, pra ser bem precisa, mas hoje o dia é todinho dele.

Me lembro exatamente desse dia há 4 anos atrás. Fazia muito tempo que já não dormia, e nesse dia eu dormi muito, acordei próximo de meio dia.

Me lembro da chegada no hospital, da enfermeira me cortando com a gilete no momento da depilação (naquela hora eu senti raiva dela, de verdade). Da anestesia que não pegou, e tive que tomar outra, do Rodrigo do meu lado e sempre me acalmando.

Não fiz força pra você nascer, mas naquele momento me transformei em uma fortaleza. Fortaleza que as vezes chora, que reclama, mas que não arreda o pé de nada!

Filho amado, você que me ensina a ser mãe, a reconhecer Deus em todas as coisas, a ser feliz um um desenho que você pintou, ou quando me diz que sou pequena porque como salada (#engraçadinho).

O que eu peço a Deus todos os dias é que te dê muita saúde, muito crescimento, te dê uma vida espiritual firmada Nele, te guarde e te guie.

O que eu sinto é uma eterna gratidão, pois Ele transformou meu sonho em realidade, e te trouxe pra nós.

E que Deus te dê muitos anos de vida, e que eu posso estar ao seu lado em todos eles.


11 de fev. de 2015

Cama Compartilhada

A cama compartilhada surgiu na nossa vida de maneira natural. Não foi algo impositivo, surgiu de uma demanda de nós três, como forma de viver melhor na nossa nova estrutura de familia.

Lembro da primeira noite em casa, acordei e Rodrigo estava sentado na cama, com Gianlucca no colo, no escuro. Perguntei o que ele estava fazendo, me disse que o berço era muito grande e talvez solitário para um bebê de 3 dias apenas.

Outra necessidade foi devido as cólicas, bambino dormia mesmo por cima da nossa barriga, ouvindo nosso coração e com a barriga bem quentinha. Sim, no outro dia estávamos quebrados, mas ele bem.

A terceira necessidade era a amamentação. Ele mamava umas duas vezes na noite, e nossa como era confortável! Só tirava o peito pra fora e Gianlucca se encontrava, mamava e dormia! Tinha por hábito não conversar com ele a noite, pra entender que era noite.

Claro que nesse início de vida ele dormiu no berço, que ficava ao lado da minha cama, encostado mesmo. Mas foi pouco. Durante o dia os cochilos eram no berço ou no carrinho, ou até mesmo no sofá em cima do meu travesseiro.

Aí que bambino foi crescendo, e continuamos a colocar ele conosco. Dormia mais fácil e quando não dormia, eu cochilava, o que me ajudava muito no outro dia, ao invés de ficar levantando a cada 30 segundos pra acudir ele no berço.

Sim, fiz tentativas que ele dormisse sozinho. Quando bebê deixei ele no berço virando de um lado para outro, até dormir (que na verdade não dormiu, e eu desisti e fui pra cama com ele). Quando maiorzinho com 2 anos mais ou menos, coloquei o berço no quarto dele e ficava sentada no chão até dormir, ou ninava no colo e colocava no berço. Mas nunca durou, sempre acordava e ia pra nossa cama.

Ele sempre foi espaçoso (pra não dizer folgado, marido não gosta desse adjetivo) e sempre dormiu atravessado, com os pés em cima de um, o braço em cima do outro, virando 1 milhão de vezes na cama, em rotação de 180°.
Isso se tornou um problema quando maior, pois ficou impossível de administrar dois adultos e uma criança de 2 metros de altura quando dormia.

