6 de dez de 2016

Hoje plantamos o futuro

Estou no meio de um processo de coaching. Processo esse que demorei 3 anos para fazer por algumas razões.
E sabe que coaching é meio que uma terapia, só que com foco profissional. Dentre das muitas coisas que estou fazendo lá, fui obrigada a olhar o meu passado. O que eu fazia quando criança, quais eram os meus talentos, o que eu sempre tive facilidade em fazer, coisas assim.

Que mergulho surreal, sério. Comecei a me dar conta de coisas que até então eu nunca tinha me dado o direito de pensar e refletir. Ao me ver criança novamente tive um choque de realidade.

Sempre soube que estou guiando dois cidadãos do mundo, que nossas escolhas impactam diretamente a vida dos nossos filhos, que estou dizendo a eles todo dia o que é importante e o que não é através das minhas ações. Mas olhar de forma crítica para minha infância e adolescência me trouxe a tona um choque de realidade incrível.

Onde eu estava quando tudo o que eu precisava era sonhar, brincar, idealizar, viver sem me preocupar com o futuro, ser apenas eu e minhas potencialidades? O que impactou na minha vida hoje tudo o que eu não vivi?

O futuro é plantado diariamente, com ações e com dedicação. Imersa na minha correria diária, com meus compromissos infindáveis, com o garantir o mínimo talvez eu tenha me esquecido que não estou dando a oportunidade dos meus filhos exercerem suas potencialidades. E não estou falando com o foco no mercado de trabalho, pois eu tenho a máxima na minha vida que não estou criando filhos para o corporativismo.

Estou incentivando que eles brinquem o suficiente? Que eles sonhem o suficiente? Que se machuquem o suficiente? Quais portas estou permitindo que eles abram?



Isso ficou ecoando dentro de mim e muitas respostas vieram. Só estamos começando as mudanças por aqui.



22 de nov de 2016

A Cama Compartilhada

Eu compartilho cama com os meus filhos. Isso surgiu ainda com Gianlucca, na necessidade física de descanso.

Gianlucca era um bebê (e depois uma criança) que pouco dormia. Negócio dele era sentir que alguém estava perto dele, presente. Ele é alguém que precisa de presença, é grudento. Eu amo (apesar de alguns momentos querer um pouco de individualidade, confesso).

Já deixei ele chorando no berço pra ver se dormia (e hoje sinto um enorme pesar por ter praticado isso com ele), acontece que quanto eu mais tentava, mais dava errado. Tem crianças que dormem bem sozinhas, outras não. Ele era (e é) do grupo que não. Sempre me apego ao fato que ele vai chegar na adolescência (em breve meu Jesus Cristinho) e não vai querer mais a mãe grudada nele.

Então que dado todo o trauma adquirido com Gianlucca, veio Giuseppe. Eu sempre pensei, e falei pra todo mundo, que eu já não dormia para um, dormir para dois seria moleza já que eu estaria acordada mesmo. No entanto fui decidida a compartilhar cama com Giuseppe.

Montei o berço do Gianlucca, comprei um colchão novo, no entanto em 12 meses Giuseppe nunca dormiu lá. Desde que saiu da barriga dorme comigo.

Isso facilitou (e ainda facilita) a amamentação. Não raro durmo com os peitos com fácil acesso, ali mesmo ele mama e ali mesmo ele larga, e eu continuo com a vida normal, pois no outro dia eu vou levantar antes das 5 da manhã. Apesar de ter grandes benefícios para ele, a cama compartilhada é pra mim vida. Eu preciso dormir e faço enquanto ele mama.

Eu super recomendo a cama compartilhada, mas ela precisa de algumas ações:

1 - Você precisa querer, não é algo que você fique brigando contra. Ou se entrega, ou não rola.
2 - Seu companheiro precisa estar nessa mesma vibe, afinal a cama é dos dois.
3 - você precisa adaptar a cama, pra evitar acidentes. Aqui em casa eu encostei a cama na parede, é esse lado que ele dorme.

A pergunta que não quer calar, e como fica a intimidade do casal? A verdade é que querem dizer, como fica a vida sexual, né não? Olha, a frequencia de relação sexual com um bebê em casa já é bem reduzida, devido os hormônios e o cansaço. Não é o lugar em si que diminui a frequência. Por aqui continuamos a fazer sexo, mas não  na cama, é só se reinventar.

