2 de nov de 2014

Quando a maré nos engole

Viver é remar contra a maré. Principalmente quando decidimos viver contra o que está aí, por valores diferentes, por considerar que o que está aí muitas vezes não é o correto apesar de ser o mais fácil.

Algumas batalhas perdemos, mas isso não significa perder a guerra.
Eu tenho selecionado as minhas batalhas. Não tenho disponibilidade para lutar por tudo, contra tudo, brigar por coisas pequenas e muitas vezes passageiras.

A minha luta tem se voltado para a minha família. Tudo o que se relaciona aos meus.

Ainda estou na batalha alimentar. E como anda difícil, principalmente porque AMO uma porcaria.

Mas evito dar ao bambino. Vê-lo tomar refrigerante esmigalha meu coração, mas o que fazer se o lanche de sexta-feira na escola é salgadinho e refri? Como mandar ele para escola sem isso, se TODAS as crianças estarão comendo?

Como fazê-lo entender e gostar de comer verduras, se na escola o cardápio não contempla? Todo o trabalho que fizemos nos primeiros anos de vida com a alimentação orgânica e rica de nutrientes, hoje vejo como perdido. Não consigo fazer Gianlucca comer direito em casa. Está vivendo de arroz, feijão e carne. E como isso me faz mal!

Sábado fomos ao shopping. Ele gosta bastante, passamos na frente todo dia, pois é caminho da escola.
A idéia era comer minimamente saudável. Seria nosso jantar, somente nós dois. E depois um sorvetinho, que amamos :-))

Foi só entrar na praça de alimentação ele me pediu o lanchinho que tem brinquedo. Meu coração se dividiu: não privar meu bambino do marketing filho da mãe usado por tal instituição que tem o brinquedo como brinde, ou manter minha posição contra o consumo (principalmente infantil) e evitar mais porcarias??

Posso contar nos dedos de uma mão quantas vezes Gianlucca comeu lá. Vão me sobrar dedos.

Não se trata de ser a mãe boa ou chata, que deixa tudo ou não deixa nada. Pesou na minha decisão toda a minha batalha. O que estou ensinando ao meu filho? Que a vida é feita somente de privações e escolhas chatas?

Cresci com a minha mãe fazendo regime, se privando de uma vida e depois de algumas semanas devorando a casa. Comendo de uma única vez o que não comeu em 7 dias.

Não quero ser assim, não quero meu filho assim. Quero que ele construa uma relação saudável com a comida, para que não veja nela sua parceira de frustrações, que desconta na comida as chatices dos dias, as ansiedades como EU.

Assim, eu decidi:
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2 comentários:

  1. Tenho uma enorme admiração por você e pela forma como você educa o seu pequeno!!!! Espero ser tão equilibrada e sensata quanto você na criação dos meus filhos!!!! Beijo grande!!!!

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    1. Oi Lyanna. Obrigada 😜. Mas não e fácil amiga.
      Tem alguns s dias que tenho vontade de sentar e chorar. Mas vamos em frente!! Não posso desistir.

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