Foi então que compramos uma cama. Obaaaa agora vai! Mas não funcionou muito bem. Por comodidade e cansaço dessa loucura dele não dormir, eu tascava Gianlucca na nossa cama e dormia. Eu sempre dormia primeiro, não sem antes surtar por ele não dormir, ou me chutar, deitar com o bumbum na minha cabeça e coisas assim. Pra ajudar, marido começou a dormir na cama do bambino pra ficar mais confortável, algo antes impossível quando era somente o berço. A situação então começou a me incomodar

Foi então que o impensável aconteceu. Gianlucca foi viajar com os meus pais. Comemorei absurdamente o fato que chegaria do trabalho, comeria, tomaria meu banho e dormiria, sem stress do sono por 3 longas noites! Era o refrigério que meu corpo precisava.
Vocês não imagimam o que aconteceu: EU NÃO DORMI!! Sério, não conseguia dormir. E não era saudade do bambino (sentia falta dele, mas não me tirava o sono, entendem?!?). Simplesmente eu não conseguia deitar cedo, e quando deitava não dormia. Amo quando a vida te dá um choque de realidade! Ele não é o problema (apesar de não gostar muito de dormir), mas eu era! Algo não estava bom comigo.

Bambino chegou na quinta, dormiu conosco na cama. Na sexta eu decidi comigo mesma e sem consultar o principal interessado que era hora de vivermos uma nova etapa da nossa vida. Cada um na sua cama.

Foi ótimo enquanto durou, importante pra ele, pra mim e para Rodrigo. Mas era hora de subir o nível.

Na sexta eu disse pra ele que nós iriamos dormir na cama dele. Que ficaria com ele, até deitaria na cama dele, com ele. Mas não mais na cama da mamãe, do papai e do Gianlucca (sim, dessa forma que ele denominava a minha cama hahahah).

Surpreendentemente ele dormiu rápido nessa primeira noite! Peguei no colo, cantei, coloquei na cama e depois segurando a minha mão e eu sentada na chão ele dormiu!

Seguimos assim desde então. E apesar de 3 semanas assim tem dias que não são fáceis. Ele já dormiu em 15 minutos, ouros dias foram 1:45min pra dormir. Eu repetia meu mantra de que vai passar! Vai passar! E ainda eu uso.

Vai passar, tudo passa e muda. Os maus momentos, e os deliciosos também. Não vale a pena surtar com Gianlucca nos momentos complicados, pois vão impactar nos bons momentos, e esses últimos quero viver de maneira voraz!

É isso, acabou! Que venha todas as outras novas fases e conquistas. We are ready, baby!


3 de jan. de 2015

Sobre Disponibilidade

Estou refletindo muito sobre disponibilidade. E não só no q
uesito filhos, mas com a vida.

Usamos (ou não) dela algumas vezes durante a vida e creio que é algo extremamente pessoal. As vezes o que é disponibilidade para uns, não é para outros.


Afinal o que é disponibilidade? Além de estar disponível, o dicionario traduz como ao que está desimpedido.

Não se faz mãe e pai aquele que padece da falta de disponibilidade. Porque a maternidade/paternidade ativa se exerce sendo desimpedido. Aprendi isso maternando.

Por mais que me considerasse uma pessoa disponível com a vida, eu só fui entender isso na exaustão do maternar.

Na minha visão, no meu entender, quando não se está disponível deixa de ser mãe e pai e passa ao papel de genitor.

É na exaustão do entregar, fusionar e do permitir que a criança pega o seu cheiro (como diz minha mãe), sua maneira. E o amor floresce.

Isso é extremamente cansativo, pois mais do que físico a entrega precisa ser emocional. É como a amamentação, você é sugada e muitas vezes ao ponto de se perguntar "onde estou?" "cadê o indivíduo que estava aqui, com seu nome, RG e toda singularidade?"

Muitas dos meus dias me levam à exaustão. Alguns pelo ritmo de vida louco. No entanto quando estou em casa com Gianlucca muitas vezes fico mais exausta ainda. Isso porque ele me quer, me demanda, me cheira, me precisa!  E não se trata de limpar e organizar a bagunça dele, ele precisa da minha presença, do meu cheiro, me chamando 50 mil vezes só pra me mostrar algo, ou pra sentar ao lado dele. Já perdi a conta das vezes que ele me disse que eu não precisava lavar a louça, roupa, chão e o que quer que seja. Precisa mesmo estar ao lado dele.

Das muitas coisas que bambino me ensinou nesses 3 anos e 10 meses a disponibilidade é uma das mais preciosas lições, mesmo que muito dias essa minha conta não feche!

