31 de mar de 2015

Segundinho(a): De tudo um pouco

Tenho algumas coisas para escrever sobre segundinho(a), então vou por tópicos atualizando um pouco.

** O sufoco**


Toda a tranquilidade que estava sentindo desde a descoberta da gravidez foi perdida completamente por dois dias.
Estava trabalhando quando senti algo diferente. Como estava correndo com as coisas porque havia retornado de férias, demorei um pouco para ir ao banheiro. Quando fui eu tinha sangrado um pouco, ao ponto de sujar minha calcinha. Era perto da hora do almoço. Já liguei para o Rodrigo meio tremula e fui para a emergência do Pro Matre (o mais perto do meu trabalho).

Chegando lá passei na pré-consulta, depois consulta, ultrasson e consulta novamente. O problema ocorreu no ultrasson. A médica disse que os batimentos cardíacos estavam muito fracos, que não era assim, estava muito perigoso. Voltei para a consulta com a médica e ela me perguntou: está mais calma? Claro que não! A médica me falou tudo isso. Ela então disse que era muito cedo para falar qualquer coisa, que deveria ir pra casa e ficar de repouso total. Além de progesterona que deveria usar por 2 semanas.

Vim pra casa, e no caminho mandei mensagem para o médico humanista da cidade, contando o ocorrido e perguntando se ele poderia me ver (consegui consulta com ele no dia 15/04). Leu e nem me respondeu (volto pra falar sobre isso em outra oportunidade).

Estava meio desesperada. No outro dia resolvi ver se o Dr. André tinha whatsapp, e tinha!! Mandei mensagem pra ele, que leu e não respondeu. Seria ainda o número dele? Achamos o telefone do consultório. Ligamos e a secretária já estava com pedido de exame e uma receita de progesterona (o mesmo que já estava usando) em meu nome. Ele me ligaria no fim da tarde, quando terminasse as consultas. E ligou mesmo e me disse:

"Maira, será que vou ter que contar para o seu pai que você anda fazendo sexo? Não é possível um negócio desse!!" Ele é muito espirituoso, bem humorado!

Me disse que não tem esse negócio de batendo pouco ou muito. Está batendo! Como grávida ou meio grávida, não existe. Me tranquilizou, disse pra faze novo ultrasson e voltar na consulta.
Fomos os 3 mosqueteiros ver o filhote na barriga, mal entramos na sala Gianlucca fala para o médico: meu irmão está na barriga da minha mãe". Eu morri de amor.

Ultrasson foi bem melhor. Bebê tinha dobrado de tamanho em 4 dias, coração bem mais rápido. Médico me disse também para não preocupar, que estava tudo bem.
Fomos para consulta com Dr. André, e estou liberada para voltar ao trabalho, a pegar bambino no colo com muito cuidado (que foi uma dificuldade pra ele entender que não dava), mas tenho que continuar com progesterona até 10 semanas, só por conservadorismo,  mas palavras dele.

Estou tranquila novamente

** Os dados da gestação**

Entre DUM e ultrasson a diferença é gigante! Sempre tive ovulação tardia mesmo, então pra mim não é novidade. Vamos seguir pelo parâmetro do US.

DUM: 8 semanas e 5 dias
US: 6 semanas e 5 dias
Data prevista do parto pela US: 19/11 considerando 40 semanas. Mas estou trabalhando com 42 semanas o que dá 03/12.
Sintomas: Mama mais inchadas e doloridas. Um pouco de cólica as vezes (normal, pois útero está aumentando de tamanho). Não tenho enjoos, vomitos e nada. As vezes um pouco de falta de coragem de fazer as coisas.

** O Gianlucca**

Como recebeu? As vezes bem, as vezes não.
Fica me dizendo que o irmão dele é o João e o Carlos, meus sobrinhos. Falo que é primo, mas ele diz que não. OK, não vou brigar. Digo que eles são irmãos, e esse é o irmão da barriga.

