30 de abr de 2015

Planos da segunda gestação

Desde que suspeitava da segunda gestação, antes mesmo de fazer o teste, eu já tinha planos caso viesse mesmo a confirmação do positivo.

É uma grande oportunidade pra rever muitas coisas da gestação do bambino. Não que eu queira reescrever minha história, pois gestação do bambino foi ótima, muito feliz. Mas a oportunidade de viver coisas novas, ou até mesmo manter as posições que eu realmente acredito, que me descobri.

Farei por tópicos, alguns com a minha posição, outros eu volto pra escrever melhor.

1 - Ultrassom => entrei decidida a fazer o menor número de ultrassons possíveis. Aqueles realmente necessários. Parte dessa decisão por não ter pressa de saber quem me habita. Outra parte por me mergulhar nesse processo de auto conhecimento e acreditar mais em mim, no meu corpo, na minha conexão natural com esse segundo bebê. Não rolou, já fiz 3 por conta do susto que tivemos no começo e o acompanhamento do quadro. Mas olha, nada contra quem faz todo mês, até porque na gestação do Gianlucca era assim que eu fazia. É muito particular desse segundo caminho que estou trilhando e da história que quero buscar. Pretendo, quando possível, voltar para esse caminho.

2 - Fraldas de Pano => Já decidimos que segundinho (a) usará somente fralda de pano a partir de 5 kgs. Não será desde nascimento porque bem pequenino tem maior índice de vazamento. Vamos então esperar esse primeiro mês. Razões da decisão: acreditamos (e tem dados sobre isso) que o bem estar da criança é maior, além do meio ambiente. O trabalho de lavar eu tirei de letra com Gianlucca, creio que não teremos problemas usando do mesmo planejamento.

3 - Cama Compartilhada => Vai rolar, certeza. Estou inclusive estudando aumentar o tamanho da cama (mas ainda não falei com marido). Gianlucca voltou a compartilhar a cama parcialmente :-))

4 - Doula => Quero, preciso, bem de sobrevivencia. Ainda em processo de convencimento do marido. Veremos.

5 - Parto => Capitulo a parte. Volto para falar.

6 - Amamentação => Exclusiva até 6 meses. Só falta convencer o chefe a aderir ao programa de empresa cidadã e me dar 6 meses. Estou orando!

7 - Preparo psicológico modo power => Previsões de tempos complicados. Já sei que Gianlucca vai surtar e estou me preparando para não surtar com ele. Falta de sono com bebê novinho vai ser um fator complicante. Mas estou com fé, otimismo e boa vontade vai dar certo.

8 - Chá de bebê => Não teremos. Assim como Gianlucca, não farei. Pelo fato que minha familia mora em uma cidade, familia do marido em outra, nós em outra. Temos amigos nos três lugares. Não vou administrar essa bagunça toda. Talvez farei um chá de fralda de pano online, veremos.

Pelo que lembro é isso, mas já estou com a memória afetada. Se aparecer mais coisa, volto.

Hugs

21 de abr de 2015

1945 e a Desesperança

Sabe que eu tive um professor de história incrível. Tão incrível que cheguei a prestar vestibular para história, pois eu queria isso para minha vida. Não passei, e as vezes me pego pensando como seria a minha vida se tivesse persistido nesse caminho, o de ser historiadora. Não tenho dom para a sala de aula, como minha mãe. Mas meu foco era ser pesquisadora da área.

Bem que a vida seguiu em outros rumos, e me levou a exercer uma profissão completamente diferente disso, hoje eu atuo na cadeia de suprimentos (supply chain). Mas não fugo de uma boa conversa sobre história, e olha que eu amo.

O fato é que esse professor nos mostrava as coisas que regularmente não vemos nos livros, outras óticas do mesmo assunto.

Dentro disso estudamos a onda de suicídio que acometeu a Alemanha em 1945. Apesar de já ter estudado antes a segunda guerra, nunca tinha ouvido falar sobre esse episódio. No entanto ele aconteceu.  Famílias inteiras tiravam as suas vidas, inclusive das crianças. O próprio Hitler fez isso para não se entregar, e todo o seu escalão acompanhou.