Obrigada filho!



15 de dez. de 2014

O filho único

Aqui em casa temos o hábito de fazer cócegas soprando a barriga.

Hoje enquanto Gianlucca fazia na minha barriga, me dei conta que ele não fará isso comigo grávida.

Não haverá interação entre irmãos intra-utero. Nem pós útero.

Quando me dei conta disso, comecei a chorar, mesmo que estivéssemos brincando.

Nunca me imaginei ser mãe de filho único.
Mas Deus sabe o que faz.

Agradeço a Deus por ter me dado a oportunidade de gestar meu amado filho. Amamentado meu bambino querido. Por ter realizado meu milagre e ter concretizado o desejo mais profundo do meu coração.

É isso. Acabou projetos, tentativas, expectativas.

Agora é viver.

20 de nov. de 2014

Entardecer

Gianlucca nasceu em uma segunda-feira. Chegamos em casa na quarta-feira, mas algo não estava bem.

Todo entardecer era difícil. Era como se o sol fosse embora e me levasse com ele. Uma tristeza vinha devagarinho e cada dia ficava mais um pouquinho.

De repente me vi sem vontade de conversar com o Gianlucca, cuidava dele em silêncio. Era mais forte do que eu.

Na consulta de retorno ao obstetra, disse o que estava acontecendo ao querido Dr André. Estava sozinha no consultório com o bambino. Eu estava com baby-blues. E sempre ao entardecer.

A recomendação foi que eu deveria observar, me ajudar conversando com o bambino (eu realmente ficava em silêncio quase o dia todo) e que focasse na amamentação que ajuda na redução do útero e na regularização dos hormônios (foi então que comecei a praticar livre demanda sem nunca ter ouvido falar dela). Se não melhorasse em 15 dias eu deveria voltar para ver os próximos passos. Baby-blues que não passa rápido corre o risco de depressão, segundo Dr André. Eu acredito porque o negócio é punk.

Não precisei voltar, graças a Deus. Logo estava tagarelando com bambino e amando cada dia mais. Pois no começo não foi amor a primeira vista não.

Eu tenho minha teoria porque tive baby-blues: hormônios em surto, a via de parto (como não entrei em trabalho de parto me faltou a ocitocina na doses que eu precisava), internação no hospital (depois que surtei na retirada do DIU mais de 2 anos ao parto que foi que eu entendi) e o tratamento sem respeito que tive da enfermeira quando não consegui amamentar na madrugada.

Dia desses chegando do trabalho e olhando aquele sol indo embora no horizonte vermelho eu me lembrei - e senti - da tristeza que vinha me visitar. E meu coração gelou.

Reviver aqueles momentos me elucidou do caminho que andei durante esse processo de entrega a maternidade. Entrega.

O que me fez refletir, porque é difícil se entregar? Não só aos filhos, mas a Cristo, a rotina, ao amor ou ao desamor? Seria o medo da dependência?

Cada amanhecer é uma oportunidade que Deus nos dá de nos entregarmos. A Ele, aos filhos que ele nos deu, a vida bem vivida, aos sonhos plantados no coração.

Adversidades são partes da vida. Nela que crescemos, criamos forças, conhecemos mais de nós e de Deus. Mas que elas não nos tornem amargos, murmuradores e desacreditados das pessoas.

Minha postura contra baby-blues me ajudou a sair dele. Esse entardecer que me lembrou esse momento, me fez também lembrar que as coisas passam, mas a postura adquirida fica.

Bom final de semana.


13 de nov. de 2014

Pense bem antes de ter filhos

Minha intenção desse tema não é dizer que não dormiras mais. Ou dizer que sua vida ficará de ponta cabeça. Que sua rotina sairá completamente do lugar e nunca, em tempo algum, voltará a ser como era. Ou que sua conta bancária sofrerá danos e muitas vezes irreversíveis.

Todo adulto sabe disso, I suppose.
Até mesmo porque se a intenção é saber sobre os motivos egocêntricos de não ter filho, existem diversos livros por aí.

