4 de dez de 2015

E assim ele chegou - Relato do parto Giuseppe

Com mais de uma semana de atraso do prometido, consegui finalmente terminar :-))

Vou fazer um post único, então talvez esse pode se tornar o segundo maior post da história do blog. Veremos.

Minha DPP pela DUM era 09/11. Eu na verdade nunca esperei antes disso, até esperava por mais, assim ficaria mais fácil administrar, eu funciono melhor assim.

Por isso estava realmente tranquila. Não tive nem um dia que eu acordei pensando "será hoje??", apesar de continuar achando que os dias passavam devagar, mesmo estando afastada desde o dia 03/11 com 15 dias de atestado. Talvez a maior dificuldade foi trabalhar tanto, pra não ter tantos dias de licença usados sem bebê fora da barriga.

Estava passando em consulta toda sexta, e na semana anterior fui duas vezes na semana. O combinando seria que a partir da semana 40 ele iria me ver de 2 em 2 dias e iriamos deslocar a membrana a cada consulta.

Isso porque se eu precisasse da indução, por ter cesárea anterior, ela deveria ser feita com calma, um pouco por dia pra meu corpo entender que deveria trabalhar.

Dia 08/11 o médico estaria de plantão no hospital. Lá fomos nós deslocar a membrana, faria 40 semanas na segunda. Antes de deslocar ele viu o líquido e o Rodrigo viu o cabelo do bebê. A hemorroida estava sob controle.



Doeu bastante pra deslocar, não vou mentir. Saí de lá com 1 cm. Apesar disso sabia que poderia demorar dias. Não fui dormir ansiosa.

Dia 09/11. Finalmente as 40 semanas completas. Acordei muito indisposta. Com muita dor na pele da barriga, como sempre.

Era uma segunda feira e Rodrigo tinha consulta em São Paulo as 19:30hs. Ele cogitou cancelar, pedi pra ele ir. Estava esperando há 3 meses! Esse médico tem agenda super concorrida. O médico atrasou demais e foi atender Rodrigo quase 21hs.

Nesse dia também, por Rodrigo não estar em casa e minha mãe ter compromisso, Gianlucca não foi a escola, Rodrigo não me permitia dirigir mais por conta da barriga (apesar que eu conseguia viu) e não tinha ninguém pra pegar bambino. Foi difícil ter ele em casa, descansei muito pouco a tarde e eu precisava.

Por volta da 17hs acabou a energia e só pensei: droga, se eu entrar em TP vou precisar do chuveiro. Por volta das 20hs recebi a confirmação da empresa de energia que voltaria somente no outro dia. Eu e bambino comemos pão e somos dormir, sem banho nem nada, estava exausta pra esquentar agua no fogão.

No banheiro vi que saiu meu tampão. Já tinha saido antes, mas dessa vez foi mais. Avisei Rodrigo sobre o tampão e a energia. Pedi que ele me avisasse quando estivesse perto, pois tinha que abrir a porta pra ele. Quando foi 00:10 do dia 10/11 Rodrigo chegou em casa. Estávamos conversando no sofá. Senti uma dor bem chata no baixo ventre e senti um "ploc". Minha bolsa rompeu poucos minutos depois da chegada do papai.

Ok, sem desespero. Poderia ainda levar muito tempo para evoluir. Rodrigo foi chamar a minha mãe enquanto eu estava sentada no vaso sanitário escutando o liquido escorrer. Quando minha mãe chegou (somos vizinhas) falei: pronto, Giuseppe vai ser do dia 10 ou do dia 11. E ela prontamente me respondeu que imagina do dia 11, não demora tudo isso pra nascer! Avisei que poderia demorar sim. Eu nem sabia, mas já nascia aí um ponto de stress futuro, daqueles bem grandes.

Milagrosamente meu chuveiro funcionou! Completamente sem energia e meu chuveiro funcionando. Fui para o banho quente feliz e agradecida pelo cuidado de Deus comigo.

Mandei marido pra cama e deitei no sofá pra descansar. Iria dormir pois precisava de energia para o parto. Mas as 2 da manhã minhas contrações começaram. Queria tanto que elas demorassem um pouco mais, pra poder descansar! Vinham a cada 9 minutos (estava controlando no aplicativo) e eram muito diferentes do que eu imaginava.