Está com um pouco de ciúmes, quando dá piti quer bater na minha barriga. Fica me perguntando se o bebê já saiu da barriga, e digo que vai demorar um pouco, só depois quando cantar parabéns pra mim.

É isso, depois volto com outras coisas, como planejamento do enxoval, parto e tal.

Bjs

29 de mar de 2015

Férias - Os Rodrigues na Itália

Março trouxe os 4 anos do Gianlucca, as férias e o positivo! Foi um mês bem aproveitado hahaha.

Estávamos com a viagem programada desde Outubro do ano passado. Em se tratando de programação, Rodrigo é expert. Cuida de todos os detalhes com maestria. Já convidei Rodrigo para um guest post sobre como viajar e gastar pouco, porque aqui não deixamos de viajar, nem de economizar. Turco, ops, ítalo-brasileiro econômico esse meu marido.

Rodrigo e Gianlucca tem dupla cidadania. São também italianos. Hoje pra Gianlucca isso não faz diferença nenhuma, o que ele quer mesmo é chegar nos cafés das cidades e comer seu pão de queijo, coisa que na Itália não foi possível e causou um pouco de frustração para bambino :-//

Já Rodrigo, esse é mais italiano do que brasileiro, me enche as paciências pra mudar de país, o que uma hora vai mesmo acontecer. Ele é visitador assíduo do país, eu nunca tinha ido (sim, aqui em casa também viajamos separados, sem problemas).

Ficamos por 9 dias (são 11 considerando o trânsito) e realmente é um país lindo. Vou deixar aqui as minhas impressões e os principais acontecimentos.

Compramos a passagem com saída do Rio de Janeiro, porque o preço estava bem melhor (compensando a passagem de ida de Campinas até o Rio). No entanto nacional entre Rio e São Paulo seria feito pela Gol e em São Paulo pegaríamos KLM até Amsterdã e depois de lá iríamos para o aeroporto de Veneza na Itália.
Tentamos por quase 100 dias que a KLM autorizasse o embarque em SP. Precisávamos desse OK porque o bilhete estava emitido como saída do RJ. Sem retorno deles e faltando 10 dias para viajar compramos a passagem de Campinas (aeroporto mais perto de casa) para o Rio. Depois que compramos eles nos disseram que OK ser de SP. Já era tarde né?! Foi um pouco motivo de stress. Mas amém! Vamos para  o Rio, Gianlucca ama mesmo andar de avião e nesse trajeto seriam 4: Campinas para Rio / Rio para SP / SP para Amsterdã / Amsterdã para Veneza.

Eu não gosto muito de voar não. Tenho um pouco de pânico, mas vou. Não fico sem ir não.

Chegamos em SP para o voo de 11:40hs de duração. Já fiz viagens longas, como essa, mas com bambino a primeira vez. Em SP estava chovendo. Meu pânico!! Odeio voar com chuva. Logo depois da decolagem uma turbulência grande, de deslocar o avião pra cima e pra baixo e eu muito enjoada. Durante o voo logo veio uma mensagem do capitão: "turbulence is expected" era o que faltava para ter mais 10 hs de terror. Dei muito trabalho para o Rodrigo. Não comi absolutamente nada, pois estava passando mal. E Gianlucca nem aí com a hora do Brasil, assistiu filme, comeu e dormiu. Estava faltando 4 horas para chegar em Amsterdã, mas cada minuto tinha duração de 5 horas, uma hora meio delirando pensei que estávamos indo rumo aquele avião da Malasya Airlines que sumiu e ninguém nunca achou. É, algumas vezes eu viajo e sofro muito com isso. Fui orando o caminho todo pedindo misericórdia de Deus. Finalmente chegamos, graças a Deus.

Falando ainda de voo, a volta foi bem mais tranquila. Mesmo assim na hora que Rodrigo me acordou pra sairmos, comecei a passar mal. Estava muito nervosa, mas não podia ficar assim, com o bebê na barriga. Descemos em SP e meu pai já nos esperava. Graças a Deus chegamos em segurança.