Mas se eu tinha real dimensão da responsabilidade de se ter filhos, depois que li um livro sobre educação positiva minha percepção levou um choque de realidade.

"Educar sem violência - Criando filhos sem Palmadas" Da Ligia Sena é muito bom. Vem de encontro com aquilo que acredito sobre educação. Aborda inclusive o tema do ponto de vista de algumas passagens biblicas e que eu concordo com a abordagem.

Mas se aborda algo que já acredito, qual então a quebra do paradigma? Os depoimentos finais minha gente. Eles me quebraram ao meio, ou melhor em migalhas. Ver pessoas que quebraram o circulo vicioso.

Desde então fiquei pensando sobre o tema. E cheguei a conclusão de que há que se pensar muito sobre os filhos. Quando ter, porque ter, com quem ter e coisas afim.

Isso porque eles são mais do que o futuro da humanidade. Eles são mais do que consumidores conscientes ou consumistas desenfreados, eles são mais do que potências de um mundo que está em construção. Eles são replicadores e multiplicadores. De amor ou violência. O que estamos ensinando ao mundo futuro?

E porque mencionei que devemos pensar com quem teremos esse filho? Já imaginou se meu marido discordasse das minhas posições? Se ao invés de conversar, agredisse? Te garanto, Gianlucca teria duas casas.
Os valores são ensinados por exemplo. Viver em um ambiente hostil gerará hostilidade.

Para mim é claro como água (não do volume morto da Cantareira): nascerá a semente plantada.

Não plante gritos. Não plante agressões. Não plante xingamentos. Plante amor, abraços, beijos, cheiros e muitas gargalhadas.

Esta disposto a repetir a mesma instrução mil vezes? Ou a respirar fundo quando a paciência for embora?
Está disposto a ter sua casa desajeitada? A compartilhar sua cama? A ajudar em tudo que for solicitado?
Está disposto a não viver para si? A se permitir se fusionar e se entregar?

Calma não será por toda a vida assim. Tenho certeza que seu filho não chegará aos 15 anos querendo dormir na sua cama.

Mas se ele quiser?!? Lhe pergunto: e qual é o problema??? Aproveite. Seguindo a ordem natural da vida você estará com ele nessa vida por pouco tempo (não viveremos 200 anos) quanto mais melhor. Para que no dia que houver a necessidade da despedida que ela seja feita transbordante de amor e completude.

💞Seja um replicador de amor. 💜💜💓💓




12 de out. de 2014

A infância e o sexismo

Dia das crianças vou falar um pouco de algo que me incomoda muito e há muito tempo.

A infância e o bendito do sexismo. Afinal o que é o Sexismo?

Resumidamente é a postura de situações e coisas de meninas e meninos. Bonecas são de meninas ou meninos não choram. Isso sem dúvida alguma caminha até quando somos adultos. Veja quantas mulheres cientistas temos hoje, ou mesmo a discrepância salarial entre homens e mulheres que exercem a mesma função.

Aqui em casa nunca fizemos esse tipo de restrição com bambino. Porque realmente não acreditamos que existam coisas de meninas e meninos.

Certa vez estava no trabalho, há muitos anos atrás, a esposa do meu chefe ligou pois o filho deles de 6 anos estava chorando muito, não me lembro o motivo. Ele ao telefone disse ao menino: pare de chorar pois homem não chora. Achei o maior absurdo e me prometi que nunca diria isso aos meus filhos.

Que mania de limitar! Quem foi que um dia disse que menino não pode usar rosa que é uma cor de menina?

Ainda no início do casamento fomos a uma loja comprar algumas roupas para Rodrigo. Ele lá comprou uma camisa rosa. A pessoa que estava também fazendo pagamento olhou com cara de quem não acreditava. Ok, isso faz 7 anos, mas ainda hoje isso existe.

Duas situações me alertaram sobre algumas coisas que bambino anda escutando por aí, principalmente na escola, pois aqui em casa não é mesmo!

