27 de jan de 2015

Tamanho é documento?

Bambino nasceu com 45cm e 3.010Kg. Gordinho, porque era pequenino. As fraldas eram RN e usou um pouco de RN (apesar de não termos comprado muito). Na última ultra que fizemos o médico me disse "esse rapaz vai ser pequeno". E assim Gianlucca é rotulado desde útero, como pequeno.

Apesar de ter nascido de 39 semanas, de acordo com a DUM, eu desconfio que foi de 37, pois minha ovulação sempre foi tardia e as ultras sempre davam com um pouco menos do que a DUM. No entanto ele sempre foi considerado um bebê a termo.

Aí meu pequeno morto de fome começou a me sugar, sugar e sugar e logo estava grandão e pesadão. Lembro de certa vez estar na farmácia com ele e uma outra mãe com seu bebê veio me perguntar quantos meses ele tinha, quando disse 3 ela se assustou. Então perguntei quando meses o bebê dela tinha, eram os mesmos 3 meses. Gianlucca erá quase o dobro do pequenino. Eu disse que ele mamava muito no peito (eu fiquei constrangida com o desconforto dela, mãe tem dessas de comparar) e ela me disse que o dela era só no NAM. Bingo! Aí estava o porque. Mas entendo que impossibilidades acontecem, o que eu recomendo para qualquer mãe que não consegue amamentar é: vá ao banco de leite materno da sua cidade. Melhor do que qualquer fórmula.

Bambino estava na média dos bebês meninos (até nisso tem diferença, oh chatice!). Foi então que parei de amamentar por conta das dores de cabeça que tinha, fiquei 15 dias sem dormir com dor constante, tinha vontade de bater com a minha cabeça na parede (no entanto hoje eu faria diferente, priorizaria amamentação até 1 ano pelo menos, faltava tão pouco! Fui fraca. #desabafo). E juntando pouco sono + parada do peito o crescimento do bambino estagnou. Do primeiro ano até quase o segundo ano Gianlucca não cresceu, não perdeu roupa e não perdeu sapato. O MUNDO INTEIRO me dizia, nossa como ele é pequeno, pequenininho, toquinho de gente, e todas as variações possíveis.

Sério, isso me fazia mal. Ao Rodrigo também. Eu não aguentava mais ouvir isso, até porque eu achava ele pequeno também e quando reclamava para a pediatra ela dizia que era normal, que criança de 1 para 2 anos quase não cresce. Como assim não cresce? E todas as crianças que estão na sala dele nessa faixa etária, e são grandes? E perdem o sapato? O meu não perdia. Ficou 1 ano usando o número 18.

Mudamos de pediatra, e fomos fazer exames de sangue. Estava com deficiência de vitaminas que impactam no crescimento. Credito tudo isso a falta de peito + falta de sono. Sono é indispensável para o crescimento, não é possível crescer sem dormir. Estava também com baixo peso para idade dele.

Começamos tratamento com o pediatra e ele também nos encaminhou para o endocrinologista. Nessa momento que entrou na minha vida o médico velhinho de SP. Ele trata somente com homeopatia. Foi Deus que colocou esse homem no meu caminho. Fizemos tratamento com ele e depois paramos (depois de 1 ano e 6 meses) pela logística de ir para SP com bambino a cada 2 meses. Os remédios são caros, mas ele tratou o conjunto da obra: crescimento, sono, sinusite e rinite.

Gianlucca então começou a perder roupa e sapato. O dia que fui comprar mais roupa pra ele, eu não me aguentava de felicidade. Eu pensava: finalmente! Obrigada meu Deus.

Em Dezembro de 2013 voltei ao pediatra e ele pediu revisão dos exames de sangue, só para ver como as coisas estavam caminhando. Não queria fazer, e Rodrigo a contra gosto concordou. Como Gianlucca não ficou mais doente, eu não voltei mais ao pediatra, ate´o dia 04/12/14 quando eu precisei voltar.

Rodrigo não entrou comigo no consultório, sabendo da bronca por ter desaparecido por 1 ano e ainda voltar sem os exames que ele havia pedido. Sou como Ester, corajosa, e encarei o homem hahahah.