Lá passeamos bastante. Andamos muito de bicicleta pela cidade (ficamos em Padova, cerca de 40 minutos de Veneza). A cidade é toda preparada para andar de bicicleta. No último dia fomos atrás de um mercado de orgânicos e tivemos que passar por uma ponte, super preparada para ciclistas. Gianlucca estava na bicicleta com Rodrigo.

Também andamos muito de ônibus e trem. Sempre muito pontuais. Visitamos outras cidades, e foi bem bacana.

Alguns coisas:

- Lá eles tem uma taxa de natalidade super baixa, quase não se vê crianças nos lugares (mesmo no trem e ônibus). Quando se vê, geralmente é de origem muçulmana. Assim, Gianlucca atraia olhares por onde passava, principalmente quando resolvia empacar no meio do caminho e chorava por conta disso.

- Eles se casam super tarde, próximo aos 40 anos e tem filhos tardes, quando tem. Por isso também atraímos olhares. Eu com esse tamanho de 15 anos, com filho pesado no colo que me deixa curvada quando carrego, deve assustar né?! 

- Cachorros andam dentro do ônibus e trem, mas com algumas regras; pode somente 1 cachorro dentro (ou seja, se você estiver com o seu cão e for pegar o ônibus e lá já tiver um dentro, espere o próximo). Cachorros pequenos não pagam passagem. Médios e grandes sim, como se fosse um adulto.

- Todos acharam Gianlucca grande pra idade, o que me faz rir pois os padrões são muito diferentes. Aqui ele é classificado de pequeno. Compramos algumas roupas pra ele, e realmente vem indicado que uma criança de 4-5 anos tem 110cm. Novamente, para os padrões que o Brasil usa para medir crianças "saudáveis" é baixo.

- Quando chegamos reparei que o lixo do banheiro ficava muito longe do vaso sanitário. Depois descobri que na verdade eles jogam o papel higiênico no vaso e dão descarga! Achei um horror!! Muito mais complicado de tratar a água, só se eles tem uma tecnologia diferente pra isso, mas de qualquer forma não achei eco-friendly.

- Por falar em eco-friendly, tirando esse ponto acima, eles são sim. Tem separação do lixo de maneira muito organizada e em todos os lugares, inclusive dentro das casas. Algo que precisamos aprimorar e muito aqui.

- No entanto, gastam muita água. Nós aqui que enfrentamos hoje uma crise hídrica chega a causar impacto e dor no coração. Ver um italiano lavar louça (coisa rara porque eles usam muito a lava-louça) é desesperador!!

- Agricultura de origem local e familiar! Faz com que os produtos sejam muito frescos e mais baratos. Tudo o que você compra no mercado foi feito bem pertinho. Claro que tem as grandes marcas, mas não é algo dominante como no Brasil. Aqui você sempre vai cair nas mãos da Unilever, PG, Nestle, etc. Lá não, você tem opção de comprar do cara da cidade que faz um queijo ralado incrível. Meu sonho isso, aqui já priorizamos culturas e produtos locais! Faz toda a diferença.

- Coisas de comer não são caras. É possível você vir do mercado com muitas sacolas gastando muito pouco.

- As crianças comem papinha industrializada! O que é uma judiação, pois vivem em um local com muita comida fresca e de boa qualidade.

- Não se vê animais na rua, abandonados. Aí já não sei se porque eles tem canis, ou liquidam com aqueles que não tem casa ou se realmente são praticantes de posse responsável.

- Usam muitos xingamentos com Deus. Uma lástima.

- Escutei demais 3 palavras: Secondo me (que significa um "eu acho" "na minha opinião") bisogna - que se lê bisonha - (que usam muito como "querer") e peccato (que significa pecado, mas eles usam muito como coitado, que pena, e por aí vai).