Toda sexta é dia de levar brinquedo para escola. Ele decidiu levar uma caminhão e eu já na quinta a noite disse que ele precisava dividir o brinquedo com todos, pra ele brincar com o de todo mundo também. Quando ele me solta: menos pra menina. Quando perguntei porque ele disse que caminhão é brinquedo de menino. Oi?? Como assim??? Disse pra ele que isso não existe. Todo mundo pode brincar de tudo.

Segunda situação foi um dia de domingo. Após o fim do culto ele estava na habitual corrida pela igreja. Bateu a cabeça no banco e veio me dizendo (e passando a mão na cabeça) que não foi nada. Detalhe, com uma vontade louca de chorar, controlando mesmo. Abaixei na altura dele e disse que eu tinha visto a batida, que se ele quisesse chorar ele poderia sim. Ele me solta que menino não chora. Fiquei pra morrer!!! Meu filho tão pequeno controlando a vontade de chorar porque alguém sexista e desinformado disse ao meu pequeno que ele por ser menino não poderia chorar!!

Eu disse pra ele que não era verdade. Todo mundo chorava, inclusive o papai. Foi o que bastou pra ele abrir o berreiro. E depois logo se recuperou.

Os vínculos, alicerces que estamos construindo com ele são muito importantes. Quero que ele tenha argumentos para poder se posicionar quando situações assim acontece. E como me senti impotente, meu filho sendo expostos a idiotices como essa.

Em pensar que eu não poderei estar ao lado dele 100% do tempo. Que cada vez mais ele mesmo terá que se blindar.

Que Deus nos ajude. Educação é tudo! E isso é dentro de casa.

24 de ago. de 2014

Nós e o Açúcar

Conforme prometido no primeiro post sobre alimentação e sobre as mudanças que estamos fazendo, volto para falar sobre o açúcar branco (refinado).

A intenção desses relatos é dizer sobre nossas descobertas e rotinas, como não sou especialista da área de nutrição falo daquilo que tenho vivido, sem verdades absolutas.

Um breve relato sobre o relacionamento da família com o protagonista do post:

Rodrigo é avesso a doces. Tem paladar super sensível e não gosta. Prefere de maneira soberana os salgados. Então pra ele ficar sem açúcar é completamente normal e relativamente fácil.

Eu sou formiga declarada. Tanto que esse era meu apelido na escola (em uma época que não existia o tal o bullying) tanto pelo meu tamanho (sou realmente pequena!!) como pela intensidade no consumo de doces. Eu sou daquelas que precisa de um doce, as vezes pela manhã, confesso!

Bambino não é muito chegado mas gosta. Gosta de um chocolate ou uma bala, mas não é nem de perto viciado como eu. Até porque em casa não compramos essas porcarias (exceto uma pequena barra de chocolate meio amargo por quinzena - para fazer bolo). Sequer bolacha recheada em tenho em casa, e isso não é de recentemente. Nunca tivemos. E não usávamos muito açúcar, 1kg chegava a durar uns 2/3 meses em casa.

Pois bem que depois que comecei a pesquisar sobre o tema, a primeira coisa que mudei em casa foi o açúcar. Joguei fora sem dó o que eu tinha aqui e aderi ao açúcar demerara. Mas afinal, porque?

Sou nascida em uma cidade que tem uma usina de álcool (hoje o moderno etanol) e açúcar. Meus dois avós trabalhavam nessa usina, mas um deles trabalhava no refino do açúcar. Esse meu avó por acidente de trabalho acabou se contaminando pelo ácido sulfúrico (se não me engano) o que o levou a se aposentar muito precocemente (não tinha nem 40 anos quando isso aconteceu). Só por isso dá pra imaginar a quantia de veneno que se usa no processo de refino do açúcar. Mesmo assim minha família consumia (e ainda consome açúcar) e eu consumi por todos esses anos, até Abril de 2014.

Dá pra entender como vendo na família o mal que os elementos usados para o refino causam, ainda continuamos usando?? Eu te juro que eu não entendo.