Eu estava esperando dores que iriam sair da região da costa (lombar) e iriam imigrar para o pé da barriga. Era até uma preocupação que eu tinha, devido a minha lombalgia, mas não. Elas eram completamente concentradas no baixo ventre. Sentia uma pressão no útero grande.

As 5hs acordei marido e disse que seria melhor dar uma passada no hospital pra dar uma olhada. Arrumei minha mala (ainda não tinha feito hahahah), peguei a do bebê e fomos. Mas eu não queria internar cedo, saberia que iria voltar.

Chegando no hospital a enfermeira obstétrica foi me examinar. Líquido claro, sem mecônio, um dedo de dilatação e bebê bem. No momento do exame foi uma enxurrada de líquido. E que cheiro é aquele?!?!? Tipo água sanitária. Minha casa ficou com esse cheiro hahaha.

Me colocaram um lençol na calcinha e ligaram para o médico, que me ligou em seguida perguntando porque eu não tinha ligado. Eu disse que preferi deixar ele descansar pois poderia ser longo. Eu acho que estava profetizando isso, só pode.

Voltei pra casa e combinei de estar lá meio dia pra ele me avaliar. Assim poderia dar um beijo no Gianlucca, explicar pra ele que o irmão iria nascer, que a vovó iria cuidar dele enquanto eu ficasse no hospital. Em casa consegui cochilar um pouco, as contrações deram uma boa espaçada.

Gianlucca ficou feliz da vida. Seria pra ele uma aventura ficar com os avós.

Segui para o hospital um pouco apreensiva por deixar meu bambino. Nessa hora senti por não poder ter meu parto domiciliar.

Cheguei ao hospital e o médico me aguardava. Me avaliou e estava com 3 para 4 cm. Já tinha evoluído um pouco, graças a Deus. Médico disse então que poderia nascer na madrugada e Rodrigo achou que seria muito tempo. Eu nem me assustei.

Enquanto fui almoçar e fazer cardiotoco, RO foi fazer minha internação. Iriamos passar o trabalho de parto no quarto, não no pré parto. Isso para Rodrigo ficar comigo e termos mais conforto. Isso só foi possível porque o medico autorizou.

Esse dia era plantão do médico a noite. E isso foi a melhor coisa que poderia acontecer. Enquanto ele não chegava ficamos no quarto. Fui para o chuveiro com a bola do pilates, no fim da tarde bambino veio com a minha mãe me ver e já queria saber do Giuseppe.

Estava bem tranquila. Contrações vindo com intervalos de 4 e 5 minutos, mas elas estavam curtas. Cerca de 20 segundos. Enquanto o medico não vinha, íamos conversando por whatsapp.

Chegou as 19hs, e o medico chegou para iniciar o plantão. Fomos então fazer o toque para ver a evolução. Último toque tinha sido as 12hs. Eu estava esperando pra ver a evolução. E nada! Em 7 horas não evoluiu nada. Aí ele me disse que poderíamos ir pra ocitocina, pois minhas contrações estavam curtas e precisávamos delas com duração superior a 30 segundos para o colo dilatar.

Pedi mais uma hora pra ele. Me joguei na água novamente com a bola de pilates. Que angústia! Não queria ir pra ocitocina, queria um parto sem intervenções. Fui pulando na bola e digerindo a situação, orando. Chorei quando saí da bola e aceitei internamente. Se não tivesse evoluído, iria aceitar a ocitocina. Dito e feito e lá fomos nós para a bendita.

Combinamos que ele colocaria bem pouco, pra meu organismo "entender" que eu precisava de mais e então produzir. Foram 24ml em uma hora e o bicho pegou. Contrações foram diminuindo de intervalo e aumentando a intensidade. Cheguei a ter intervalo de 1m57s.



Eu aceitava cada contração, Rodrigo ao meu lado o tempo todo me lembrando de respirar, marcando as contrações no aplicativo, me dando água, fruta. Ah se não fosse o Rodrigo ali comigo! E eu precisava dele, cada vez mais ao meu lado, me apoiando, suportando tudo comigo.

E lá fui eu pra água novamente, dessa vez não queria a bola. Medico reduziu a ocitocina pra 12ml por hora. Mesmo assim a freqüência e duração não diminuíram. Depois de 20 minutos de chuveiro Rodrigo desliga o soro por orientação do medico. Mas o ritmo não diminui. Ótimo, meu corpo entendeu o recado. Continuamos administrando as contrações.