Ainda está abaixo da média tanto na estatura quanto no peso (peso bem menos), então lá vai bambino pra picadinha e RX para idade óssea. Levamos os resultados para o médico, tudo perfeito (exceto colesterol que está alto! Gente, não tem industrializado nessa casa, nem fritura!! Dureza!). No entanto ele tem potencial para crescer, exame de idade óssea comprovou isso. Lá vamos nós para a natação para ajudar no processo.

Eu hoje estou mais tranquila com tudo isso, por dois motivos (reparou que sempre tenho dois motivos?):
- Hoje ele tem perdido roupa e sapato. Sapato mais rapidamente que roupa, a cada 2 meses temos que trocar.
- Já me convenci que tamanho não é documento. Sou a prova viva disso! Tenho 1,52 de altura, sempre fui a menor da turma, mas nunca deixei de fazer nada que eu queria por isso. Até rapel em pleno prédio de 13 andares em SP eu já desci! Eu não teria sucesso como jogadora de volei profissional, mas nada me impediu de jogar volei, e participar de um campeonato escolar (ok, foi ridículo com esse tamanho no meio dos outros jogadores gigantes, mas nunca me importei com o ridículo mesmo hahahaha). Porque sempre temos que estar "na média"?? É um máximo sair da média, pelo menos em alguns momentos da vida. Deve ser muito chato sempre ser e estar na média.

Lógico que vamos priorizar a saúde dele, dar maneiras que ele desenvolva todo o seu potencial em qualquer coisa que ele quiser, inclusive tentar que ele cresça como deve crescer.

No entanto hoje quando me perguntam a idade dele, e em seguida eu escuto: que pequenino, eu logo emendo: mas é furação de inteligência e sagacidade. E nesse quesito, ele transborda!

23 de jan de 2015

O dia que quebrei o nariz

Era dia 28/01/13 e comecei a passar muito mal no trabalho. Resolvi que iria embora mais cedo. Quando cheguei, para priorizar o bambino, resolvi que iria ao médico no outro dia pois ele estaria na escola.

No dia seguinte, uma terça, Rodrigo levou Gianlucca até a escola e foi atender um cliente rapidamente. Eu já tinha vomitado a noite toda e minha ultima refeição tinha sido somente o almoço do dia anterior.

Pois bem que Rodrigo se demorou um pouco mais e eu resolvi que iria até o mercadinho que ficava duas quadras de casa, para comprar um suco de uva (tenho um caso antigo com suco de uva). O suco de goiaba que estava na geladeira não me servia naquele momento.

A falta de comida não me fez refletir que isso não era boa ideia. Estava 24horas sem comer, vomitando e era perto de meio dia. Moro em uma cidade quente que é uma tristeza!! Não poderia dar boa coisa, não é mesmo?

Pois bem que fui, comprei e no caminho de volta desmaiei no meio da rua. Primeiro detalhe cruel: estava de vestido. Segundo detalhe cruel: quando acordei estava ainda na calçada do mesmo jeito que havia caído, meu óculos longe longe e eu largada na calçada. Meu primeiro pensamento foi: preciso me levantar ou passarei o dia ao léu nesse chão quente.

Quando me sentei na calçado comecei a sangrar, era meu nariz. Além dos ralados na mão e nos joelhos. Mas foi muito sangue. Assim chamei uma senhora do outro lado da rua e ela me trouxe uma toalha. Nisso um homem parou e ligou para Rodrigo. Esse homem me levou até a casa dele e sua esposa me ajudou enquanto Rodrigo chegava. Até esse momento, apesar da dor, estava calma.

Rodrigo chegou, me colocou no carro. Foi só virar a esquina eu comecei a chorar como criança. E entre soluços dizia que ninguém havia me socorrido, e se eu não tivesse sentado e pedido ajuda estaria lá até os dias atuais. Hoje revivendo a historia ainda choro, mas de rir. Hahahahha

Rodrigo me perguntava porque afinal eu estava chorando, se dor ou por ninguém ter me socorrido na hora. Os dois ora bolas!!

