6 de abr de 2014

A história que estou construindo com meu filho

Diante de imensas barbaridades que vemos diariamente, as que mais me chocam são com crianças. Isso desde que me entendo por gente, que tenho consciência de mim mesma.
Do momento da minha gravidez isso aflorou ainda mais e duvido que essas sensibilidade me deixará. Nem eu quero que ela me deixe. Me tornei muito mais humana com o advento da barriga crescida e por consequência flácida.

Tantos pensamentos sobre como essa sociedade está doente e carente de Deus (por total consequência carente de amor, afinal Deus é amor) me pego questionando a mim mesma que tipo de história estou construindo com meu filho?!?

Eu fui criada no interiorrrr e apesar da minha mãe sempre ter trabalhado fora, não tenho lembranças de uma infância sem minha mãe presente. Acredito então que ela se desdobrava pra dar conta do recado. Meu pai sempre foi um santo, a parte que cedia da relação pais e filhos. Nunca sequer gritou conosco (me lembro de apenas duas vezes: uma com minha irmã e outra comigo), bater jamais! Nem ameaçou, nunquinha.

Minha mãe já era mais durona, difícil de ceder, mas não me recordo de apanhar, por exemplo (apesar da vara de "marmelo" que ela jurava ter em casa).

Mas tenho recordação de um fato, eu deveria ter no máximo 4 anos. Estava ela brava e eu chorando mas não me lembro porque. Eu pedi um abraço e ela me disse não, pediu que eu abraçasse o urso de pelúcia e foi o que eu fiz. Aí eu fico aqui pensando com os meus botões: como posso me recordar disso até os dias atuais? Não tenho nenhum tipo de mágoa contra minha mãe, ela sequer irá lembrar disso e tenho absoluta certeza que não vez por maldade ou punição. Ela estava brava e provavelmente cansada. Quem nunca?!??

Eu e marido somos responsáveis pelas estruturas do bambino. Apesar do mundão aí fora influenciar, as estruturas fortes e bem firmadas não caem com as tempestades. É a segurança emocional que damos hoje que permitirá ele ter segurança pra dizer não para as porcarias dessa vida. É a segurança física aliada a emocional que damos hoje que permitirá que ele se cuide e peça ajuda. E finalmente e primordialmente é a segurança espiritual que damos a ele que permitirá que ele tenha sucesso nisso tudo e todo o mais. Certa vez eu li que todo filho merece ter pais que orem por ele. Fato, fatissimo!!

Por isso que dou colo mesmo, compartilho cama ainda hoje, que abraço, beijo, cheiro e digo que amo muitas vezes ao dia. As vezes ele esta agitado pra dormir, é só eu começar a beijar e dizer que ele é a alegria da minha vida, o desejo do meu coração que Deus realizou, que amo, que estou ao lado dele sempre e tantas declarações que ele vai acalmando.

Essa é a história que tento construir com meu filho. Uma história de amor, cumplicidade, afinidade e respeito.

Por isso eu falo sim sempre que possivel e não somente quando necessário.

Porque de difícil já bastam as crueldades desse mundo, praticadas por pessoas que não tiveram a oportunidade de viver uma história diferente e que hoje disseminam o que viveram ao invés de buscar fazer diferente.

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