No mais, seguimos firmes e fortes com todo mundo dormindo amontoado, mais ou menos assim:


8 de nov de 2016

A Pausa






Nem parei pra fazer as contas de quanto tempo fiquei sem escrever. Tenho mania de quantificar tudo em números, mas estou querendo mudar isso, ou pelo menos minimizar.
Parei de escrever por uma necessidade interna mesmo, precisava ficar quietinha. Tenho me recolhido, e na verdade depois desses meses e várias situações que passei tenho percebido que o tanto que me recolhi ainda foi pouco, tô precisando de mais.

Um mergulho interno, pra seguir em frente com a vida, com os sonhos e com as coisas todas que me fazem EU. Preciso me reconhecer mais rapidamente, me deixar acreditar mais em mim e nas minhas potencialidades.

Não, isso não é um adeus, apesar de parecer.

Pretendo escrever todas as terças, pelo menos quinzenalmente. Veremos se consigo manter esse compromisso comigo mesma. E se eu não tiver o que falar, postarei uma receita :-))

Eu nunca fui de muito reclamar, mas analisando alguns últimos acontecimentos percebi que tenho feito isso mais do que eu deveria. Talvez as atitudes alheias estivessem me influenciando demais e parando para pensar cheguei a conclusão que eu não posso deixar que os outros influenciem a maneira que eu devo agir. Aquela história de reação apenas, não me cabe mais. Quero ser diferente, e quando eu decido eu sigo naquilo que eu bati o martelo.

E vamos nesse jornada novamente. Tenho muito o que contar e mais ainda o que agradecer

14 de mar de 2016

Tempo de Aquietar

Eu estava no meio da gestação do Giuseppe quando essa vontade começou a ganhar força em mim, o tempo de aquietar.

Comentei com marido que iria parar um pouco de escrever, era uma necessidade vinda de dentro. Logo eu que amo ler e escrever.

O blog na verdade nunca me tomou muito tempo. Enquanto estou trabalhando faço os textos no trânsito (que ainda faz parte da minha vida). Também escrevo relativamente rápido, vem de dentro.

Passou a ser mais uma necessidade interna do que algo a ter que diminuir da minha rotina.

Tenho tanta coisa ainda por escrever. Estou ensaiando um texto sobre feminismo e o evangelho de Cristo há tempos! Tenho rascunhos de artigos de attachement parent que estava traduzindo para compartilhar, tenho ainda rascunhos sobre alimentação funcional, cama compartilhada, Gianlucca e suas peripécias e tanta coisa mais.

A verdade é que minha vida está passando por uma transformação profunda, iniciada na gestação do Giuseppe. Quando saí da maternidade com a sensação de que só estávamos começando, era a mais pura verdade.

Como aquietar em meio a um processo de mudança tão profundo? Parece loucura né?! Mas como diz a bíblia, Deus chamou as coisas loucas desse mundo para confundir as sábias (1 coríntios 1:27).

Seguindo a ordenança do Salmo 46:1 de aqueitar e saber que Ele é Deus venho aqui escrever que vou dar um tempo.

Não sei por quanto tempo, se dias, semanas ou meses. Mas faço isso por mim, com o coração um pouco sentido é verdade, pois aqui fiz grandes amigas e quero manter contato com todo mundo. Mas é preciso.

Seguirei acompanhando todo mundo, afinal leitora eu sempre fui.

Fiquem com Deus e beijo nas crias.

7 de mar de 2016

Brinde ao Gianlucca

Hoje meu primogênito faz 5 anos! Meia década.

Ele que me encheu de vida.
Ele que é a prova viva que Deus faz milagres
Ele que as vezes me enlouquece
Ele que acorda dia sim e outro também de muito mau humor
Ele que fala gritando
Ele que ama macarrão
Ele que reclama todas as vezes do arroz integral,  mas mesmo assim come
Ele que ama nadar
Ele que diz que o irmão é seu melhor amigo
Ele que as vezes pede para o irmão entrar na barriga e não cortar mais
Ele que ama trabalhar, mesmo que de brincadeira
Ele que ama dormir de conchinha
Ele que pede pra não respirar nele quando está de conchinha
Ele que sempre termina uma frase com "não é mesmo?"
Ele que quase nunca muda de opinião
Ele que diz que é meu amor
Ele que fala que não é mais meu amigo quando está bravo
Ele que manda audio no whatsapp perguntando se o amamos
Ele que mudou minha órbita, sim, a verdade é que desde que ele chegou minha órbita mudou. Meus interesses mudaram, sou outra pessoa. Desde que ele chegou meu relacionamento com Deus é outro,  meu entendimento do amor de Cristo se transformou, as relações humanas mudaram. Ele chegou e tudo mudou.