No aniversario de 70 anos do "fim" da segunda guerra, algumas reportagens começam a aparecer. Ontem eu li uma delas, e precisa vir aqui escrever sobre um pouco disso.

O foco dessa matéria era uma cidade na Alemanha, onde as mães ao final desse período foram acometidas por tamanha desesperança e jogavam seus filhos nos rios e depois se atiravam. Eram muitas e muitas pessoas mortas dentro do rio, onde a água estava vermelha de tanto sangue. De toda Alemanha, essa pequena cidade teve o maior índice de suicídio, isso porque ficaram muito tempo sob o domínio da União Soviética, e imaginam só como é estar sob comando do inimigo: fome, insegurança, violência, estupros e mortes. Juntou isso ao fato de que os sonhos de uma Alemanha ariana ruída, e deu-se o gatilho de toda essa tragedia.

Mães que preferiam a ver seus filhos mortos pelas suas mãos e depois se matando, tendo assim a certeza que tudo enfim se acabará. Desesperança.

Venho para os dias atuais.

Anda-se vendo muito na mídia a dificuldade da Itália nos resgates de pessoas que fogem da Africa em busca de vida melhor. Muitos morrem na travessia, principalmente por naufrágios. Embora somente agora isso tenha ganhado destaque na mídia brasileira (e talvez internacional) a Itália, Malta e  Grécia (mas majoritariamente a Itália) vive isso há anos.

Pessoas que não vendo mais caminhos fogem da sua terra, principalmente pelos conflitos locais, mas também por fome, falta de perspectiva, medo. Arriscam suas vidas e dos seus filhos em embarcações super lotadas, sem o mínimo para comer e beber.

Lembro-me ano passado de ter lido sobre um naufrágio, onde uma mulher já no final da gestação foi encontrada morta por afogamento. Seu bebê havia nascido durante o afogamento e ainda estava preso a ela pelo cordão umbilical. Ambos ali, boiando. O que leva uma grávida ao final de gestação entrar em um barco desse? Desesperança.

Li também ano passado, e cheguei a compartilhar no facebook de uma mulher grávida, que atravessou o deserto com o marido e os dois filhos. Caminharam por 40 dias fugindo de uma área de confronto. Quando chegou ao acampamento de refugiados (que é um lugar terrivelmente assombroso) deu a luz aos seus 3 filhos. Ela estava grávida de trigêmeos, e claro que não sabia. O que leva a seguir esse caminho? A desesperança.

A verdade é que eu não sei o que é desesperança. Não tenho condições de dimensionar como é a morte da esperança. Aquela é a ultima que se vai, não é mesmo? O que fica quando não se tem mais ela, e a fé e a vontade?

Depois de 70 anos, muitas e muitas outras guerras já aconteceram. Tantas delas mentirosas, como foi a do Iraque. Já se está provado que o motivo (a existência de armas nucleares) foi uma grande mentira (apesar de não ter divulgação da mídia, claro! Mas institutos competentes o comprovaram). E o quanto de gente morreu em nome de uma mentira?

Está rolando aí o filme de sniper americano, atirador de elite. Filme mostra a trajetória do cara, e seu primeiro alvo é um menino. Sim, ele mata um menino. Se você viu o filme pode me dizer: mas ele estava com uma bomba na mão e iria atirar nos soldados americanos. Sim, é o que filme mostra, mas olha não sabemos se é verdade. Vamos trabalhar com a possibilidade que sim, esse menino tinha uma bomba na mão e iria atirar. Por um segundo eu me coloco no lugar dele: minha casa invadida, por homens maldosos (porque não vamos pensar que são a gentileza em pessoa, já que sabemos como é estar nas mãos do inimigo de guerra), vendo os seus serem capturados, apanhando, mulheres sendo violentadas (porque não pensem que eles poupam as crianças que estão na sala de presenciar), fome, tiros por tudo quanto lado. Olha, eu mesma já vi um senhor apanhando e entrei no meio para defender (medindo míseros 1,52m), que dirá presenciar tudo isso. Você não lutaria?