Lá por umas duas da manhã descubro que minha mãe está na recepção do hospital surtando. Sendo extremamente mal educada com Rodrigo no whatsapp, querendo falar com o médico e trocar de lugar com o Rodrigo como acompanhante.

Fiquei muito brava, pois meu combinado era ela ficar com Gianlucca.

Eu entendo o nervosismo da minha mãe, estava com bolsa rompida há muito tempo, ela nunca acreditou que eu pudesse parir naturalmente (me disse isso algumas vezes, pelo meu tamanho), tinha medo que Giuseppe passasse do tempo. Mas eu precisava de paz e apoio, só isso.

Lá vai Rodrigo e o médico descer pra falar com a minha mãe. Enquanto isso a enfermeira ficou comigo. Que situação!!

Eles voltam e vamos para o toque. Nada de evolução. Por incrível que pareça não desanimei. Giuseppe estava bem, vamos continuar.

Lá pelas 4 da manha Rodrigo desceu pra pegar umas frutas que minha mãe tinha ido comprar. Fiquei com o médico no quarto, meia luz, ele segurou minha mão. Eu disse que estava exausta, que meu limite, se já não tinha passado, estava bem próximo. Ele pediu pra fazermos mais um cardiotoco, e  foi buscar.

No cardiotoco os batimentos do Giuseppe já demonstravam cansaço. Medico então pediu uma injeção de glicose e iríamos repetir cardiotoco.

Enquanto eu esperava uns 30 minutos pra fazer o cardiotoco outra vez, passei a me desesperar nas contrações. Algo que não tinha acontecido até então. Falei para Rodrigo chamar o médico, que se não tivesse evolução queria a cesárea.

Repetimos o cardiotoco, fiz o toque e nada! Mesma dilatação. Médico então disse que seria possível esperar mais umas 5 ou 7 horas, sem nos colocar em risco.

Se eu estivesse evoluindo, mesmo que lentamente, eu esperaria sim. Mas estava com a mesma dilatação desde meio dia, praticamente. Estava exaurida. Optei por fazer.

Enquanto a pediatra chegava (fechamos a equipe toda humanizada), a enfermeira fez a raspagem e lá descemos para o Centro Obstétrico. No caminho eu pensava "não acredito que vou passar por isso novamente, mas não nasce! Giuseppe não desce". Faltava ele descer e ajudar na dilatação.

Chegando no Centro Obstétrico Rodrigo foi trocar de roupa. Enquanto anestesista me preparava as contrações viam contudo. Eu pedi encarecidamente pra ele esperar passar pra me furar, vai que ele aplica bem no meio de uma né?!

Aí começou meu martírio. Foi aplicar a anestesia eu comecei a passar mal, como nunca passei na minha vida. Primeiro minha pressão caiu demais, comecei a tremer que não tinha domínio algum do meu corpo. Meus braços pulavam, meu queixo batia, me faltava o ar.

Eu só conseguia dizer que apesar da anestesia eu sentia tudo (diferente da anestesia do parto do Gianlucca que eu não sentia nada!). O anestesista ficou meio bravo, dizendo que eu estava com medo, mas não era. Eu sentia mesmo. Senti colocar a sonda, por exemplo.

A pediatra segurou a minha mão, pedia que eu respirasse. Enfim autorizaram a entrada do Rodrigo na sala e tudo o que eu conseguia dizer pra ele era "me ajuda, estou passando mal". O medico fazendo a cesárea e de olho em mim. Pediu pra colocar outro soro lá, que nem sei o que era. No outro dia ele confidenciou que estava realmente preocupado comigo nesse momento.

Rodrigo pediu pra respirar fundo. E tudo o que eu sentia era cheiro de carne queimada, devido o bisturi elétrico hahaha.

Logo médico começou a dizer que ainda tinha muito líquido, que Giuseppe estava com duas circulares de cordão. Pediatra disse que ele já tinha saído e pronto, me passaram ele por baixo do pano. Ficou ali comigo, mesmo com minha tremedeira insana. Veio para o meu peito e lá mesmo Mamou. Tomou a injeção de vitamina K ali comigo, no peito e nem reclamou. (Optamos por dar a injetável mesmo por ter maior absorção).

Depois de algum tempo Rodrigo levou ele pra ser medido e pesado. Quase que aplicam colírio nele!! Se não fosse o Rodrigo lá, teria sido aplicado (fiquei brava com isso). Não foi aspirado.