Chegando no hospital contei para a medica tudo o que havia ocorrido, inclusive 24hs de vômito. Ela me receitou dipirona e dramim. Quando perguntei se ela não iria pedir um RX para o nariz, ela deu uma apertadinha no meu nariz e com seus dedos biônicos viu que não tinha nada.

Depois de 2 dias e com nariz completamente inchado fui até uma clinica de ortopedia e lá fiz a radiografia. Nariz quebrado!! Fui então até o cirurgião plastico e ele me disse que como havia passado muito tempo eu teria que esperar 6 meses para operar. Se naquele dia da medica ao invés de usar os dedos biônicos, tivesse feito o exame que pedi, poderíamos ter resolvido no mesmo dia.

Prometi ao médico que em 6 meses voltaria para arrumar meu nariz. E como sou pontual, cumpri minha palavra nesse ultimo dia 14 :-))

E o médico não quer operar. Disse que é muito pouco pelo tamanho da cirurgia, terá que raspar e depois quebrar meu nariz novamente, pra ele não compensa o sofrimento (devido quebrar de novo ela é bem sofrida).
Fiquei desapontada, confesso. É algo que me incomoda. Quando estou de óculos ele cobre, mas sem eu fico incomodada.
Assim que minha miopia estagnar eu pretendo fazer a cirurgia de refração e então não vou mais usar óculos, e como ficarei?!?

Paciência, nem tudo é como queremos.

Hugs

20 de jan de 2015

* 8 Anos ***

E hoje completamos 8 anos de casados. Entre ter "ficado", namorado e noivado são 10 anos. E eu acho um bocado de tempo, pra ser bem honesta. Ainda mais para Rodrigo, que sempre dizia que não ficaria em relacionamentos longos (ele me dizia isso quando ainda eramos somente amigos, sem qualquer interesse haahah).

São 8 anos que, sendo muito honesta, não foram fáceis. Desses anos metade deles bambino está na nossa vida, e realmente mudou muita coisa. As prioridades se inverteram, o foco, os desejos, os sonhos e o futuro.

Hoje nosso projeto maior é como família e não como indivíduos em separado. Claro que a família é feita da individualidade de cada um e isso precisa ser respeitada. Mas não é mais somente a minha vontade, ou do Rodrigo. Agora é necessário uma convergência de projetos, e isso aqui em casa mudou mesmo depois que Gianlucca nasceu.

Algumas frustrações, que antes não existiam passaram a ser presentes na nossa vida. Outras que eram monstros na vida a dois, hoje sequer são relevantes.

O fato é que nesses 8 anos eu me casei muitas vezes com o mesmo marido. Já tivemos crises difíceis de serem superadas, que nos demandou muita atenção e coragem para seguir em frente. Houve momentos que a parte mais fraca fui eu, outros foi ele o que nos permitiu que sempre um de nós estivesse forte o suficiente para seguir em frente e ainda levar o outro. No entanto o companheirismo nunca nos abandonou.

Sempre digo que Rodrigo é meu amigo que se tornou o meu amor, mas não deixou de ser meu amigo. Não existe aqui em casa uma relação de competição (sério, tem gente com casamento baseado em competição, eu conheço). Aqui não importa quem ganha mais, quem faz mais, quem viajou mais quem tem mais roupa. Aqui tudo é de todo mundo.

Nesse mais um ano que se inicia como casal, o que desejo para nós é que não nos falte paz e amor.




16 de jan de 2015

Polenta Cremosa com Linguiça

Deus é testemunha de que não sou muito boa no quesito fogão. Aqui em casa eu faço, mas não é aquela intimidade, exceto doces e principalmente bolos.

Mas ando me aventurando bastante na cozinha, mudando rotinas e ingredientes. Com a dificuldade de bambino comer (voltarei ao tema, preciso escrever sobre isso!), eu tenho me arriscado mais.

Mas olha, eu me esforço. E mesmo assim os salgados dificilmente ficam bons. Rodrigo que é muito bom de fogão (sério, cogitamos dele se inscrever no MasterChef), fica me "massacrando" nos detalhes. Sempre vem ver se o sal está bom, se o ponto da carne é esse mesmo e tal. Mas OK, sou aprendiz mesmo.