- Lindo de ouvir o nome do Gianlucca ser pronunciado certinho e de primeira.

Deixo aqui algumas fotos.

Bjs!

Bambino na ida, fazendo caras e bocas

Gialucca preparado para o frio. Média de 9 graus.

Meus amores em um selfie na bicicleta

Esperando o ônibus

Vicenza

Bassano del Grappa

Bassano del Grappa

Bassano del Grappa

Esperando o trem (com um carrinho emprestado)

Rovigo



25 de mar de 2015

Post mais longo da historia desse blog

Esse post será longo, espero que se animem e possam ler até o final.

Começo em final de 2008. Rodrigo terminaria a faculdade em Dezembro. Eu teria mais 6 meses por conta de uma parada de semestre que fiz em 2006.

Morávamos de aluguel em um apartamento pequeno, mas muito bem localizado. Estávamos há 10 minutos caminhando da Av Paulista, perto da faculdade e metrô. Sem carro, pois usávamos muito o transporte publico. Minha sogra vinha duas vezes por semana me ajudar com a casa (e sempre remunerado, afinal ela deixava de cuidar da casa dela, pra cuidar da minha). Aos finais de semana sempre jantávamos fora, mas sempre de maneira econômica (afinal tenho um marido turco desde sempre). Foi nesse bairro que encontramos a melhor pizza ever! Nunca mais achamos uma que substituiu seu lugar nos nossos paladares e corações.

Rodrigo tinha um emprego excelente. Eu havia sido recém promovida, apesar do pouco salario, estava construindo minha carreira. A vida era relativamente tranquila.

Eu usava o adesivo Evra, e porque estava usando há dois anos estava tendo escapes (sangramento enquanto usava os adesivos) e era um saco! Pois não tinha tempo certo de acontecer, ou era usar absorvente o mês todinho, ou deixar acontecer e correr pra se ajeitar.

Pois bem que nessa época o coração já ardia de vontade de ter nossos bambinos. Juntou o escape, o término da faculdade dele, o meu término se aproximando, a mudança para o interior e a vontade se agigantou. Decidimos que eu faria os exames pra ver se estava tudo certinho comigo e iriamos iniciar as tentativas. Passado um ano, nada tinha acontecido.

Voltei ao médico, que me pediu mais exames e pediu para Rodrigo também. Aqui já estamos em Fevereiro de 2010.

Fiz os meus, uma bagunça que não consegui decifrar. Faltava o espermograma do Rodrigo. Fizemos em dois laboratórios diferentes, por não acreditar no primeiro resultado. Começou então nosso deserto, onde nosso relacionamento com Deus seria posto à prova.

Era Março de 2010. Voltamos ao médico com os resultados. Eu, aos 24 anos, estava com índices de menopausa. Ele, aos 24 anos, era estéril. Ausência total de espermatozoides. Nem preciso dizer que nosso mundo caiu. Eu tive ali mesmo no consultório um ataque de choro compulsivo. Já sabíamos o resultado, repetimos o exame antes de ir ao médico, mas não acreditávamos no que estava no papel.

Não aceitamos. Marcamos uma consulta com urologista especialista em fertilidade masculina. Chefe do setor de urologia do Sírio Libanês, na época. Parcelamos a consulta, mas fomos naquele que acreditávamos ser o melhor.

Saímos de lá com veredito dele, quadro do Rodrigo era irreversível. Teríamos então 3 opções para o medico: ser um casal sem filhos, ou adotar ou então recorrer a um banco de esperma e fazer a inseminação (biologicamente o filho seria somente meu). Não aceitamos. E entramos em oração. Eu chorava sozinha pra não desesperar o Rodrigo, não era possível falar com ele sem que ele se desesperasse.

Minha mãe entrou em oração comigo, foi minha fortaleza quando eu desabava. Fez muitas campanhas comigo, subiu aos montes de madrugada para clamar. Ela fez a diferença nessa luta.

