26 de mai de 2015

Update gestação segundinho (a)

Enquanto Gianlucca brinca na areia, vou escrevendo. Muito provável que não consiga terminar pois domingo é um dia bem corrido, vamos tentar.

Aí que a PVzinha me perguntou como estava segundinho e então vi que não falo sobre a gestação em si desde 31/03, aliás post único né?!?

Vamos lá.

Dos sintomas que tenho muitos deles eu tive na gestação do bambino, a novidade é que está vindo muito mais cedo :-))


Enjôos - tenho de maneira esporádica, mas ainda eles dão as caras. É tranquilo de administrar.

Pressão baixa - sempre tive na verdade, mas na gestação cai mais ainda e segundo Dr. André não temos nada pra fazer, além de repouso. Isso já me rendeu alguns dias de atestado (que não gosto, porque meu trabalho acumula demais já que não tenho ninguém de backup).

Hipoglicemia - quando dá é um Deus me acuda, pois aí a pressão cai também. Por enquanto só tive uma vez no metrô, mas consegui chegar até uma lanchonete e comi alguna coisa e logo chegou o fretado. Como estou terminado o post hoje, na terça, atualizou que tive novamente, no fretado voltando pra casa, e é cruel demais.

Intestino preso - esse estou sofrendo, porque ele não funciona. Na última consulta me esqueci de falar, preciso anotar pois está complicado.

Controle glicemia e peso - essa aqui é novidade. Na gestação do Gianlucca não tive problema, e por enquanto ainda não é um problema, mas na glicemia estou no limite. Acontece que essa gestação eu comecei 4 kilos mais pesadinha, pois estavamos em férias no lugar que comem 4 pratos por refeição e um deles é obrigatoriamente massa. Não posso engordar muito. Rodrigo já queria me colocar na dieta, mas Dr. André me salvou :-)). Em minha defesa, até 12 semanas de gestação engordei 800gr.

Falta de coragem/ ânimo/ cansaço - sério, tem dia que me falta coragem de falar! No sábado preciso me recuperar da semana e pouco faço as coisas de casa. No domingo tento dar um jeito na casa. Rodrigo tem me salvado cuidando sozinho da cozinha, pra não morrermos de fome. Minha mãe me socorre lavando minha roupa. E assim vamos indo. Tem semana que faço faxina na cozinha, na outra na casa. Nunca mais consegui limpar a casa todinha.

Sinto bastante as tremidinhas do bebê, e é uma delicia!! Rodrigo disse que sentiu outro dia também, enquanto eu dormia.

A barriga está enorme, desde as 12 semanas. Fui comprar umas calças de elástico pois não aguento nada me apertando. A moça da loja me perguntou se não são gêmeos hahahhh.

Gianlucca tem administrado bem, mas não posso bobear que ele bate da minha barriga. Sempre se justifica que foi sem querer ou que está fazendo carinho no irmão. Ele não quer menina, diz que o irmão dele é um menino. Talvez dê um pouco de trabalho nesse sentido, sendo uma menina. Sua justificativa de preferência é bem clara: meninas são chatas, não gostam de brincar. Veremos.

Rodrigo está animado, dizendo que depois dos 6 meses fará papinhas gostosas e saudáveis. Que terá bebê pra cheirar.

Eu estou aqui, sem ansiedades. Feliz e vivendo semana por semana. Aliás, estamos com os pés alcançando 16 semanas.

Não contei aqui, mas minha cunhada também está gravida. Temos 4 dias de diferença de DDP. É uma menina, Alice.

Aqui ainda não sabemos quem me habita. Mas eu volto pra contar e pra mostrar a barriga.

Bjs!

20 de mai de 2015

Sobre Imprinting

Já tinha bastante tempo que queria escrever sobre imprinting, até porque ele é abordado dentro da teoria do attachment parent (criação com apego). Mas me faltava um pouco de oportunidade, de reconhecimento de "dor" vivida e depois que engravidei tem é me faltado ânimo, mas depois volto a falar sobre isso.

Depois de um post desabafo e totalmente desconexo, vamos lá pagar a minha divida comigo mesma.

Ressalto que não sou especialista em coisa nenhuma, escrevo daquilo que li, absorvi, entendi e procuro viver. Não como verdade absoluta, pois como uma pessoa de Humanas que sou sei que eventos são incomparáveis já que sempre partimos de contextos diferentes, invariavelmente.