Tem outro detalhe, não gosto de me demorar. Então resolvi compartilhar uma receitinha do Rodrigo muito fácil, essa até eu acerto (e olha, eu não sei fazer sopa!!) e rápida para aqueles dias de caos e cansaço.

Polenta Cremosa com Linguiça

1 litro de água + 2 xícaras.
1 xícara e 1\4 de fubá (sempre procuramos os produtos que não são transgênicos, nem sempre tem, mas tentamos).
Sal e pimenta a gosto
Alho e cebola a gosto
500grs de linguiça (priorizamos as caseiras ou feitas em açougue. Livres de nitrito e nitrato)
1 pacotinho de molho de tomate

Na panela de pressão você frita o alho e a cebola e quando estiver frito coloque 1 litro de água para aquecer.
Separado, dilua o fubá nas 2 xícaras de água e depois coloque na panela de pressão junto com a outra. Nesse momento acerte o sal e a pimenta. Misture tudo muito bem.
Coloque na pressão por 5 minutos (mas 5 minutos de pressão mesmo, o tempo de "pegar" a pressão não conta).

Enquanto isso, hora de preparar a linguiça (ou antes se preferir). Eu tiro a pele (super fácil quando ela não está congelada) para ficar bem distribuída no molho, não em pedaços grandes.
Frito bem e depois coloco o molho de tomate com um pouco de água e deixo apurar um pouco. Verificar o sal, eu particularmente não coloco, pois a linguiça é bem salgada.

É isso! Tirar da pressão e colocar no prato com o molhinho por cima. Se quiser dar um upgrade de saúde, acrescenta um pouco de azeite por cima já no prato.

Rápido, barato e como diz bambino "dilicia"

Buon Appetito!



13 de jan de 2015

Essa tal felicidade que insiste em ser sazonal

Depois que bambino nasceu eu fiquei muito tempo sem menstruar. Pois logo após meu 1º ciclo pós parida eu coloquei Mirena e isso bloqueou os meus ciclos.
Desde que tirei, as coisas voltaram ao normal, dentro do que era normal. Ciclos longos, dores nos seios e TPM.

A minha TPM vem acompanhada de um quadro leve - digamos assim - de momentos down (um pouco de melancolia). E nesses dias o bicho pega! Porque nada vira tudo, os kilometros ficam longos e mais longos, o cansaço fica gigante! O saco cheio fica tão pequeno.

Dias desses nessa fase incrível de vida :-/// eu fiquei pensando que ando muito triste. Que antes eu não era assim e onde me perdi no caminho da felicidade (ok, super down).

E Deus é tão perfeito que tudo relacionado a felicidade começou a pipocar na minha frente. Li artigos ótimos, passagens bíblicas memoráveis e tudo relacionado a isso.

E nada desse papo que a felicidade é o caminho, e não destino (apesar da verdade absoluta que essa frase é). Foram coisas mais profundas.

Hoje todos são obrigados a serem felizes. É a tal da ditadura da felicidade, que começou com as redes sociais, onde se mostra somente o bom e o belo. Não é permitido ao ser humano ser infeliz, sequer por alguns momentos (não sei de onde isso surgiu, mas OK). E isso nos traz infelicidade, pois não é possível ser feliz o tempo todo. Vejo ironia nesse processo, a felicidade completa nos torna infelizes.

A busca por essa felicidade constante gera dois problemas: primeiro o aumento do uso de drogas para sempre estar bem, os antidepressivos da vida. E o mais triste disso, isso tem afetado inclusive as crianças!! Surge aqui a famosa medicalização, tudo se tornou patologia. E coloco algo que li que representa muito bem: "A medicalização é um sintona de uma sociedade que vive muito em função do prazer pelo prazer, não tolera e não suporta o sofrimento, não sabe lidar" diz Loiva Maria de Boni, mestre em psicologia social pela UFRS. (fonte matéria UOL).
O segundo problema, a crise que é a grande motivadora de reflexões e assim combustível de mudança, deixou de existir na nossa vida. A batalha, seja ela qual for, que nos faz amadurecer, crescer, evoluir e ajudar aos outros com nossa experiencia.