Eu, chorava. E chorava, e clamava. Cheguei ao ponto de não ter forças pra trabalhar. Fazia pós graduação, e como era difícil. Dormia na casa dos primos do Rodrigo (e padrinhos de casamento) e era sofrível, eu não descansava, o sono me consumia. Não estava dando conta.

Um dia em Agosto de 2010 cheguei de SP (já ia e vinha todos os dias) e minha mãe estava me esperando. Disse pra ela: para na farmácia que vou comprar um teste, estou atrasada há 2 meses (rotina completamente normal devido os hormônios loucos que optei por não tratar em fevereiro desse mesmo ano). Minha mãe não queria, dizia que eu iria me frustar, comprei mesmo assim.

Dia seguinte não fui trabalhar pois tinha uma audiência. Levantei cedinho e fiz o teste e "positivo". Mas apesar da alegria, eu meio que não acreditei. Só me dei conta mesmo que estava grávida no dia que fiz ultrassom e vi o senhor Gianlucca na minha barriga. O ultrassom foi no consultório, paguei por ele e foi a grana mais bem gasta da minha vida!

Propaguei o milagre para todos! Deus existe! E realizou o desejo do meu coração.

Gianlucca nasceu em Março de 2011, um ano após receber a notícia que não conseguiríamos. Deus foi incrível conosco. Um ano tão intenso que me pareceu uns 3. Sério!!

Nunca mais repetimos o exame do Rodrigo. Não nos interessa mais saber. Deus operou um milagre! Gloria a Ele!!

Gianlucca está crescendo e nós estamos crescendo com ele. Como é intenso esse processo, de entrega mesmo!

E começamos a enfrentar crises como casal, tumultuado apesar do amor que sentíamos um pelo outro. A língua não era mais a mesma, mas não conseguia pensar em viver sem meu marido. E entramos em um looping devastador. Impraticável.

Até que um dia, fui ao medico velhinho de SP e estava sozinha. Ele é de uma capacidade analítica profunda. Um homem completamente sensível aos desalentos humanos. E eu não toquei no assunto, falei de outras coisas que precisava de ajuda, como o sono do Gianlucca. Mas sábio que é, ele começou a me inquirir de perguntas, e colocar os dedos nas minhas dores mais profundas. Chorei compulsivamente nesse dia. Minha consulta durou 3 horas.

Essa consulta foi na segunda. No sábado Gianlucca foi para o sítio com a minha mãe cedinho. Eu fui pra ioga, e quando cheguei decidimos ir para o sitio também. Foi um trajeto banhado de terapia. Choramos os dois juntos, e decidimos seguir em frente, unidos como família.

No domingo foi Santa Ceia, e já cheguei no culto com o coração aberto. Chorei o culto todo. E na ministração da ceia perguntei para Deus o que tem na minha alma que eu não vejo, e que tem me feito mal? E como um filme, como se eu estivesse vendo minha história fora do meu corpo, Deus me mostrou. Eu amo Deus e a maneira como Ele me responde! Saí do culto com a alma limpa, com o coração tranquilo e pronta pra seguir em frente.

A igreja é lugar de cura, muitas vezes chegamos lá com as feridas cheirando mal. Que bom que Ele veio para o doentes!! O que seríamos de nós se Ele não nos quisesse? Se não nos amasse? Eu que tenho quase 30 anos de vida com Cristo não me envergonho de precisar das suas curas, de me jogar aos seus pés todas as vezes que forem necessárias. As lutas, feridas, tempestades servem para me aprimorar como cristã e me fazer achegar mais e mais aos pés de Cristo, e é isso que eu quero, estar aos pés de Cristo.

Agora estamos em Fevereiro de 2015. Todo primeiro domingo do mês temos Santa Ceia. E no sábado as 19hs que antecede a Ceia fazemos na igreja um relógio de oração. São 24 horas que as pessoas se revezando em oração. São 24 horas seguidas que estamos clamando à Deus. Sempre vamos no sábado a noite: Rodrigo, Gianlucca e Eu. Revezamos em 30 minutos por conta do bambino, e geralmente sempre eu começo.