Só sou o que sou também por ele.

Gratidão a Deus é o que sinto.


21 de fev de 2016

Os 100 dias de Giuseppe

Gente, sou completamente apaixonada pelo meu segundinho. É como se ele sempre tivesse feito parte da nossa familia. É um negocio tão louco, mas tão louco que não sei como vivemos sem ele todos esses anos.

Ele ainda tinha uns poucos dias quando fui ao mercado com ele. A pessoa do caixa me perguntou se só tinha ele, disse que não, ela então me diz que sempre amamos mais os menores. Discordei na hora.

Hoje sendo mãe de dois posso afirmar categoricamente: amo meus filhos de maneira igual! O que difere um do outro são as necessidades e disponibilidade. Giuseppe demanda mais.

Amor pelo filho é um negocio louco. Impossível dimensionar. Mesmo assim os momentos ruins acontecem, de cansaço, saco cheio, desejo absurdo de 10 minutos de individualidade. Nada disso diminui o amor. Só vivendo pra saber que sentir tudo isso junto e misturado não é ser bipolar :-))

Giuseppe chega a esses 100 dias de maneira deliciosa. Ele é todo delicinha. Até Gianlucca diz que ele é fofinho.

- 100 dias de peito tipo "free refil". Não nego nunca, independente de onde esteja.

- 100 dias que sabe que noite é pra se dormir. E nada foi doutrinado. Claro que tomo alguns cuidados, como não conversar com ele a noite quando acorda, não troco a fralda (exceto quando tem numero 2, mas ele não costuma esvaziar o reservatório a noite), não acendo a luz, etc.

- teve poucas cólicas, graças ao meu querido Deus.

- tem loucura pelo irmão. Batem altos papos.

- já foi "agredido" pelo irmão, mas sem querer, segundo o advogado do Gianlucca (vulgo, meu pai).

- acorda sempre de bom humor (que Deus conserve).

- não pega mamadeira. Minha mãe já tentou, sem sucesso.

- o mesmo para chupeta!

- ao escutar a voz do pai ele para de mamar. Mesmo que seja audio do whatsapp.

- tem o olhar mais profundo que conheço. Fala com os olhos.

- desde que nasceu se mostra muito atento ao mundo a sua volta.

- segura a cabeça faz um bom tempo. Tenta sentar.

- ainda não rola, mas me acha na cama e encosta em mim.

- conversa muito

- dentes de baixo apontaram com um pouco mais de dois meses, uma judieira.

- ama colo e tem em livre demanda.

- me ajuda a fazer comida, varrer a casa e a chutar bola com o irmão, tudo no Sling.

- assiste TV e presta super atenção, para meu desespero.

- mama intensamente e olhando nos meus olhos. Não aceita dividir atenção enquanto mama, se não estou focada nele larga o peito a cada sugada e reclama. É incrível.

- Dorme no peito, e amo esses momentos de ter ele agarrado no peito com os olhos fechados e segurando o meu dedo.

Ao olhar pra ele tenho uma satisfação enorme! Valeu a pena as 30 horas de parto e os 45 dias dr perrengue com o peito! Ele veio e me mostrou que sou mais forte do que eu imaginava ser, porque tem coisas que só os filhos podem nos ensinar.

A foto está escura, por questões de "segurança" virtual. Uma chateação isso, mas...


12 de fev de 2016

Dicas de uma dona de casa mal sucedida.

Eu já  contei aqui que não sou boa dona de casa. O post chama "louca do paninho" mas não vou conseguir linkar.

Lá resume um pouco como eu não dou conta do trabalho de casa. Mas tenho dois filhos,  ajudas eventuais (da minha mãe ou de alguém que vem fazer uma faxina esporadicamente). Como é que faz?

Então,  resolvi compartilhar aqui como estou me organizando.  Nem acredito que vou escrever esse post, pois não tenho moral pra ajudar ninguém nesse sentido hahaha

Teve alguns dias que fui dormir muito frustrada por não conseguir dar conta do recado. Afinal Giuseppe mama de hora em hora,  quase não dorme e ama colo, além de Gianlucca que precisa de mãe também.