Um exemplo que gosto muito sobre a infelicidade é de Ester. Não há como me esquecer da minha primeira bíblia que minha mãe me deu quando aprendi a ler, lá tinha a historinha (que é na verdade um história gigante!) da corasoja rainha Ester.
Éster uma jovem bonita, que perdeu pai e mãe. A bíblia não entra em detalhes do que houve para que ambos morressem, mas eu não consigo dimensionar essa dor.

Seria Ester feliz?!? Eu duvido. Só por isso eu realmente duvido que ela viveu esses momentos com um sorriso aberto, que não se permitiu o luto e viver um pouco infeliz.

Não bastasse isso, ela foi "selecionada" para concorrer a vaga de rainha. Passou 1 ano se cuidado para impressionar o rei. Praticamente uma mercadoria. Mas ela era mais do que isso! Ela era corasoja!!
Por instrução do homem que a criou, ela não revelou sua origem, que era uma judia. Mas pera aí, cadê a coragem?!? Renegou ao seu povo?
Ester foi então a selecionada, e se tornou rainha. Mesmo assim manteve o silêncio sobre sua origem.
Quando seu povo corria risco, ela se arriscou por eles! Arriscou agora o seu bem estar físico, seu status social e tudo o mais que isso envolvia, afinal ela era uma rainha. E pediu ajuda ao rei, que a amava tanto que creio que nem se atentou ao seu silencio inicial e a ajudou.

Coloco-me então no lugar da minha querida Ester. Além de perder os pais, como eu me sentiria tirada do meu lugar, do meu povo para ficar 1 ano trancada me "purificando" (como diz a bíblia) para um homem que eu sequer conhecia? Sendo tratada como algo passível de escolha? E se não desse certo e não fosse a escolhida? E porque eu tenho que ser escolhida e ambos não podemos nos escolher? E ficar calada sobre quem eu sou? Juro, não seria nada feliz!

E saindo dessa história, e quantas e quantas outras que aconteceram e ainda acontece e não sabemos?

E se analisar a vida de Davi? Jesuiiss oh homem pra sofrer!

Realmente não precisamos estar bem todos os dias, como se estivéssemos acabado de saber do nosso amado positivo, ou que ganhou um carro novo. Ou então como se o marido tivesse feito o jantar, limpado a casa, lavado e passado a roupa enquanto você passou o dia no SPA? (estou aceitando essa ultima viu :-))

Não! Depois do tanto que refleti sobre o tema, resolvi que vou me permitir ser infeliz de vez em quando! E não vou ao psiquiatra não!

Certa vez eu estava bem brava com a vida. E em casa Gianlucca me perguntou se eu estava feliz e eu fui muito sincera, disse que naquele dia eu não estava não. Que bom que fui honesta, sem refletir sobre o tema eu mostrei ao meu filho que a infelicidade existe, e ela faz parte da vida.

Se a infelicidade fizer de ti um murmurador e rancoroso eu não te desejo não. Mas se você faz parte do time que faz de um limão uma limonada, que acredita nos propósitos de Deus e caminha mesmo não vendo caminho, eu desejo boa infelicidade a todos nós. E que ela nos traga ensinamentos, reflexões e nos aproxime mais e mais de Deus.

PS - Sim, existem quadros depressivos que necessitam de intervenção com medicamentos e terapia. Não me refiro a isso. Esses casos é mandatório que sejam tratados. O que me motivou a escrever sobre isso é a banalização, que hoje existe. O que me fez pensar que o eu estava sentindo era patológico, quando na verdade só sou eu vivendo.

Hugs

9 de jan de 2015

Meu filho não dorme, e a culpa é (parcialmente) minha!

Gianlucca não é chegado nos momentos de descanso. Ele não gosta de perder tempo dormindo, essa é a minha sensação.

Muitas e muitas vezes dormiu as 23hs (depois de muita luta) e acordou as 3hs dizendo que já estava descansado e queria brincar.

Já disse um pouco aqui sobre como o sono é importante, como me impacta, como me tira de órbita e sendo assim como eu sofro com tal situação. Me tire a comida, me dê gêmeos coliquentos pra cuidar durante o dia, me obrigue a fazer atividade física, mas peloamordeDeus, não me deixe sem dormir!!