Além dessas porcarias todas, o processo de refino acaba com as fibras e sais minerais que contém na cana de açúcar. Ou seja, o açúcar refinado é puramente glicose, não tem nadinha de nutrientes, com isso sua absorção no organismo é meteórica e sua carga glicêmica gigante!

O consumo de açúcar refinado está ligado a inúmeras doenças, desde as mais corriqueiras- mas não menos preocupantes - como diabetes e aumento de colesterol, até estudos que ligam o consumo a câncer de mamas, ovários, próstata, pâncreas entre outros e é inimigo para o funcionamento do intestino.

Pode também reduzir o nível de vitamina E no organismo, e aqui eu sou prova viva que é verdade. Eu sempre tive muitas dores nas mamas, principalmente perto do meu ciclo menstrual. O negócio era tão crítico que cheguei a fazer uma mamografia aos 27 anos de tão insuportável que era. Nunca deu nada (graças ao meu querido Deus) e a receita era sempre vitamina E. Durante os meses que eu tomava realmente não tinha nada, mas era só parar que tudo voltada ao normal.

Depois que eu parei com o açúcar refinado não precisei mais tomar vitamina E e não tenho mais dores como antes. É realmente muito diferente.

E como estamos caminhando?

Em casa só uso o açúcar demerara. Ele é o mais puro dos açúcares com as fibras e os sais mineiras preservados. Quando cheiramos ele tem o cheiro da cana de açúcar, uma delicia.
Mas não radicalizei. Eu hoje consumo muito menos doces na rua, mas não deixo de comer o bolo confeitado no aniversariante do mês na empresa, por exemplo. Como um pedaço pequeno e basta.

Bambino vive normalmente, e come bala quando ganha, como era antes.

Rodrigo a mesma coisa. Um pouco mais radical do que o costume no quesito alimentação.

A diferença que aumentou o consumo. Se antes 1kg durava 2/3 meses em casa, hoje era dura justinho 1 mês. Isso porque estamos reduzindo o glúten das nossas vidas, o que me faz usar mais dos meus dotes de confeitaria, já que o lanche da escola bambino leva e não compramos industrializado - estou muito avessa ao industrializado. Mas só compramos orgânico, uso da Native. É um pouco mais caro, mas como é um pacote só por mês nos damos esse luxo alimentar.

É isso.  Próximo post vou aperfeiçoar o tema do glúten.

Hugs! Má.

6 de ago. de 2014

Amamentação - Nossa História

Como estamos na semana do aleitamento materno, vou falar um pouco sobre nossa história de amamentação.

Como no parto, eu não me empenhei muito em saber sobre amamentação. Na verdade tinha isso como normal, natural. Os bebês mamam no seio e ponto! Nada mais natural que isso.

Sempre vi bebês mamando, não tenho recordações das mulheres da minha vida e do meu entorno dando mamadeiras para bebês, mas para crianças sim. Então pra mim os bebês mamavam e ponto.

Logo que nasceu, bambino não quis mamar. Mas assim que cheguei no quarto, ele me esperava junto com meu marido e a minha mãe. Eu deitada de lado, a enfermeira o colocou no seio esquerdo e ele pegou. "Jesus" foi a primeira palavra que eu disse assim que ele sugou. E como sugou! Como pode um ser daquele tamanho ter tanta força para sugar.

Como não me preparei, eu assustei. Sentia algo parecido com dor, mas não era dor. Era estranho, pois sentia que algo estava saindo de dentro de mim. Era o colostro. 

Gianlucca ficou a noite toda comigo na cama, eu sozinha no quarto. Meu marido não dormiu conosco no hospital, nem me lembro porque. Mas a primeira noite foi muito tranquila! Nós dormimos um pouco, dei mais um pouco de peito e assim fomos na madrugada de segunda pra terça. Achei muito tranquilo, apesar do impacto inicial. Pensei que seria moleza. Inocente! hahahaha

Na terça ficamos os 3 no hospital, super tranquilos. Mas eu não conseguia fazer bambino mamar no seio direito, então estava sentindo um pouco de incomodo no esquerdo. Sorte que o garoto dormia muito, eu precisava acordá-lo para mamar. Com apenas 1 dia de vida eu já estava achando que tinha parido o mais calmo dos bebês. Inocente 2 hahahaha.