Naquele dia orei muito por uma amiga especial. Que tem uma historia similar a minha, que luta há muitos anos para carregar no seu ventre o filho da promessa.

Naquela madrugada eu acordei escutando no meu ouvido direito o pulsar de um cordão umbilical. Não sei se hoje ainda é assim, mas na minha época de grávida se fazia o check do pulsar do cordão, e o som sempre me pareceu diferente do som do pulsar do coração. Foi com o som do pulsar de um cordão que eu acordei Meio dormindo ainda perguntei para Deus: "Senhor, estou grávida?". Dormi novamente, e não sei quanto tempo eu acordei com o mesmo som, no mesmo ouvido. E ainda depois outra vez. Foram 3 vezes.

Depois de 3 dias contei para o Rodrigo o que havia acontecido. Seria eu, seria ela? O que estava acontecendo?

A verdade é que eu deixei de buscar minha segunda gestação em Dezembro. E eu realmente deixei de buscar. Todo mês eu ficava na expectativa de estar ou não grávida. Mas depois de Dezembro não.
Já não me incomodava quando as pessoas me perguntavam se viria outro. Estava bem resolvida sendo mãe de filho único, estava feliz por Deus ter me dado Gianlucca e disposta a criar meu bambino sozinho, sem irmãos. Eu realmente descansei meu coração. Somente gratidão ficou, por tudo que Deus fez por nós, pela nossa história. Eu estava realmente disposta a ser feliz assim, sem cobranças. Realmente agradecida por tudo que Ele tinha me suprido nessa caminhada, e que se fosse assim, somente um filho, amém! Que assim seria.

 Finalmente Março chegou! Aniversário do bambino, nossas tão planejadas férias e o momento em família que precisávamos tanto!

Uma viagem longa, muito estressante. Chegamos depois de 24 horas de voo e escalas. Estava completamente estressada. Muito cortisol (hormonio do stress) derramado no meu organismo. Chorei a noite de angústia e Rodrigo no banheiro sem entender bem o que estava acontecendo. No outro dia, sexta-feira, acordei bem e feliz. Passeamos muito, andamos muito de bicicleta, carreguei o Gianlucca no colo muito! Fiz uma força absurda todos esses dias.

Na segunda acordei na madrugada sonhando com Gianlucca. Procurei ele no nosso meio, coloquei a mão na cabeça e orei. Depois coloquei a mão na minha barriga e orei pelo bebê. Como assim?!? Estava meio acordada, meio dormindo sabe? Mas foi algo muito automático.

No outro dia, 17/03, apenas confirmamos aquilo que meu coração no automático já sabia. Estou grávida. E muito tranquila.

Recebo essa gestação como presente, como renovo, como galardão de tudo aquilo que Deus arrumou em mim e em nós. Algo que precisava ser ajeitado para que o novo pudesse vir.

Hoje eu entendo a caminhada. Porque não foi na minha hora, porque eu tive que passar por tudo isso, por todo esse conserto com Deus, como mulher, esposa, mãe.

Hoje segura de que tudo dará certo. Não estou com medo de gestar em "transito", de ter que me dividir entre Gianlucca e outra criança, de amar mais um do que outro, de não dar conta de cuidar de dois que dependem completamente de nós., de ter mais um plano de saúde, mais uma escola, mais roupas e tudo o que envolve. Tudo o que me amedrontava antes, agora não existe mais.

Estamos nós aqui, firmados na rocha que é Cristo, com nossa familia bem e agora mais completa.

Me vejo inaugurando um ciclo de positivos! E que venham todos!! Amém.






21 de mar de 2015

TAG: Meu blog e Eu

A PVzinha me indicou pra responder a TAG, essa é a minha primeira vez :-)).