E eu surto, principalmente no fim da semana onde já estou esgotada. Eu já fiz de um tudo. Já estabeleci rotina sendo brincadeira pra ter nosso momento juntos,  banho pra relaxar, historia pra imaginar, leite quentinho, massagem (ele gosta só nos pés) e depois ficar quietinho pra dormir.

Funciona um ou dois dias! Depois ele pega fogo outra vez!

E aí eu seguro no colo, pra tentar ninar, depois volta pra cama e ele não quer ficar deitado, aí eu seguro na cama pra ele não levantar, e ele esperneia e as vezes tenta me empurrar, e eu entro com a ameaça (brinquedo, desenho, piscina, etc) e depois desse looping ele dorme. E eu estou completamente desgastada, querendo chorar de cansaço (sim! Eu tenho vontade de chorar de tão cansada que me sinto) e de culpa, né?!? Não gosto de ser a louca do sono!!!

Pausa
Quando estou em casa, Gianlucca não aceita nadinha do pai, tudo sou eu. Assim quando ele acorda, sou eu que vou acudir.
E demoro horrores pra pegar no sono novamente, pois a cabeça fica pensando em 50 mil coisas. Nível de ansiedade a mil por conta de algumas coisas.

Corta e volta para o foco!

Aí que a culpa dessa bagunceira toda é minha. Parcialmente, claro! Pois bambino é noturno como o pai. Isso é ponto entendido em casa!

Lendo alguns artigos sobre attachement parent, me deparei com algo que eu mesma não estava percebendo. Eu não estou sabendo ler meu filho, interpretar! O que ele tem a me dizer sobre essa situação?!?

Outra coisa, estou traumatizado o menino! Dizendo pra ele que dormir é ruim, ele está linkando esse looping louco com o hábito de dormir!

Mas ele não pode dormir pouco, isso é fato! Ele precisa de muitas horas de sono, é de extrema importancia para crescimento! Já passei por situação difícil dele não crescer!!

E como resolve? I don't know.
Ainda não descobri

E que Deus me ajude a saber como resolver!


3 de jan de 2015

Sobre Disponibilidade

Estou refletindo muito sobre disponibilidade. E não só no q
uesito filhos, mas com a vida.

Usamos (ou não) dela algumas vezes durante a vida e creio que é algo extremamente pessoal. As vezes o que é disponibilidade para uns, não é para outros.


Afinal o que é disponibilidade? Além de estar disponível, o dicionario traduz como ao que está desimpedido.

Não se faz mãe e pai aquele que padece da falta de disponibilidade. Porque a maternidade/paternidade ativa se exerce sendo desimpedido. Aprendi isso maternando.

Por mais que me considerasse uma pessoa disponível com a vida, eu só fui entender isso na exaustão do maternar.

Na minha visão, no meu entender, quando não se está disponível deixa de ser mãe e pai e passa ao papel de genitor.

É na exaustão do entregar, fusionar e do permitir que a criança pega o seu cheiro (como diz minha mãe), sua maneira. E o amor floresce.

Isso é extremamente cansativo, pois mais do que físico a entrega precisa ser emocional. É como a amamentação, você é sugada e muitas vezes ao ponto de se perguntar "onde estou?" "cadê o indivíduo que estava aqui, com seu nome, RG e toda singularidade?"

Muitas dos meus dias me levam à exaustão. Alguns pelo ritmo de vida louco. No entanto quando estou em casa com Gianlucca muitas vezes fico mais exausta ainda. Isso porque ele me quer, me demanda, me cheira, me precisa!  E não se trata de limpar e organizar a bagunça dele, ele precisa da minha presença, do meu cheiro, me chamando 50 mil vezes só pra me mostrar algo, ou pra sentar ao lado dele. Já perdi a conta das vezes que ele me disse que eu não precisava lavar a louça, roupa, chão e o que quer que seja. Precisa mesmo estar ao lado dele.

Das muitas coisas que bambino me ensinou nesses 3 anos e 10 meses a disponibilidade é uma das mais preciosas lições, mesmo que muito dias essa minha conta não feche!

Obrigada filho!