Aí chegou a madrugada de terça para quarta e o bicho pegou! Estávamos mais um vez somente nós dois, e eu não conseguia que ele pegasse o seio, agora nem o esquerdo! E Ele chorava como se não houvesse amanhã ou como se eu estivesse batendo. 
Então chamei a enfermeira para me ajudar. Até nesse momento eu estava relativamente calma. A enfermeira me ajudou a colocá-lo no peito. Ele deu 3 boas sugadas, então a enfermeira nos deixou a sós. Foi só ela fechar a porta ele perdeu o bico e começou a chorar e eu comecei a ficar nervosa. Se calma eu já não estava conseguindo que ele pegasse, imagina nervosa.
Depois de mais uns 40 minutos de tentativas chamei a enfermeira e ao abrir a porta o que ela me disse?! "DE NOVO!" As 4 da matina ninguém quer ser incomodada por duas vezes seguidas, não é mesmo?! Mal preparada define, infelizmente.

Ela então me disse que levaria Gianlucca para o berçário,para dar fórmula e eu em prantos aceitei. Liguei para o meu marido soluçando, e ele ficou desesperado.
Outra enfermeira veio me trazer o pequeno e me instruiu a comprar uma concha, assim o bico ficaria pronto para a pega, o que facilitaria esse começo de vida. Mas me alertou: não diga isso para a Fono quando ela vier te visitar. Também me mostrou a posição em que o bebê fica sentado, nessa posição finalmente eu conseguir dar o peito direito para Gianlucca.

Na manhã da quarta-feira, antes da minha alta, a Fono realmente passou e me deu instruções sobre o amamentar. Eu acho que foi tardio, deveria passar antes, mas pelo menos passou. Fomos para casa, mas eu não estava feliz, algo não estava bom. 
Na quarta no começo da noite estava na sala amamentando no seio direito na posição sentado quando comecei a passar mal. Dei o Gianlucca para o Rodrigo e sai um pouco tomar uma brisa, no quintal mesmo. Eu sentia como se fosse vomitar, uma tontura, não conseguia respirar. Devagar isso foi passando e quando eu melhorei voltei a amamentar. Então bambino começou a engolir, engolir e engolir. Quando tirei o peito da boca dele jorrava leite. Finalmente meu leite havia descido.

Eu ainda usei a concha por um mês, até me sentir segura na pega. Depois não precisou mais. Mas usava até quando dormia, para que o bico estivesse pronto sempre que precisasse.

Gianlucca mamou muito, de hora em hora. Eu que nos primeiros 15 dias precisava acordá-lo para mamar, depois que ele "acordou" pra vida, não me deixava quieta. Tudo o que eu fazia era amamentar e trocar fralda. Nem o dente dava tempo de escovar. E como era gostoso viver em pró da amamentação.

Eu amamentava em público, inclusive na igreja, e não me importava com isso. Há tanta besteira na TV, na rua que implicar com amamentação pra mim não tem sentido. Não tive vergonha, mas meu marido não gostava muito não. Paciência! 

Mamou até os 8 meses. Tive que parar devido um problema de saúde e o medicamento era muito forte. Pouco pra mim. Se houver segundo round aqui em casa, pretendo deixar mamar até o peito cair no chão.

Minha reflexão sobre amamentar: É um ato de amor. O início não é glamour, como se mostra por aí. É preciso insistir por um bem maior. Passado a dificuldade inicial, aí sim vira uma delícia. Mas se você não estiver empenhada nisso é muito fácil desistir. 
Informação é o que há! E preparação também! Eu poderia ter iniciado a preparação do mamilo bem antes, o que me facilitaria a vida no começo da vida do Gianlucca. 
Saldo da experiência é positivo! Eu super recomendo, é uma questão de saúde.

Estamos em reforma em casa e tudo está fora do lugar. Não achei meu pen drive com as fotos de quando ele mamava. Uma pena!