31 de ago de 2014

Pau pra toda obra

A maternidade foi um agente transformador na minha vida. As adaptações que tive que fazer desde que engravidei foram muitas.
Eu aprendi que ceder não é fraqueza. Que dar dois passos para trás não significa retrocesso. Que paciência é algo que adubando ela  cresce sim.

Mas seria uma mãe e um pai o chamado "pau pra toda obra"? Capaz de se resolver tudo, superar tudo e conseguir tudo?

Por experiência eu digo não. A limitação continua depois da maternidade.

Sem dúvidas conseguimos nos superar em muitas categorias, nos tornamos pessoas melhores, as vezes piores - tenha o seu filho xingado por alguém para ver o pior se mostrar- mas acima de tudo ainda teremos muitas dificuldades.

A minha, nojentamente, se chama vômito. Eu simplesmente não consigo com isso.
Eu vomito junto.  Dou socorro ao bambino, mas vomito junto.
Quando marido está perto, eu passo essa amistosa função pra ele, pois eu não "guento" não.

Aí a finesse do Rodrigo fica pra morrer. Acha que sou fresca, que não priorizo o bambino e coisas assim. E não basta me dizer isso, ele faz questão de dizer ao pediatra do plantão as 3 da matina. Não se conforma.

Digo a ele que é melhor limpar um vomito do que dois, né não?!? Mas não adianta não. A revolta do conjugue não passa.

Bambino passou mal na madruga de sexta para sábado. Eu estava dormindo na cama dele - ele está no quarto dele, depois volto pra contar - quando ele começou a vomitar. E olha, voou na parede, sujou o colchão praticamente todinho e foi terrível.

Ele em toda a sua vida vomitou somente duas vezes, e por não ter pratica no assunto deu bastante trabalho, pois estava assustado. Não deixava o negócio vir, fechava a boca na hora, foi o Ó.

Culpa de uma pizza de quatro queijos. Quase nunca compramos, e quando compramos dá nisso. Só aumenta a minha certeza do home made. Vou cada dia mais investir nas coisas feitas em casa.

Tomou uma injeção no hospital, chorou horrores - foi a segunda na vida - e ficou só de cueca em obervação, pois segundo ele a calça pegava na injeção e doía mais.

Chegando do hospital ainda vomitou mais uma vez. Oramos por ele e ele dormiu o resto da madrugada (já era quase 5 da matina).

Agora está perfeito. Até acordou hoje pedindo batata frita, vejam só.

E eu continuo aqui, sendo pau pra toda obra, mesmo com um saquinho de vomito pra mim e outro pra ele.

Hugs

2 comentários:

  1. Maira eu sou igualzinha a vc... se alguém vomitar próximo a mim preciso me retirar imediatamente do local se não acabo vomitando junto também. Pelo menos, apesar de te julgar "fresca" teu marido te ajuda nessas horas. Já eu tenho certeza que não vou poder contar com o marido nessas horas... ele é pior que eu!!! Rsrsrsrsrsrsrsrs... Feliz que seu pequeno esteja melhor!!!! Bjos!!!!

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    1. Hahaha estamos perdidas Lyanna. Mas meu marido não era estomago forte, e mudou! Ainda há esperança hahaha. Bjs!!

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