Aí eu percebi que minha frustração era devido ao fato que eu queria fazer tudo em um único dia, claro que não rolava mesmo!

Sendo assim me organizei da seguinte maneira:

- procuro arrumar a cama assim que levantamos. Se não é feito nesse momento a próxima tentativa acontece só no outro dia pela manhã.

- a louça procuro lavar logo que uso, estou fazendo comida e lavando o que estou usando. A louça do jantar sempre fica para o dia seguinte, durante a pequena soneca da manhã e enquanto bambino vê desenho. A noite nunca consigo lavar,  Giuseppe demanda demais a partir das 19th (vai anoitecendo ele vai entrando no modo noite, ou seja, peito, peito,  peito e cama).

- segunda é o dia oficial de lavar o chão da cozinha de dar aquela geral na geladeira e armários.  Não faço na da além disso na segunda.

- roupa eu lavo as quintas.  Se secar, já tento dobrar e guardar.  Não passo roupa.  Até tentava antes, e chegamos ao ponto de te r mais roupa na pilha pra passar do que no guarda roupa. Agora passo quando vamos usar e olha lá!  Muitas delas só visto,  inclusive os meninos.

- caso não consiga guardar a roupa na quinta, faço na sexta.

- banheiro é lavado e faxinado mesmo na sexta. Outros dias recolho o lixo e dou um pequeno "pega" dia sim, dia não.

- casa eu tento varrer todos os dias.  Pano eu passo duas vezes na semana, quarta e s sábado. A hora que Giuseppe começar a ficar no chão vai ter que voltar a ser diariamente.

- comida eu faço jantar pra que dê para o almoço do outro dia. Assim é só esquentar.  Não rola comida fresca no almoço da semana, ou Gianlucca perde a escola (ele vai após o almoço). Soneca do Giuseppe è muito curta (de 15 a 20 minutos).

- quintal vê água só quando minha mãe se compadece dele.

Aí você me pergunta,  kede marido pra ajudar? Está viajando e sem ele me viro assim.

Claro que tem dia que não faço nada, como hoje que estou aqui escrevendo enquanto meninos dormem, e a louça está lá na pia esperando amanhecer, a roupa de ontem que foi parcialmente guardada e a outra parte está esperando no sofá ou mesmo o banheiro que verá água somente amanhã.

E eu vou é dormir tranquila,  pois não sou bem sucedida mesmo

5 de fev de 2016

Nasce um irmão

E Gianlucca foi promovido a irmão mais velho. Desde a gravidez tentamos trabalhar isso nele, que teríamos um Bebezinho em casa.

Mas enquanto estava na barriga era difícil de dimensionar como ele receberia. Na gravidez ele aceitava bem e no final já estava ansioso pra ver o bebê fora da barriga.

Gianlucca conheceu o irmão somente em casa. Isso porque quando ele foi na maternidade e eu ainda estava em trabalho de parto, ele não queria vir embora. Achamos melhor ele não ir na maternidade, pois com o bebê lá ele não iria mesmo querer voltar pra casa e nos deixar na maternidade.

Quando cheguei em casa inicialmente ele ficou sem jeito de chegar perto.do Giuseppe. Mas ele pulava de felicidade no sofá.

Carregou, beijou, fez carinho.

Com Giuseppe as reclamações iniciais foram que ele mamava demais (até hoje hajaj) e chorava. Não entendia por que ele não andava, falava e não tinha dentes hahahja.

Não demonstra ciúmes. Quando Giuseppe está reclamando ele vem correndoe dizer que ele quer mamar. Quando estou bo banho me mantém informada de como ele está (se chorando, se o pai carregou, se está fazendo força, etc).

Mas nem tudo são flores. Tivemos retrocessos. Antes não gostava de colo, agora ele pede. Precisei voltar com a ajuda na hora de comer, ou come muito mal se não ajudar. Ficou mais chorão, coisa rara para Gianlucca que nunca foi de chorar. Ah, está teimoso demais!

Mas vejo como muito positiva a recepção e a relação dos dois. Quero que eles sejam amigos!

Giuseppe procura o irmão e dá sorrisos. E Gianlucca vem todo feliz me dizer que Giuseppe gosta dele :-))

Eu não poderia ser mais abençoada!!