Imprinting foi analisado pela neurociência, é aquele momento de "registro", reconhecimento, olhar, cheiro e entrega logo após o nascimento. Já viu foto de parto (geralmente humanizado nesse caso) onde o bebê que acabou de nascer está de olho super aberto e olhando nos olhos e fixamente para a mãe? Isso é imprinting.

Esse é o inicio do vínculo. Não que o bebê e a mãe que não tenham esse momento não tenham vinculo, sim terão! Mas o que acontece nesse momento é tão importante, que é muito bacana não deixar passar. É ali que há reconhecimento mútuo, que bebê vai reconhecer a mãe pelo cheiro imediatamente, que a mãe vai gravar na memória todos os detalhes do bebê, que o cérebro da mulher vai entender que está feito, a cria está aí!! É uma segunda explosão da ocitocina (hormônio do amor), a primeira é durante o trabalho de parto, com o útero trabalhando (ocitocina natural).

O que me fez escrever sobre isso agora (faz tempinho na verdade) foi o fato de uma maternidade grande e famosa de São Paulo ter trocado dois bebês. O "erro" foi descoberto em tempo, e as familias levaram pra casa seus respectivos bebês. O que me chamou a atenção é que os pais apesar do desconforto ao ver aquele bebê, só realmente tiveram convicção (segundo a reportagem que eu li) de que não se tratava de sua filha, quando tiraram a fralda do bebê e viram que era um menino.

Aí que eu fiquei incomodada com essa historia, porque afinal não se reconheceria que não era a filha assim que batesse o olho nela?

Sabe meu maior medo (depois do medo do Gianlucca nascer e não conseguir respirar sozinho) era que trocassem meu filho na maternidade. Sempre falava para Rodrigo não desgrudar do Gianlucca nem por um segundo, até que eu enfim estivesse no quarto.

Sabe quanta tempo eu fiquei com Gianlucca logo que ele nasceu? Nem 3 minutos. Assim que saiu da barriga me mostraram ele por 30 segundos e foram levar para aspirar (judiacao!! Ohh arrependimento de ter deixado passar por essa violência). Depois que fizeram os trâmites todos lá me trouxeram ele e colocaram no peito, ele nem aí!! Então levaram meu bambino para berçário para tomar banho e Rodrigo foi junto.

Sabe quanto tempo depois que fui para o quarto e enfim pude ver e carregar meu bambino? Quase 7 horas! Sim, SETE horas. É claro que foi dado formula pra ele, que neném fica 7 horas sem leite, ainda mais depois de nascer.

Kede imprinting?!?!? Não teve não!! E meu incomodo dessa noticia está explicado aí, na minha própria historia.

O que sei hoje é que no meu segundinho farei o possível para que isso não aconteça. Teremos nosso merecido imprinting.

Quanto ao vínculo com bambino, ele foi devidamente estabelecido. Tanto que hoje aos 4 anos  ele ainda me diz que precisa de mim pertinho pra dormir, pra brincar, pra comer.

Quanto as gravidinhas que passarão por cesárea, por opção ou por necessidade, eu digo que lutem por ter ser bebê com você, no seu colo (deitadinho no seu peito mesmo) até que o procedimento termine e enquanto você está na recuperação. Vale a pena o stress contra os "protocolos".

Bjs em vocês e nas barrigas.




18 de mai de 2015

Blogterapia - Edição sei lá que número

As vezes eu queria ser duas, ou simplesmente ter o dom de me teletransportar.

As vezes eu nem queria estar onde estou, fazer o que faço ou andar por determinados caminhos. Outras tantas vezes eu nem queria sair do lugar, muitas outras eu queria mesmo era outro caminho e outro lugar.

Por enquanto o teletransporte já ajudaria.

Fim.


5 de mai de 2015

A Conexão com Segundo (a)

Sabe que li muito, em muitos lugares diferentes, sobre a dificuldade de conexão com o bebê na segunda gestação.

Sinceramente, não tenho sofrido desse mal. Ao contrário, quando engravidei do bambino só me dei conta mesmo depois do ultrassom. Esse não, desde positivo na nossa viagem, me sinto completamente gravida e conectada com esse bebê.

Não há nenhum dia que não pense nele. Que não converse um pouco, que dê uma passadinha de mão na barriga.

Estamos preparando nossa vida, casa e financeiro para receber bem esse bebê. Estamos também preparando Gianlucca para receber o irmão (a) sem deixar dele entender que ainda será delirantemente amado por todos nós. Que ele, como irmão grandão, é igualmente importante nesse processo todo.

Estamos aqui, esperando as semanas para a chegada desse bebê tão amado por todos nós.