Gostei da ideia, mas demorei um pouco porque estávamos viajando em férias. Obrigada pela indicação PVzinha.

Vamos lá:

1- Porque você criou o blog?
=> Bom, foram 3 anos de muita vontade de escrever e pouco coragem para começar. Sempre fui uma leitura devoradora de blogs. Muitos do que eu lia hoje quase estão inativos, outros se tornaram comerciais demais. Então eu criei coragem e comecei. Minha intenção é compartilhar. Tem um ditado africano que diz que é preciso uma tribo para criar um filho, eu acredito. Ninguém cresce sozinho. E é muito bom fazer parte dessa tribo de mães e tentantes.

2- Como você escolheu o nome do blog?
=> O nome veio até que naturalmente. Eu tento escrever nele coisas nossas e dos filhos, mesmo que esse plural possa soar estranho. Cogitei mudar de nome, ainda bem que não fiz. Não acho o nome atrativo, mas gosto do que ele representa. É muito de nós (como casal) e de todos os filhos que possam estar envolvidos.

3- Quando o blog foi criado?
=> Novembro de 2013. Escrevo pouco, gostaria de mais. Mas muitas vezes não consigo.

4- Qual o principal assunto que seu blog aborda?
=> O sono do Gianlucca hahahaha. Sério, eu falo bastante disso!! Mas fala das minhas experiências, principalmente como mãe. No entanto tenho vontade de escrever sobre outras coisas, mas não faria outro blog, seria tudo misturado. Vamos ver.

5- Quem fez o layout?
=> É do próprio blogger, mas pretendo fazer uma encomenda para alguém deixar o negócio bem caprichado.

6- Fale um pouco do layout, o que representa?
=> Nada muito especifico. Escolhi porque achei muito simpático.

7- Pense em fazer dele um trabalho?
=> Não. Gosto de ler blogs de gente como a gente. Assim, quero deixar o meu dessa maneira

8- O que vocês diriam para as blogueiras que começaram agora?
=> Que é uma delicia. Pra mim ler, compartilhar, fazer amizades, poder orar por pessoas com os mesmos sonhos e metas. Como disse a PVzinha, logo você estará contando coisas para o marido de pessoas que pessoalmente não conhece. Eu mesma preciso ambientalizar o marido na conversa, "ela que mora em tal cidade".
É muito bom.

A regra é linkar mais 8 blogs. Mas eu não tenho proximidade com tantos assim.

Amei compartilhar.

Beijos.


7 de mar de 2015

Bambino faz 4 anos

É hoje!!

Hoje meu amor mais lindo do mundo faz 4 anos. Tá certo que ele nasceu as 17:42, pra ser bem precisa, mas hoje o dia é todinho dele.

Me lembro exatamente desse dia há 4 anos atrás. Fazia muito tempo que já não dormia, e nesse dia eu dormi muito, acordei próximo de meio dia.

Me lembro da chegada no hospital, da enfermeira me cortando com a gilete no momento da depilação (naquela hora eu senti raiva dela, de verdade). Da anestesia que não pegou, e tive que tomar outra, do Rodrigo do meu lado e sempre me acalmando.

Não fiz força pra você nascer, mas naquele momento me transformei em uma fortaleza. Fortaleza que as vezes chora, que reclama, mas que não arreda o pé de nada!

Filho amado, você que me ensina a ser mãe, a reconhecer Deus em todas as coisas, a ser feliz um um desenho que você pintou, ou quando me diz que sou pequena porque como salada (#engraçadinho).

O que eu peço a Deus todos os dias é que te dê muita saúde, muito crescimento, te dê uma vida espiritual firmada Nele, te guarde e te guie.

O que eu sinto é uma eterna gratidão, pois Ele transformou meu sonho em realidade, e te trouxe pra nós.

E que Deus te dê muitos anos de vida, e que eu posso estar ao seu lado em todos eles.