Eu fiquei lá terminando a cesárea e tremendo. Quando acabou fiquei no corredor com Rodrigo e Giuseppe em cima de mim. Disse para o Rodrigo que não sabia como iria cuidar dele já que não parava de tremer e tinha dificuldade pra respirar. E Giuseppe mamando.

Fomos então para o quarto, nada de sala de recuperação. Fiquei o tempo inteiro com Giuseppe e Rodrigo conosco o tempo todo!!

Tomei remédio para dor e dormi. Nem sei quanto tempo. Acordei melhor.

E assim chegou meu segundinho. Lindo, um bezerro que mama desde seu primeiro minuto de vida.

Chegou as 5:33 da manhã, pesando 3.275kgs com 49cm e apgar 9/10. Teve alta com 3.330kg, engordou de tanto que mama.

Tivemos alta no outro dia a noite e eu saí do hospital radiante. Feliz por ter conseguido persistir tanto. Feliz por ter sido minha decisão da cesárea. Feliz por ter sido respeitada. Feliz por ter meu marido ao meu lado o tempo todo. Com o sentimento que eu poderia sim ir além e eu fui.

Meu sentimento quando saí da maternidade com o Gianlucca era de que havia acabado, a gestação enfim chegará ao fim. O sentimento que predominou na minha segunda saída da maternidade era: pronto, agora começamos a viver. Nós 4, mais completos do que nunca.

E sim, só estamos começando.



17 comentários:

  1. Que emoçao Maira
    Parei de respirar lendo seu relato,parecia que estava la com vc.
    Parabens pelo lindao
    bjo

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    1. Obrigada Nise. Foi um turbilhão de coisas que senti. Uma loucura hahah. Bjs

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  2. Ain meu Deus que amorzinho ele é ♡♡♡♡ apaixonada !!
    Adorei o relato e saber que conseguiu ser respeitada, ter as suas v8ntades respeitadas e que seu parto foi bom para ambos. Que Deus continue abençoando lindamente a sua família ♡♡ beijo

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    1. Ele é altamente apertavel hahaha.
      Obrigada Mika. Só não passei pelo expulsivo, de resto senti tudo. E fiquei muito satisfeita.

      Bjs

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  3. Que coisa estranha vc realizar que não teria dado mesmo para ser domiciliar. Mas que ótimo que, apesar de tudo, tudo aconteceu sendo as suas vontades respeitadas, e isso é o mais importante. Principalmente quanto à episiostomia e ao colírio do bebê. Sua família deve estar muito feliz. Parabéns pela força! Depois vem contar como está sendo a reação do mais velho. Beijão!!!

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    1. Oi Mamuska

      Só não optei pelo domiciliar devido a grana. Mas Deus sabe todas as coisas, pois minha mãe iria me deixar louca, já que moramos ao lado. Não teria evoluído.
      Eu volto sim pra contar a reação do Gianlucca. Bjs

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  4. Nem deu pra sentir que é longo o post. Vc contou com tanta verdade, que me transportei para cada relato.
    Que maravilha que no final deu tudo certo! Seu segundinho é lindo!!!
    Vc é uma guerreiraça!!!
    Ah! depois descobriram o que pode ter feito vc passar mal? Reação à anestesia somente? Que bizarro!
    bjksss

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    1. Obrigada Marcela!!
      Fui até onde considederei meu limite. Sabe que se eu não tivesse trocado de medico não conseguiria ter ido tão longe. No final, apesar da cesárea, estava com pessoas que pensavam como eu, e isso foi tão importante!
      Medico acha que foi por conta da exaustão do meu corpo. Passei 6 horas tendo contração em media de 2 minutos, o que eles chamam de "franco trabalho de parto". Tomei tanto soro com vitamina depois que ele nasceu que nem senti cansaço na primeira semana de vida dele.
      Bjs

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  5. Maira! Que amor! Você foi guerreira mas Deus sabe de todas as coisas e o importante é que o segundinho chegou lindo e saudável!
    Deus os abençoe grandiosamente!
    Beijosss

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    1. Obrigada PVzinha. Ele chegoubna hora dele, e isso pra mim foi o mais importante.
      Voltei pra casa realmente feliz e satisfeita.
      Deus abençoe vocês tbem. Bjs!

