25 de out de 2014

Comunhão

Um dia de sábado. Marido em São Paulo para reunião da Associação italiana. Bambino na casa dos meus pais. Eu no meio da tarde passando roupa.

Pouco tempo de sossego, resolvi colocar alguns louvores e fui em um dos meus preferidos: Renascer Praise.

Foi quando, em um louvor que já conhecia bem pois cantamos na igreja, que comecei a sentir a presença do Espírito Santo. Tão bom, tão bom!

Foi aí que percebi o quanto minha vida está corrida. Mas o que tem haver alhos com bugalhos? É na falta de sentido que muitas vezes Deus nos mostra o sentido.

Não que eu não soubesse que minha vida é corrida. Não há na terra pessoa que não me pergunte como eu aguento tal jornada. E sabe que a única resposta que tenho para aguentar é que Deus me sustenta.

Bom sentir o Espírito Santo, melhor ainda saber que essa vida doida que tenho não tem me tirado a sensibilidade de ouvir a voz do Espírito. Mas tem me tirado momentos preciosos de comunhão.

Se pra tudo eu dou um jeito, está na hora de dar um jeito para aumentar meus momentos de comunhão. Pois não vivo sem a chuva do Senhor.


Assim, faz chover Senhor!


22 de out de 2014

De tudo um pouco, mas de nada também

Eita vontade louca de escrever, mas não tenho muito o que dizer. Eu gosto de escrever sobre mim, minhas ansiedades, experiências e choradeiras. Mas nem tudo posso colocar aqui, principalmente quando envolve terceiros.

Assim eu pensei em falar sobre o desmatamento da Amazônia que está aumentando mais uma vez. Mas  talvez não  tenha os bons argumentos na ponta dos dedos pra colocar aqui.
Pensei então em falar de politica externa, mas né?!? Who wants?!?

Escreverei então de banalidades. Vamos lá.

Desde que cortei meu cabelo (bem curtinho) estou me sentindo mais bonita. As pessoas tem elogiado, e eu que não estou acostumada com isso fico bem tímida. Das duas uma, ou eu realmente estou precisando de terapia ou de mais elogios. Sei lá.

Estou fazendo tratamento para regularizar meus hormônios. Estou toda desregulada e isso tem me feito mal. Veremos como ficará ao fim de 3 meses.

Mal me mudei de casa e já quero mudar mais uma vez. Marido não quer. Impasse difícil de resolver. Esse é um motivo de stress constante: a casa.

Adotamos uma cachorra e bambino está louco por ela. Onde vai fala pra todo mundo da Sophie. Veio com o nome. Não basta lidar com a França diariamente, eu realmente precisava de um cão com nome francês. Mas ela é linda e estamos apaixonados por ela.

Gianlucca está dormindo bem. Que Deus conserve, amém.

Engordei mais. Não sei como, nem porque. Marquei uma nutricionista funcional, mas além de ser só em Dezembro a consulta é bem cara. Estou pensado em rever para uma nutricionista familiar. Rodrigo já faz acompanhamento, mas o dele é bem específico, voltado para quem treina. Gianlucca ainda anda difícil de comer, então quero aproveitar pra "resolver" tudo de uma vez.

Encontrei uns amigos das antigas, e uma das meninas tem uma baby novinha. Gianlucca ficou enlouquecido e agora quer um neném (nunca antes, na história desse país, ele havia pedido, e quando perguntávamos se queria era categórico no não). Já disse que demora, que minha barriga precisa crescer, que neném chora, que ele vai dividir papai e mamãe, os brinquedos e a Sophie, que neném faz número 1 e número 2. Ele se mostrou disposto a tudo, menos ao número 2 hahahaha.

É isso.


12 de out de 2014

A infância e o sexismo

Dia das crianças vou falar um pouco de algo que me incomoda muito e há muito tempo.

A infância e o bendito do sexismo. Afinal o que é o Sexismo?

Resumidamente é a postura de situações e coisas de meninas e meninos. Bonecas são de meninas ou meninos não choram. Isso sem dúvida alguma caminha até quando somos adultos. Veja quantas mulheres cientistas temos hoje, ou mesmo a discrepância salarial entre homens e mulheres que exercem a mesma função.

Aqui em casa nunca fizemos esse tipo de restrição com bambino. Porque realmente não acreditamos que existam coisas de meninas e meninos.

Certa vez estava no trabalho, há muitos anos atrás, a esposa do meu chefe ligou pois o filho deles de 6 anos estava chorando muito, não me lembro o motivo. Ele ao telefone disse ao menino: pare de chorar pois homem não chora. Achei o maior absurdo e me prometi que nunca diria isso aos meus filhos.

Que mania de limitar! Quem foi que um dia disse que menino não pode usar rosa que é uma cor de menina?

Ainda no início do casamento fomos a uma loja comprar algumas roupas para Rodrigo. Ele lá comprou uma camisa rosa. A pessoa que estava também fazendo pagamento olhou com cara de quem não acreditava. Ok, isso faz 7 anos, mas ainda hoje isso existe.

Duas situações me alertaram sobre algumas coisas que bambino anda escutando por aí, principalmente na escola, pois aqui em casa não é mesmo!

Toda sexta é dia de levar brinquedo para escola. Ele decidiu levar uma caminhão e eu já na quinta a noite disse que ele precisava dividir o brinquedo com todos, pra ele brincar com o de todo mundo também. Quando ele me solta: menos pra menina. Quando perguntei porque ele disse que caminhão é brinquedo de menino. Oi?? Como assim??? Disse pra ele que isso não existe. Todo mundo pode brincar de tudo.

Segunda situação foi um dia de domingo. Após o fim do culto ele estava na habitual corrida pela igreja. Bateu a cabeça no banco e veio me dizendo (e passando a mão na cabeça) que não foi nada. Detalhe, com uma vontade louca de chorar, controlando mesmo. Abaixei na altura dele e disse que eu tinha visto a batida, que se ele quisesse chorar ele poderia sim. Ele me solta que menino não chora. Fiquei pra morrer!!! Meu filho tão pequeno controlando a vontade de chorar porque alguém sexista e desinformado disse ao meu pequeno que ele por ser menino não poderia chorar!!

Eu disse pra ele que não era verdade. Todo mundo chorava, inclusive o papai. Foi o que bastou pra ele abrir o berreiro. E depois logo se recuperou.

Os vínculos, alicerces que estamos construindo com ele são muito importantes. Quero que ele tenha argumentos para poder se posicionar quando situações assim acontece. E como me senti impotente, meu filho sendo expostos a idiotices como essa.

Em pensar que eu não poderei estar ao lado dele 100% do tempo. Que cada vez mais ele mesmo terá que se blindar.

Que Deus nos ajude. Educação é tudo! E isso é dentro de casa.