31 de jan de 2016

Sobre Cansaço

Ser mãe cansa. Parece óbvio, mas é a mais pura verdade :-))
E como diz meu marido, o óbvio também precisa ser dito hahaha


Claro que tudo nessa vida nos leva ao cansaço.  Seja trabalho,  as atividades de casa, um esporte. Mas a diferença é que na maternidade esse cansaço não te permite parar,  não importa o quanto cansada você esteja, alguém vai precisar de você.

Sim, a sua maternidade gerou em alguém a paternidade,  e isso deve ser dividido,  no entanto a mais justa das divisões de tarefas e cuidados não será igual.  Marido vive dizendo que não tem leite, se pudesse iria amamentar. Mas não tem jeito, na hora da fome é você e você.

As vezes a idealização da maternidade não nos permite refletir sobre o quanto tal missão vai levar você ao limite. Eu não  trabalhei isso em mim quando estava grávida do meu primeiro filho, e tudo o que eu pensava nas minhas noites insones era: "quando isso vai acabar".

Lógico que elevado a potência de um baby blues. Uma briga insana de fazer meu filho dormir no berço (e o fato dele não dormir, que elevou meu cansaço de ficar acordando muito e a frustração de não "conseguir"), uma falta de confiança em mim mesma, tudo isso me fazia querer que o tempo passasse rápido.

Dizem que o primeiro mês de um bebê é punk. Eu diria que os 40 dias que são!  Esses demoram demais pra passar,  o cansaço parece persistir de um modo avassalador.

Mas como marinheira de segunda viagem eu posso te garantir,  ele sempre vai voltar :-))

Não é terrorismo,  é um conselho.  Prepare-se para o cansaço e para alegria de ter um sorriso banguela.

19 de jan de 2016

Quando o costume fala mais alto que os fatos

Feliz 2016!!!

Eu tenho um monte de post no rascunho, que não tenho conseguido terminar e não planejava iniciar o ano no blog com um post da seção "blogterapia" mas vamos lá.

Passei aquele perrengue todo com a amamentação e por convicção minha e do marido não fizemos complementação. Seria mais fácil deixar de dar o peito e esperar sarar?? Claro!

Mas teríamos um processo doloroso de relactacao. Até porque ele teria que reaprender a pega, o que poderia levar meu peito a machucar novamente e eu teria que deixar ele com fome, pra ter incentivo de sugar o peito novamente. Aqui em casa isso era fora de cogitação.

Mas tudo o que escutei durante esses dias de batalha foi: dá logo mamadeira para esse menino!

Apenas duas pessoas não me disseram isso: marido e meu pai. De maneira surpreendente meu pai me dizia que Giuseppe precisava do meu leite, isso enquanto eu estava chorando e urrando de dor.

Passado essa fase achei que pararia que ouvir a indicação da mamadeira. Que engano!!

Giuseppe é um bebê que mama bastante. Mas além disso ele fica chupetando muito! Do meu dia eu passo 80% dele com Giuseppe no peito.

Todo mundo que vê ele dispara: nossa que menino grande e gordinho! Mas depois de ficar 1 hora conosco já vai me indicando mamadeira.

Gente que contra senso!!! Acabou de elogiar o rapaz e em seguida indica mamadeira?

Ele está super saudável! Em 26 dias cresceu 8cm e engordou 1.900kg. Uma delicia de carregar, é um bebê consistente! Só com leite materno!

Com isso já passei por dois estágios. O primeiro era de chateação, com esse tanto de leite que tenho me dizer pra dar mamadeira?!?! (se ele diminuir o consumo ele empedra!! Já tive febre por isso depois que passou o caos).

Aí depois entrei na fase de indignação. Das duas uma: ou o povo está por demais doutrinado que não consegue perceber o pecado que é insistir na mamadeira para um bebê que engorda e cresce bem ou realmente temos um problema que pra mim é social, o povo não consegue ver uma criança no peito!

Dias desses dentro da minha casa fui convidada a ir pra outro cômodo da casa porque estava amamentando. Claro que de maneira sutil, mas aquela historia, pra bom entendedor...

Fiquei p* da vida. Só pra constar.

Todos me dizem que ele vai sofrer quando eu voltar a trabalhar. Eu não descartei a mamadeira, mas ainda não decidi como farei. Por enquanto nada de plásticos na boca do Giuseppe.

Bjs!