Não sou a favor de nenhum tipo de violência, nem da mentira, nem de muita coisa que anda acontecendo nesse mundo do meu Deus. Mas tenho um filho, gestando o segundo e me pergunto: o que vamos fazer?

Nada de desesperanças, ou falta de coragem. Lutar para mudar o mundo a minha volta, já faz muita diferença. Oração e ação! Começando pelos os meus.

Papo chato, eu sei. Mas parte de mim é a mais pura chata, talvez marido diga que boa parte de mim é. Paciência.

14 de abr de 2015

Segundinho ou Segundinha?

Ainda não sabemos, mas preciso escrever sobre o tema.

Sabe que por mim eu descobriria no nascimento, com tranquilidade! No entanto o pai da criança é super dotado de ansiedade e não encara a missão como gloriosa. É tão ansioso que nasceu de 7 meses, não aguentou permanecer muito tempo no mesmo espaço, o útero.

Aí que por amor ao meu marido, e sanidade dele, nós iremos saber quem me habita. No tempo certo. Se alguém me oferecer um exame de sexagem fetal quem perde a sanidade sou eu.

Mas olha, está complicado. Porque quem sabe que estou grávida (ainda só as pessoas bem próximas e algumas pessoas do trabalho) me olha e solta: tomara que venha uma menina.

E eu devo confessar, ficou meio brava sabe?! Porque né, vamos combinar que eu não me importo com isso. Não é só porque temos um menino que agora preciso de uma menina. E isso não significa que não quero uma menina, mas que eu não estou aqui pra escolher.

Minha casa estará mais completa, porque temos mais um Bebezinho. Simples assim.

Mas sempre respondo de maneira educada dizendo qual o meu chute.

De toda maneira os nomes de todos os gêneros estão em pauta. E apesar de ser um tanto quanto radical com algumas posições de menino X menina eu vou educar do mesmo jeito que faço com Gianlucca. Igual mesmo.

Se você me perguntar o que eu acho, te digo: menino. Apesar da gestação estar bem diferente do Gianlucca (e por isso marido achar que é menina) eu ainda acho que é menino. Razão do achismo? Nenhuma!! Só acho mesmo.

Venha que vier, já tem amor demais esperando aqui fora :-)))

Por aqui estamos caminhando. A máxima do Cazuza de que o tempo não para não é válida nessa casa. Estamos muito mais para Josué quando orou e sol parou. O tempo não passa.

Dou créditos a essa lesera do tempo em passar o uso da progesterona. Olha, está difícil. Os efeitos colaterais estão aparecendo.
Mas se fosse necessário injetar nas sombrancelhas (a parte mais dolorida do meu corpo) eu faria!

Vai passar!

Fiquem com Deus.

7 de abr de 2015

Momentos Dele - Parte 2


"Mamãe, quero água"
- Ahhh Gianlucca, estava em pé até agora, porque não pediu antes filho?
"Mas estou com soluço" (simulando um soluço)
- OK, seu pai vai buscar então, Ok?
"O papai não, quero você".
-Porque eu?
"Porque você é linda"  ** Demostrando toda a sua habilidade em manobra materna.


"Só quem pode puxar minha orelha é a mamãe" ** Perdendo a noção do perigo ao desafiar o pai.


"Olha você brigando comigo outra vez" ** Perdendo a noção comigo


"Esse aqui não é brinquedo, podemos comprar?" ** Tentando desafiar minha habilidade em reconhecer um brinquedo.


"Eu quero fazer escândalo" ** Dando piti na cozinha depois que falei que enquanto ele estivesse fazendo escândalo eu não iria conversar.


"Vovô, esse ovo é pra todo mundo" ** Demonstrando que no fim, estamos conseguindo fazer um bom trabalho.