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  6. Infelizmente nem tudo sai como o planejado durante o parto, eu mesma consegui meu parto domiciliar, meu filho caçula nasceu super bem, não senti nadinha de nada de dor, mas depois do parto alguma veia na vulva rompeu, mas a pele não. E o lugar ficou enchendo de sangue, precisei ir para o hospital drenar o hematoma, fui super mal tratada, sorte que a médica que me atendeu era humanizada, meu backup, mas a médica do hospital que estava dando plantão não fez minha internação enquanto não me examinou, mesmo a minha parteira explicando o que aconteceu, e que a médica já estava no centro cirúrgico aguardando. Bom, resumindo, os 3 dias que precisei ficar internada (de 14 à 16 de Dezembro) foram dias horríveis e com muito preconceito.
    Você deu o melhor de você, seu filho chegou na hora dele, parabéns o Giuseppe é lindo.
    Beijos!

    As aventuras de Enzo e Théo

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    1. Nossa Bruna, que loucura!! Terrível quando precisa de uma transferência, pois pessoal não recebe bem mesmo. Já li várias coisas sobre isso.
      Mas que bom que você conseguiu o domiciliar!
      E sua familia como reagiu? Aqui estou sendo considerada a louca do parto normal, por ter esperado tanto. Ainda vou ter que escrever sobre isso.

      Bjs

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    2. Precisar de transferência é muito cruel, mesmo com tudo certo foi muito difícil.
      Mudei de obstetra com 36 semanas e 4 dias, quando vi que ele ia me empurrar outra cesárea, e resolvi que já que é meu "ultimo" filho (não pretendemos ter mais, mas vai saber né, rs) eu ia ter ele em casa, meu marido me apoiou, só contei para minha mãe, do que acabei me arrependendo, pois ela ficou preocupada, e a madrinha do Théo sabia, acho que ela comentou com os parentes do marido, mas eu estava "grávida demais" pra ter que ficar me desgastando com os adeptos da cesárea eletiva.
      99% das pessoas só souberam que o Théo nasceria em casa depois que nasceu, rs.
      Alguns me acham malucas, mas nunca falaram nada por eu ser "tolerância zero", rs.
      Dia 13 o Théo completa 2 anos, pretendo escrever meu relato de parto no meu blog, já que eu já o escrevi no blog da minha doula.
      Théo nasceu com 39 semanas e 2 dias, meu TP começou dia 12/12 às 7h30, mas ativo mesmo foi muito pouco tempo, minhas contrações foram irregulares o tempo todo, não senti dor nenhuma, juro por Deus. Théo nasceu depois de quase 41h, às 22h37 do dia 13/12, com 50 cm e 3,6 kg.
      Desculpa se escrevi demais, mas sempre me empolgo contando o nascimento do Théo, foi algo tão incrível!

      Beijos!

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    3. Ah e do Théo não ficaram me apavorando de "Meu Deus vai passar da hora!" por que eu falava que ia nascer até 31/12, quando na verdade da DPP era 17/12, rs. Ouvi muita abobrinha no primeiro filho, mesmo fazendo cesárea com 39 semanas, Enzo era para 04/01 e nasceu 28/12, então no segundo já fiquei mais esperta, rs.
      E toda gestante que me conta que quer parto normal eu aconselho a fazer o mesmo, falar a data de 42 semanas, rs.

      Beijos!

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    4. Imagina escrever demais! Amo relatos, ajuda demais :-))
      Nossa, foi uma saga mesmo!! Que bom que passou.
      Eu tenho dificuldade de brigar com a minha mãe, é algo incrível. A minha vontade era descer na recepção e pedir pra ela voltar pra casa, pra me dar tranquilidade, mas eu não consigo.
      Também não fiquei alardeando o nascimento dele, pra ter paz. No fim muito mais gente sabia, pois como Gianlucca ficaria com a minha mãe, não teria como ela não ter conhecimento.
      Quem sabe em um terceirinho, vamos ver (aqui somos meio loucos hahhaha)

      Bjs

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  7. Aiii Maira, li tim tim por tim tim, em certos momentos me assustei, confesso, mas confesso que não vejo a hora de chegar a minha hora (e do Théo) Ahhh! Confesso também que tenho medo da minha mãe e minha sogra surtarem, mas, enfim, acredio que será um momento mágico e abençoado!

    http://antesdopositivo.blogspot.com.br/

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    1. Oi Nathy

      Você vai tirar de letra!! Não fique apreensiva, Deus é contigo e logo logo seu pequeno estará aqui.
      Ele vai te dar sabedoria pra administrar tudo.

      Bjs

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